sábado, 31 de dezembro de 2005
A frase mais batida
Não sei lidar com esta coisa de colocar todas as expectativas, as ansiedades, as análises, as vontades, as derrotas, as promessas... tudo num só plin!
Hoje, acredito profundamente, há-de ser sempre o primeiro dia do resto da minha vida. E hoje é todos os dias, ontem já foi hoje e amanhã o vai também ser. E faz hoje um ano de qualquer coisa como também faz amanhã um de outra coisa qualquer.
Já lá vai mais um, aí vem mais outro... e?! O que é que eu tenho? Quem é que eu tenho? Quem é que me tem? Não há mais hoje do que havia ontem e, amanhã, quanto muito há mais vivos e mais mortos do que hoje. Não é neste hoje, não é naquele instante, que a vida se transforma, se figura ou transfigura. O instante é o instante a todo o instante e eu não gosto de instantes com hora certa.
Felizmente esta passagem de um dia 31 para um dia 01, guarda em si um pequeno pormenor sórdido, vamos todos viver um segundo desfasados da realidade. É assim de seis em seis anos, o tempo já não somos nós!
sexta-feira, 30 de dezembro de 2005
Caí redonda!
Camas redondas são como um labirinto, por mais voltas que se dê, nunca se encontra o lado certo!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2005
isto é lindo pah!
Apanhei ali ao lado...
7.12.05
A profissão mais antiga do mundo!
Dizem que a profissão mais antiga do mundo foi a prostituição. Não posso concordar. Até porque não havia dinheiro quando o mundo começou, e se para o homem bastava dar com uma moca na cabeça da mulher e arrastá-la para a sua caverna, porque carga de água haveria de pagar?
Dizem então que a primeira profissão deve ter sido um dos trabalhos mais básicos, como agricultura ou caça. Embora concorde que tenham sido das primeiras profissões, a primeira não foram, até porque no início não havia ferramentas para agricultura nem armas para caçar.
Sugerem então que tenha sido o ensino. Mas para ensinar é preciso aprender. É a história de quem veio primeiro, o ovo ou a galinha. Neste caso, o estudante ou o professor. Ninguém nasce ensinado, logo teria de estudar primeiro. Mas no início não acredito que o homem tenha partido para esta actividade assim de arranque.
Temos de nos colocar na pele desse primeiro homem para perceber.
Então, o homem aparece. Um homem, Adão, sozinho, sem saber o que fazer. Qual a sua primeira iniciativa? Obviamente, coça os tomates. Assim sendo, a primeira profissão do mundo foi claramente... funcionário público!
posted by Fãs da Região Estrangeira at 11:37
quarta-feira, 28 de dezembro de 2005
Lalisca, a das coisas idiotas...
Absortas em pensamentos banais
Nas loucuras destas vidas imparciais
Onde depois do nada, nada interessa
No desinteresse se vive á pressa
Subjugando a vida, os outros, o mundo
Aproximar-se e tocar bem no fundo
Tentar absorver as vivências
Iludir-se nas próprias aparências...
Ah, condição banal e vazia
Numa sociedade pobre e tão fria.
posted by Lalisca at 11:22 AM
terça-feira, 27 de dezembro de 2005
Sem título, porque há coisas que não se dizem em palavras
[...]
Eu acho que está desanimada. Com alguma coisa...
[...]
Foi do que aconteceu hoje de manhã? Hoje de manhã? Sim, hoje de manhã, quando a Patricia me veio buscar eu vi logo que estava chateada. Não, não foi de hoje, estou cansada das muitas coisas que se juntam... Eu não me canso de uma coisa só, canso-me quando se juntam muitas. Mas não pode ficar assim! Mas eu não estou sempre assim, querido, hoje é que estou mais cansada.
[...]
Não é por a estar a ver agora a chorar que eu sei que está triste. Eu sei ver muitas coisas. A Patricia tem de pensar em si, também. Ontem fui deitar-me ao lado da minha irmã e estive a dizer-lhe isso, que a Patricia sentia coisas que não dizia.
[...]
É difícil estar sempre a rir. Eu tento estar bem, por exemplo, quando estou convosco... Eu luto por estar bem, mas às vezes ficamos cansados, só isso. Eu sei que não é só de hoje, a Patricia acha que eu não sei quando está desanimada?! Eu sei, até ao telefone, eu sei! É por nossa causa? São coisas familiares? Não, Pipocas, é tudo junto, o trabalho, a família, outras coisas. Mas, quando eu estou desanimado, a Patricia diz-me para levantar a cabeça. Não pode desistir agora! Se a Patricia desistir agora, eu também desisto! Não sejas tonto, eu não estou a desistir...
[...]
Vês, afinal sempre falei eu e tu deste os conselhos... Eu não tenho idade para lhe dar conselhos, a Patricia já viveu muito mais do que eu, eu é que aprendo consigo. Sim, aprendes comigo, como eu aprendo contigo. Não é só a idade que conta, sabes, tu já viveste coisas que eu não vivi, podes dar-me conselhos de coisas que já te ensinaram. Sim, mas não é a mesma coisa. É, claro que é. Olha o que tu disseste, que eu te mando levantar a cabeça e mandaste-me levantar a minha agora. Aprendeste uma coisa na vida e agora estás a usá-la para me ajudar.
Lá está ela...
De que tamanho é o que sentes?
