Quarta-feira, 11 de Maio de 2005
não serei mulher igual, talvez...
Passo a vida a encontrar esta situação. Aqui, foi só mais uma. Que coisa é esta de tantas mulheres se tentarem pôr na pele de uma puta? Viver, mesmo que só na escrita ou no sonho, a vida de uma puta. Sonhar acordada que se vende por aí. Entregam-se sempre a muitos mas nunca ao mesmo. Normalmente são das que podem escolher, até aqui mantemos o elitismo. Não sei de onde vem esta coisa. Já me perguntei, quantas mulheres tiveram a sorte de já ter ouvido, olhos nos olhos, corpo no corpo "tu para mim és uma puta!"? Muitas, poucas? Muito poucas? Talvez por conhecer esse prazer infindo, não sinta a necessidade de me imaginar o que já fui.
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4 comments:
creio que entendeste muito mal o meu texto. não há lá nenhum desejo de ser puta. é um texto somente isso. uma personagem como qualquer outra. nunca tive desejo (semi-mostrado ou mostrado abertamente, o que for) de ser puta, o prazer de uma puta sei lá... porque prazer qualquer melher tem se quiser independentemente de ser puta ou outra coisa qualquer. e não tenho vontade nenhuma de escutar o meu namorado dizer-me que para ele sou uma puta. para lhe dar prazer não tenho que ser puta, sentir-me puta ou ele chamar-me puta.
não estava no meu texto nenhum desejo semi-revelado. fui eu que o escrevi. sei o que escrevi.
*
amiga amora, creio que escrevi muito mal o que queria dizer depois de ler o teu texto. resumindo, já me "acusaram" várias vezes de personalizar muito o blogue. não o faço com esse propósito, é a minha forma de escrever. peço desculpa por te teres sentido visada. a mim o que me fascina é apenas o facto da ideia da prostituta viver na cabeça da mulher, seja por desejo, por curiosidade, por repugnância, ou por nada, não sei, mas que vive, vive.
ok, não há problema. eu só queria fazer uma personagem muito diferente do histórias do prédio ao lado somente isso, fiquei triste por entenderes tudo errado, mas já passou.
beijito
Vidas, são vidas e retalho deste nosso mundo...
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