- Não te sei responder a essas coisas...
- Sentes forte? Sentes pouco? Dói?
- ...
- Conheces o sentimento em bruto? Bruto, assim como o diamante antes de ser lapidado? Odeias alguém?
- Não sei, acho que não...
- Eu odeio uma pessoa, só uma. Odeio-a tanto como outrora amei outra.
- Não é a mesma coisa...
- Não, não é a mesma coisa, mas a dor que uma causa e a ausência da outra provoca... é igual. O Amor e o Ódio tocam-se no infinito, como as linhas paralelas.
- Aquelas linhas que sempre encaixas na tua vida... haja paciência!
[...]
- Não acredito que possas odiar alguém, não tu!
- Acredita que odeio. Um ódio de morte!
- A morte para ti não é uma coisa má, pois não? Não é o que sempre dizes? A morte liberta, a morte descansa... Além de que com todo esse Amor que em ti transportas, esse amor por tanta coisa, visível e invisível, não acredito que haja espaço para o ódio.
- Há, há sempre espaço em mim para o ódio, enquanto houver espaço na vida que me rodeia para quem eu odeio.
- Tu amas de mais, Patricia... Nunca conheci ninguém que amasse como tu. Tu destróis-te no amor.
- E por isso odeio tanto também. É do meu amor por uns que me nasce o ódio pelo outro!
- Outro? Um homem?
- Achas?! O outro é o bloco de gelo salgado!
- Salgado? Como o mar que amas?!
- Não, como a água que queima a ferida. Desinfecta mas não cura. Engana...
[...]
- Como eu odeio, meu Deus...
- Não chores...
- Deixa que chore...
- Mas as lágrimas também são sal, não curam!
- Não, não curam... definitivamente não curam! Mas enquanto me ardem os olhos não sinto o rasgar do peito. Como eu odeio!
- Vá tem calma...
- Quanta mais calma tenho de ter? Quanto mais calma me faço, mais me sinto morrer. Quanto mais calma arquitecto em mim, mais a sinto crescer, crescer, crescer... e o ódio de mim se ocupar.
sábado, 24 de dezembro de 2005
Puxa uma cadeira...
Já disse isto ali ao lado, definitivamente o natal não é AZUL
quinta-feira, 22 de dezembro de 2005
Comunicado de última hora
O Natal foi cancelado!!!!!
E a culpa é toda minha!
Fui dizer ao Pai Natal que não cometi nenhum pecado este ano.......
terça-feira, 20 de dezembro de 2005
Tribunal de Menores
Na semana passada, a directora da Casa da V. disse-lhe que a assistente social responsável pelo seu processo, apetecia-me dizer aqui alto e bom som o nome dela, iria contactar o irmão mais velho para combinarem uma visita lá a casa, à casa deles, de forma a decidirem se a V. e a sua filhota, iriam passar o Natal a casa. Ontem a V. ligou-me perdida em lágrimas, a Dra. Assistenete social sem nome, informou que a casa não tinha condições para dar guarida a quem sempre lá viveu.
Desde que a Mãe morreu, faz dia 27 três anos, e os Pai se pôs na alheta, eu ainda só vi a casa melhorar. Foi pintada, mudaram-se janelas, fez-se uma banheira a sério, a A. e a T. limpam, lavam, esfregam até que o brilho faça doer os olhos. A casa foi caiada por fora, criou-se um espaço para os churrascos de Verão, a A. teve direito a um quarto novo construído no pátio interior onde, no Verão, descansamos à sombra da velha figueira.
Telefonei de imediato à A., queria saber o que teria corrido mal, se se tinham desentendido, aquelas cabeças quentes... se a casa estava virada do avesso, se o R. e a I. tinham decidido atirar com toda a roupa e todos os brinquedos para o chão da sala... passou-me de tudo pela cabeça. Só não me passou a verdade, a PUTA verdade!
A Dra. Assistente social sem nome, nem sequer se deu ao trabalho de telefonar, combinar uma hora para lá ir e comparecer. Limitou-se a telefonar dizendo que a casa não tem condições! PUTA QUE A PARIU!
Foi ela que, em cinco anos, eu nunca vi. A responsável por acompanhar uma família de 8 irmãos menores deixados sozinhos em casa durante mais de um ano. Foi ela que eu nunca conheci. Fui ela que os enfiou separados em casas de acolhimento sem sequer dizer uma palavra de carinho. Foi ela, PUTA DE MERDA, que eu nunca conheci. Em cinco anos eu nunca conheci a Dra. sem nome que era responsável por acompanhá-los.
É uma pessoa assim, uma Dra. Assistente social sem nome, que eu nunca vi, que os separou, que assistiu impávida ao rapto das crianças aos gritos. Por causa dela, a minha L., acorda durante a noite a gritar. Sonha que a Mãe lhe pede para tomar conta das maninhas mais novas e vem um homem e quer roubá-las. É uma Dra. com um nome pior que Cabra, que decide sobre a vida de crianças.
Se a V. ontem me tivesse dito que a Dra. Assistente social tinha ido lá casa e a A. me confirmasse que sim, poderia ter raiva de uma decisão que não se faz indo a uma casa durante 30 minutos. Agora, tomar uma decisão baseada numa coisa que nem sequer se fez.... afirmando que se fez, AFIRMANDO QUE SE FEZ, PUTA D'UM CARALHO, é muita falta de princípios, de moral, de escrúpulos. É muita falta de alguma coisa a que eu nem sei dar nome.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2005
Que terei eu?
domingo, 18 de dezembro de 2005
O convite da década
Olá. Dia 22, quinta-feira, festejamos os 10 anos de B. Leza, vem festejar o aniversário da casa que também fizeste.
10 anos é muita casa, muita força, muita vida. 10 anos de pé levado pela música no teu estrado de madeira.
melaço sem mel
Quente, tonta, vaidosa, provocante, enguia, escorregadia, brincalhona. Sempre! Melosa? Já não me lembro. São açucares que se perdem na luta pela independência. Já não me lembro do sabor do Algodão doce. Que coisa mais idiota que estou para aqui a escrever.
Ponto, final e parágrafo.
Pais, Escolas, Deuses, Fé e a História do mundo

Creio que toda a gente sabe o que é uma branca. Pois bem, eu tive mas foi uma preta, mas de tal forma preta que não vislumbro palavrinha nenhuma na cabeça. Assim, vou refazer um artigo, já não é o original desenhado em pensamento. Ah! o ABRAÇO roubei-o ali ao lado, e é um abraço a todos os que pensam nestas coisas. E aos outros também, que eu não sou elitista [quer dizer, sou um cadidinho...].
Esta confissão vem a propósito de um pedido que coloquei à tmara e à Adryka, para publicar aqui um artigo que me nasceu no corpo ao assistir a uma saudável discussão sobre o papel das escolas relativamente aos ensinamentos de Deus. A discussão, como é óbvio, nasceu desta coisa de tirar ou não tirar os crucifixos das escolas.
Numa viagem de hora e meia, desenhei o artigo mais sério da minha vida. Depois, trabalho puxa trabalho, maternidade puxa maternidade, cansaço puxa cansaço... varreu-se-me.
Vou tentar explicar rapidamente o que despertaram em mim aquelas duas blogueiras.
O crucifixo
- Se cada um de nós souber agir de forma saudável, respeitosa e íntegra, a meu ver, em cada sala de cada uma das muitas escolas por esse país fora, poderá decidir-se se se tira o que lá está ou se se penduram mais 3. Pois... saudável, respeitosa e íntegra, não sei se muita gente ainda saberá o significado destas três palavras chave. Adiante...
- Acredito que a Fé, as imagens e as práticas religiosas são suficientemente equilibradas em Portugal para que não se despertem ódios. Creio que seria mais útil ter políticos preocupados com a verdadeira e crítica crise do país. Não me parece que seja esta a maior prioridade do país, nem que valha a pena estar a criar conflitos com uma coisa que, no nosso país, e na sociedade actual, tem sobrevivido sem grandes precalços, a liberdade de escolha religiosa. Comigo, numa empresa de tecnologia de ponta, trabalha um budista e uma testemunha de Jeová.
- Proibir incentiva a revolta. Já se esqueceram das guerrilhas na cidade de Paris? Não foi assim há tanto tempo... e, entre outras, uma das razões de base desta guerrilhice descontrolada, vem das pressões políticas exercidas sobre tradições ou práticas religiosas que não dizem respeito aos políticos.
Os Pais e as Escolas
- A dupla Pais vs. Escolas é uma das mais desiquilibradas do mundo actual. Ora vejamos, nos dias de hoje, Pai que é Pai, trabalha 50/24 horas, dá um bom dinheiro a uma boa escola e espera que ela eduque aquele que desejou, concebeu e ajudou a vir ao mundo. Não V/ estranha esta acepção? A mim estranha e muito. A mim incomoda-me.
- Cada vez mais, e sem querer apontar culpas ou generalizar, vemos Escolas serem responsabilizadas pela educação da criança. Cabe ao seio familiar dar as bases que permitirão à criança compreender o que lhe vai ser ensinado na Escola. A Escola complementa a paternidade, a Escola não substitui a paternidade. Aquilo que eu dou aos meus filhos não basta, mas é base para que eles saibam tirar partido do que a escola lhes vai ou não ensinar. O que não se ensina também se aprende e, entre muitas outras coisas, cabe aos pais mostrar essa abertura para o conhecimento.
Deus, Fé e História
- Deve ou não falar-se dos ensinamentos de Deus, da Fé, da Crença, nas Escolas. Eu acho que sim, e não se levantem já as vozes exaltadas. Deus, Fé e Crença fazem parte da História Universal. Mas não um Deus em que apenas parte de nós acredita. Deus, Fé e Crença é muito maior do que o nosso Deus, a nossa Fé, a nossa Crença.
- Eu estudei a vida dos Etruscos, a maternidade representada em Latona e o menino Apolo, em terracota. Eu pesquisei as enciclopédias cá de casa à procura dos factos sobre os Deuses e semi-Deuses egípcios. Aprendi porque razão Mikerinos se eternizou entre Hathos e o nomo de Cinópolis no seu templo funerário em Gizeh. Percebi porque razão a união faz a força, nas figuras que ornamentam de forma sumptuosa as fábulas de Kalilah e Dimnah, contrapondo a proibição da imagem no Corão.
- História religiosa universal. Parece-me justo que nos ensinem também quem foi Cristo e porque razão terá sido concebido sem pecado. Há explicações históricas e racionais para a Crença. Seja qual for o Deus, a Fé ou a Crença. Parece-me tão simples e necessário. Por exemplo, eu acredito em algo porque não consigo conceber que não exista nada para lá da matéria. E estudei tudo, explicaram-me tudo e eu nunca tive de escolher nada.
- O que é a Fé? A Fé é algo que ultrapassa religiões, escolas, fronteiras. A Fé nasce dentro do Homem desde o início dos tempos, numa necessidade de acreditar em algo superior. Não podemos explicar isto? Eu acho que devemos.
- Tenho algumas histórias engraçadas e reais, dos tempos de catequista. Uma ressalva, não fui catequista porque queria impôr a Fé em Deus. Fui catequista porque gosto de crianças e gosto de as ensinar.
+ Um menino a quem pedi que me desenhasse Jesus e me trouxe uma Tartaruga Ninja. É justo! Eu ensinei-lhe que Jesus ajudava os meninos em apuros, as Tartarugas Ninjas também. Independentemente de ter entendido quem era ou deixava de ser Jesus ou qualquer outro homem no mundo, soube mostrar que tinha percebido o que era fazer o Bem.
+ Também tive uma história de terror... Uma Mãe aflita que me veio perguntar porque razão o filho não queria sair de casa, tinha medo que Deus o pisasse. Tentem lá explicar omnipresença... Realmente um Deus que está em todo o lado [ao mesmo tempo aqui e na China? Sim, em todo o lado, ao lado de todos os meninos. E no mar também?! Sim, no mar, na terra, no céu..], deve ter uns grandes pés, eu também teria medo de ser pisada!
E aqui é que vem a preta! Não me lembro do resto... mas ia acabar num equilíbrio, o que nós precisamos é de equilíbrio, abertura ao outro e compreensão. Uma frase um bocado balelas...
quinta-feira, 15 de dezembro de 2005
os posts que nunca [me] escrevi
- este ir e vir e tu... tu, tão longe daqui...
Nepal
¿Has visto a este hombre? Por desgracia, su hija tampoco. Porque su padre es una de tantas víctimas del conflicto armado que sacude a Nepal desde hace 9 años. En Nepal los niños viven, sufren y mueren entre dos fuegos: el de las fuerzas gubernamentales y la guerrilla maoísta. Niñas y niños que se ven privados de derechos tan fundamentales como la educación o la propia vida.Pero quizá lo más terrible de este conflicto sea la indiferencia internacional. Una indiferencia que ha llevado a que personas sensibles y concienciadas como tú probablemente no sepan siquiera que en Nepal hay un conflicto armado.
Por eso nos dirigimos a ti, porque sabemos que cualquier violación de los Derechos Humanos es tu problema. Si no, nunca te habrías interesado por la labor de Amnistía Internacional, ni te pediríamos que nos ayudes. ¿Cómo? Haz clic aquí. Y gracias por no dejarte arrastrar por la indiferencia. Hagas lo que hagas, mejorarás la situación de los niños y niñas de Nepal.
Esteban Beltrán
Director Amnistía Internacional
Amnistía Internacional no vende ni comparte los datos que nos proporciones con ninguna entidad u organización. © 2005 Amnistía Internacional
quarta-feira, 14 de dezembro de 2005
M&M + MST
M de Mário, M de Manuel e MST porque os vai entrevistar. Temos as personagens [quase] todas para o enredo da história que se segue. Um arrogante gagá, um poeta arrogante e um arrogante escritor no papel de tric-e-trec... E os deuses sabem como eu gosto de arrogantes!
Estava a ouvir a RCP [os meus conhecimentos do que se passa no mundo são muito reduzidos, 15 minutos de RCP pela manhã, notícias, trânsito e Rogeiro num só pacote servido entre as 08:12 e as 08:27] e fiquei com vontade de ver o "debate" de logo. Helena Roseta fez declarações, algures, sobre alegadas [esta palavra é gira e está na berra] pressões e mesmo ameaças, dentro do PS, efectuadas sobre quem apoie Manuel Alegre.
E então?! Vale a pena dizer isso agora? Para quê? Vamos brincar aos polícias e às escutas ou vamos brincar aos países? Para mim, ou uma, ou outra.
Preocupa-me que, para além de ser difícil arranjarmos um candidato real, ainda tenhamos que estar atentos à roupa suja que se possa vir a lavar mais logo. Comentei isto com o meu Pai [eu tenho auricular], ao que ele retorquiu são duas pessoas educadas, acredito que não entrem por essa via. Eu acho que vão entrar. Já estou a ver Soares a fazer saltar o seu boletim de saúde e a exigir a Alegre que mostre o dele pois, apesar de mais novo, é do conhecimento que já teve um enfarte. Quem é quem, quem é de quem e quem é por quem. Quem não cedeu e quem não devia ter avançado, tantos quem's que têm a ver com um partido, e nas presidenciais não deviam ser os partidos a estar em check, e nada têm a ver com a presidência. Sinceramente... eu nem sei bem para que é que serve um Presidente da República na gestão prática do país, e não percebo porque sou ignorante e nem sequer quero saber, mas prefiro ser representada por um poeta bem-falante do que por um velhote cansado.
São 39 anos de vida política em comum. É muito ano repleto de potenciais feridas, calos, recalcamentos, discórdias. Se a tampa salta, nunca mais ninguém a fecha.
Alguém teve uma frase que me ficou, qualquer coisa como a razão sobre a poesia, Soares mais frio, Alegre mais empolgado. Não estou a ver o que estes dois candidatos possam ter a dizer ao povo enquanto se desdizem entre si. Soares há muito que perdeu a pedalada, a capacidade de acabar uma frase sem parar para respirar ou sem que lhe falte um qualquer termo, há um ahhhhh constante a meio, já repararam?! Digam o que disserem, está velho. Alegre é o meu homem, bem falante, despretensiosamente arrogante. É, de todos, o que tem o discurso mais pseudo-humilde. Nunca diz eu faço, diz o país precisa. A diferença é ténue e abismal. A atitude é humilde e de uma arrogância cabra... implicitamente diz-nos que não precisa de nos dizer que o faz, nós já sabemos que o faz. E não gagueja, não perde o fio ao discurso, tem uma voz grave e bem colocada. Está na tal da flor da idade [acho eu...]. Estás rijo, homem! Não fora eu uma gaja satisfeita, ainda te dava o meu telemóvel! [ui, isto não fazia parte, a culpa é do camião cisterna que parou à minha frente, perturbou-me]
Eu gosto muito dos arrogantes, se calhar, só por isso, até sou capaz de ir votar. Escolher entre arrogantes tem a sua piada. Só há um, coitado, que não dá nada à arrogância, Jerónimo de Sousa. Vejamos que eu só me lembro de ter votado uma vez, por causa da regionalização. E acabei por votar em branco porque saltou-me logo à vista que uma pergunta estava mal formulada. Além de que eu sou tão atenta, preocupada e informada que nem sabia que eram duas perguntas...
Notas soltas:
- Alex! Vai sair, ou já saiu, um filme do Scorcese sobre o nosso grande Bob!
- Mundo! Está uma criança de 1 mês e meio em coma, possivelmente, devido a maus tratos! FOSGAAAAAAAAAAAAssssssssssssssse Dói! Que é que me interessa os presidentes da república, 1 mês e meio...
terça-feira, 13 de dezembro de 2005
Laços de sangue?
A B., agora, fica às terças e quintas em casa dos Avós paternos, em minha casa entenda-se... Já não me lembro da última vez que a vi, há tempo de mais para me lembrar. Achei que, encaixando um ritual de terça e quinta na minha semana, a coisa iria ter um qualquer desenvolvimento.
Estava a almoçar e a comida não descia. Ovos estrelados com arroz, deve ser um dos meus pratos favoritos. Mas nem os ovos, nem o arroz... o almoço não descia! Sentia um nó bem apertado, uma angústia que nem sei explicar. Ali estava ela, aquela criaturazinha simpática, um bebé bonito e sossegado. Um bebé e eu até gosto de bebés. E pronto, ali estava... E não passava disso, um bebé como todos os outros bebés bonitos e sossegados, de que eu até costumo gostar.
Cada vez tenho mais a noção de que os laços de sangue não são realmente os mais fortes. Podem ser mas não o são por definição prévia. Olhei e tentei sentir um pouco que fosse daquela força que me liga aos meus. Tentei sentí-la carne da minha carne. Tentei sentir, sentir, sentir... sentir fosse o que fosse, mas não senti nada. Um bebé bonito e que é do meu sangue. A expressão "minha sobrinha" não me soa a nada. Soa-me a vazio, a fundo, a nervoso miudinho. Soa-me a discórdia e a desgosto. Soa-me a mal-estar.
Quando penso na L. e no R. não consigo ficar indiferente. O meu peito enche-se de um ar de Verão, os meus olhos brilham de Sol, o corpo treme-me como tremem os corpos na hora dos prazeres. Os prazeres da Vida, os da carne e os da Alma. Porque, pelos meus filhos, que nem são meus filhos no sangue ou no papel, o sentimento é total, é de carne e é de Alma. Quis sentir um pouco disso mas nem a Alma nem a carne o permitiram.
Não vou desistir, claro que não, quinta-feira lá estarei de novo. Mas vai ser uma coisa de tentativas... se é que isso existe no Amor.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2005
A proibição dos Crucifixos
Tendo tomado o seu governo a decisão de promover a retirada dos crucifixos das salas de aula do nosso País, com a justificação que o estado português é um estado laico e que não se pode impôr às crianças simbolos desta ou daquela religião, venho por este meio lembrá-lo que, da mesma forma, o nosso estado laico ainda promove, apoia e estimula verdadeiros abusos religiosos aos nossos cidadãos. Refiro-me, obviamente, entre outros, a:
- Feriado Nacional para celebrar a Imaculada Concepção de Cristo.
- Feriado Nacional para celebrar o nascimento de Cristo.
- Feriado Nacional para lembrarmo-nos de todos os Santos Católicos.
- Feriado Nacional (numa 6a Feira, um dia de trabalho!) para reflectirmos sobre a morte de Cristo.
- Feriado Nacional para celebrar a Sua posterior Ressureição.
- Feriado Nacional em honra da Ascenção aos Céus de Nossa (só de alguns, recordo-lhe) Senhora Maria, mãe de Cristo.
- Feriado Nacional para honrar o Corpo de Cristo.
- Feriados Municipais para honrar os Santos Católicos, padroeiros das nossas mais diversas cidades, vilas e aldeias. Urge proibir todos os nossos municípios de promoverem, tolerarem, observarem ou apoiarem qualquer feriado de indole religiosa, sendo imediatamente abolidos os Santos Padroeiros das nossas cidades, vilas e aldeias.
- A presença das 5 chagas de Cristo na nossa Bandeira Nacional. De igual forma, estou certo que o Sr. Primeiro Ministro irá promover de imediato um concurso para a alteração e remoção de todos os elementos de índole religiosa da nossa Bandeira Nacional.
- O Monumento do Cristo Rei, na margem Sul do Tejo, um verdadeiro símbolo Cristão colocado num lugar de grande visibilidade e, certamente, muito incómodo para todos os que, não sendo Cristãos, para lá são forçados a olhar. A demolição da estátua do Cristo Rei em Almada passará, por certo, a fazer parte das suas prioridades.
- À prática, comum, dos jogadores das nossas mais diversas selecções desportivas, de se benzerem enquanto em representação do nosso país. E estou certo que, tão logo acabe de ler esta missiva, irá instruir os presidentes das diversas Federações desportivas do País para que proíbam toda e qualquer manifestação religiosa por qualquer individuo que esteja em função de representação do nosso Portugal.
De imediato, estou certo que o Sr. Primeiro Ministro implementará de imediato a obrigatoriedade de comparecer ao trabalho a todos os funcionários do Estado em todos os dias úteis que sejam considerados, por alguns, como um dia religioso, caso este seja um dia de semana. A seu tempo, eliminará estes dias do calendário dos Feriados Nacionais, promovendo, desta forma, um aumento de produtividade acentuado.
Haveria, como é óbvio, muitos mais exemplos a apontar, mas estou certo que o senhor será capaz de os identificar e prontamente os eliminar da nossa vida nacional.
E, já agora, não se esqueça de proibir os sinos das igrejas de tocarem, a não ser em caso de fogo ou invasão estrangeira. E a transmissão de cerimónias religiosas pelo canal publico de televisão!
Para finalizar, Sr. Primeiro Ministro, não se esqueça de, na próxima campanha eleitoral, lembrar as Portuguesas e os Portugueses que foi o Senhor, com o apoio do Partido Socialista, que teve a coragem de tomar estas medidas, tão justas e há tanto tempo ignoradas. É que o povo é muito esquecido, e é sempre bom lembrar-lo quem foram os responsáveis por estes actos de tão grande interesse Nacional.
Certo da sua coragem, convicção e empenho na aplicação das medidas sugeridas.
Subscrevo-me,
Um cidadão Português, recenseado e com grande memória.
E ainda falam das loiras....
- Que programa de lavagem é que devo usar na máquina?
- Isso depende... o que é que diz na camisola?
- Mantorras!!!!!
E ainda falam das loiras!...
sexta-feira, 9 de dezembro de 2005
ele vai aqui uma fauna...
Quem quer desenhar o aquário??? Naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.... o azul não cabe em aquários!!
o tempo que nos falta
Un año de Amor - Luz Casal
quinta-feira, 8 de dezembro de 2005
quarta-feira, 7 de dezembro de 2005
No entanto
Porque é que isto toma uma dimensão tão grande na minha vida? Não, não é a t-shirt nem o Mourinho, é o facto de o meu irmão J. continuar do meu lado, a meu lado, neste projecto de vida que são a L. e o R.! E isto é maior do que eu, quando me foi negado o Amor e a vivência do outro, acredito que empurrado pelo excesso de frieza e insensibilidade daquela que em tempos foi a minha amiga M. e agora é apenas, e nas suas próprias palavras já repetidas inúmeras vezes, a cunhada.
Os meus Pais estão sempre a meu lado e, agora, sei que de livre e sentida vontade o J. também está. O meu mano caçula continua a nunca esquecer os seus sobrinhos!
.
Poema da Mulher
Que mulher nunca comeu
segunda-feira, 5 de dezembro de 2005
sábado, 3 de dezembro de 2005
Uma homenagem...
já sei que andam fartos do azul...
querem dizer, alto e bom som, porque gostam ou não gostam do azul? então inscrevam-se aqui! depois de inscritos, podem publicar à vontade! daqui a um mês, fecharemos o azul, se nos apetecer...
Paciência de Pescador
Simplesmente, à espera. Envoltos no silêncio de quem pesca com paciência e de quem, com virtude, vai fazendo por si.
só quem vive no Mar entende essa paciência... que não é paciência, é postura, é forma de estar. há uns tempos atrás, não sei se lá [aqui] na Onda, se em conversa de sms, se ao vivo, respondi a uma pergunta que me pareceu tão desencontrada de mim.
mas não te vais aborrecer, de estar aí sozinha à espera? eu posso demorar...
sorri, esqueces-te que eu sou aquela que espera horas a fio em frente ao mar, que espera que o peixe talvez nem pique, que calmamente aguarda a onda que balança o barco, que respira a brisa que pode não vir enfunar a vela. eu sou aquela que passa a vida à espera de uma coisa que nem sequer é garantida, porque me hei-de aborrecer de estar aqui, sabendo que tu voltas?
quinta-feira, 1 de dezembro de 2005
entonces que es tu azul ? :o
At 22:51, romero said…
entonces que es tu azul ? :o
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ora bolas! mas é isso mesmo que andamos aqui a tentar saber... algumas coisas já sabemos que não é, agora o que é... ui ui tanto tanto tanto
'bóra aí jogar um jogo
maresia: alguém ainda duvida que o mar é o meu mundo? duvido mas... talvez não saibam que a inesistência da "maresia" foi a causa da minha maior saudade quando vivi num país longe do mar. aquelo cheiro que quase não se cheira e de repente nos enche por completo, quase nos sufoca de prazer e liberdade. sufocar e liberdade? isto joga junto? joga sim, na intensa sensação da maresia. há quem nunca o chegue a sentir, há quem o sinta a milhares de quilómetros da costa. "cheira-me a qualquer coisa..." sabem o que isso é?
quarta-feira, 30 de novembro de 2005
-- Por que é que os teus posts têm datas futuras? --
By Pecola, at 09:30
que devem perdurar
muito para além do tempo!
Livro de Receitas para crianças
ESTÁ TUDO ÓPTIMOVenho falar-vos de um livro de receitas para crianças, que acabou de ser editado através da editora Sopa de Letras, pela Acreditar – Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro.
Está à venda directamente na Acreditar (R. Prof.Lima Basto nº 73 em frente ao IPO) ou nas livrarias desde o dia 21 de Novembro. Não deixem de o comprar para oferecer aos vossos filhos, sobrinhos, afilhados, primos, e amigos.... e ao mesmo tempo ajudarem uma boa causa.
Se puderem, divulguem a familiares e amigos esta e outras publicações.
Nota final de um dos participantes, o Pedro: Foi um desafio, um privilégio e um prazer participar neste projecto desde o inicio. Agora é a vossa vez de ajudar as crianças que precisam da ACREDITAR ou de Acreditar num futuro, no futuro que não consegui dar à minha filha.
- "está tudo óptimo" respondia frequentemente a minha filha Joana quando lhe telefonavam
- "está tudo óptimo" é uma historia inventada sobre a Joana e a Madalena no mundo da culinária.
- "está tudo óptimo" é uma pequena homenagem a todas as Joanas e Madalenas que já não estão fisicamente no nosso dia-a-dia.
segunda-feira, 28 de novembro de 2005
-- e o oposto, o amarelo, o que é para ti? --
Confuso?! Não reli...
10 anos Coro Scherzo
Vai realizar-se um concerto no CCB, no espaço das 7 às 9 no dia 28 de Novembro, 2ª feira.
A ideia é partilhar os momentos mais divertidos vividos ao longo destes anos, por isso vai haver um pouco de tudo, desde poesia a sapateado, passando por Brahms ou desgarradas e umas surpresas mais....
SOFIA NORTON direcção
Se V/ apetecer ir, promete-se um fim de tarde divertido!
-- o azul é um exercício na vida --
Perguntem que mais e eu responderei...
domingo, 27 de novembro de 2005
Fêtes galants
Du petit doigt, et comme la chose est
L'immensément excessive et farouche,
On est puni par un regard très sec,
Lequel contraste, au demaurent, avec
lamoue assez clémente de la bouche.
Paul Verlaine
Les Poèmes Saturniens
Cartas dos candidatos a PR ao Pai Natal V
Tu que és explorado pela entidade patronal durante a época do Natal, usado como símbolo do capitalismo para fomentar o consumismo desenfreado, descontrolado, que enriquece a burguesia e empobrece o proletariado:
Junta-te a nós no combate contra a guerra no Iraque!
Oferece Che Guevara's não ofereças Action Man's!
Luta pela igualdade feminina, não dês Barbies mas Matrioshkas!
Educa as crianças de hoje, Comunistas d'amanhã!
Substitui o Harry Potter pelo livro "O Capital"!
Camarada! Reivindica o teu direito a um transporte decente. Pára o trenó que não é veículo de gente operária e trabalhadora como tu, oh Pai Natal! Unidos venceremos o imperialismo e os reaccionários.
Viva o Natal dos oprimidos!
Viva o Natal dos operários!
Assinado pelo candidato: Jerónimo de Sousa
Carta aprovada por unanimidade e braço no ar pelo Comité Central do PCP
originalmente aqui.
sábado, 26 de novembro de 2005
Cartas dos candidatos a PR ao Pai Natal IV
Venho por esta via pedir para a minha Maria o Kama Sutra, versão condensada. Não sei se a minha Maria teria, para a versão completa e ilustrada, suficiente pedalada.
Eu para mim, por ora nada peço e de momento nada digo. Não abdico do meu direito de manter o suspense e de fazer um tabu do meu posterior pedido. Mas... e só isto adianto, não preciso de Viagra para acompanhar a minha Maria na leitura do acima citado livro, que teso e hirto ando eu sempre, não precisando por isso de muleta ou qualquer outro suplemento para manter a rigidez e o meu porte sobranceiro.
Despeço-me atentamente economizando palavras, porque como vossa Excelência sabe, os tempos são de crise e tempo é dinheiro.
Assina o Professor Doutor: Cavaco Silva
sexta-feira, 25 de novembro de 2005
Cartas dos candidatos a PR ao Pai Natal III
Um protesto. Uma petição,
Assinada por dezenas de intelectuais
E outras pessoas que jamais
Se reviram numa festa
Bacanal
Orgia de oferendas
Dadas sem qualquer critério
E que perpetuam uma tradição
Caduca.
Reaccionária. Clerical.
Que tu representas oh Pai do Natal!
Com esta petição pretendemos
Que a data seja referendada
Não imposta, decretada
Por um estado economicista e liberal
E que seja celebrada quando um homem quiser
Não à roda da mesa. Consoada.
Mas num portuguesíssimo arraial.
Assina: Francisco Louçã
Agradecimento
O que eu lamento verdadeiramente é isto: (...) ao chegarem ao local os militares verificaram que se tratava de uma criança e que nas mãos tinha apenas uma arma de plástico, um dos brinquedos favoritos das crianças palestinianas.
quinta-feira, 24 de novembro de 2005
Cartas dos candidatos a PR ao Pai Natal II
Quando voares nos céus da minha Pátria
Quando aterrares as renas nas planícies do meu País
Lembra-te desta carta, pedido singelo
De um homem que só para a Pátria pede
Para si. Nada quis.
Se o nevoeiro que levou D. Sebastião
Te fizer perder o rumo e baralhar o norte
Segue o cheiro a verde pinho
Ouve a minha trova no vento que passa
E chegarás às chaminés do meu país
Pátria desafortunada. Sem euros. Má sorte.
Numa das chaminés de Lisboa
Sentirás o odor e verás o fumo negro da traição
Que o teu trenó sobre ela paire
Que sobre a chaminé de Soares a tua rena páre
E solte bosta. Um imponente cagalhão.
Assinado: Manuel Alegre
Euromilhões
- Osvaldo, arruma as tuas coisas. Acabei de ganhar o Euromilhões!!!!
- Achas que eu leve roupas para frio ou calor?
- Leva tudo, porque te vais embora!!!
Uma questão de vontade e empenho
Mas hoje ele disse uma coisa que me deixou de banda. A propósito da prestação das chamadas grandes equipas do futebol português, e do que o Benfica e o Porto têm estado a demonstrar nas competições europeias. Virou a pergunta ao contrário e fez um comentário do mais inteligente possível. Dizia ele, se olharmos para um pequeno clube como o Vitória de Setúbal e para as suas prestações nesta época, não será de nos questionarmos como é que uma equipa com salários em atraso e inúmeros problemas mostra trabalho e nós, povo português, não somos capazes de fazer o mesmo pelo nosso País. Sendo o povo português um aficcionado incontestável das problemáticas do futebol, não seria tempo de aprendermos alguma coisa de realmente importante através do uso e abuso dessa paixão futebolística?
Pensei logo naquela crónica do Eduardo Prado Coelho que correu todas as caixas de correio electrónico da rede portuguesa. O mal está em nós, pequeno povo ou povo de grande pequenez.
quarta-feira, 23 de novembro de 2005
Cartas dos candidatos a PR ao Pai Natal I
Acordei agora da sesta. Tive um sonho original...
Conversei com a Maria e achamos que não é sonho mas uma ideia genial! Já fui Ministro, Primeiro-Ministro e duas vezes Presidente deste País. Está na hora de mudar de ares, aceitar novos desafios, levar mais longe o nome de Portugal. Ou o meu nome. Como sempre quis.
Como tu, tenho já uma certa idade e no ventre a mesma proeminência. Decidi que para o ano quero ser o Pai Natal. Portanto... Olha, pá, faz as malas. Desocupa a Lapónia. Vou ser eu o Pai Natal. Tem lá paciência.
Assinado: Mário Soares (Ex-deputado. Ex-Primeiro Ministro. Ex-Presidente da República. Ex-Deputado Europeu. Futuro Pai Natal)
SMS, MMS e MSS
Descobri o MSS usando o teu corpo e dando o meu, não por telepatia, como dizia a música, mas pelo calo no dedo de tanto escrever no telemóvel mensagens para nós.
Não há nada como o teu corpo no meu, mas imaginá-lo lá... é diferente. Quase sinto a tua pele, quase te cheiro a aviões de distância, vejo-te e venho-me. Claro que quero que voltes, mas não quero deixar de fazer isto.
nota de rodapé:
SMS: Small Message Service
MMS: Multimedia Message Service
MSS: Mobile Sex Service - é um serviço disponibilizado por qualquer operador e que nos permite acender e ser aceso sem limites geográficos por telemóvel.
A morte boa ou a boa da morte
Tenho a imagem, guardada em mim, de uma mão estendida ao vento deixando escoar entre os dedos as cinzas de um Pai. É uma imagem de uma tal grandiosidade, de paz, de liberdade, de descanso.
A morte é dor. Mas a morte também pode ser um caminho tão amplo para a Paz. Boa para quem vai e boa para quem fica, sinceramente. Na doença, a morte é um alívio enorme para quem sofre de ver sofrer. Aquela espera sem termo certo... dentro da dor inerente à partida física de alguém, existe um espaço para a saudade, para a recordação e um enorme espaço onde vagueiam alívio e descanso.
Eu quero ser cremada e lançada na Bóia de espera. Não sei se por ela ficar no meio do Mar, se por ser preta, se por ser de espera. Mas é lá que eu quero que me soltem.
terça-feira, 22 de novembro de 2005
A importância da fotografia no CV
Quero candidaterme pro logar de cequetária que bi no jurnal. Eu Teclo msmo muinto de pressa con um deido e fasso contas de sumar. Tamem axo que sou baoa ao tefone e pareçe que o pobo me a ceita bem. Tou á procura de um Trabalho de cequetária, mas que num seija muinto cumplicado. Eu cei que a minha escrita num é baoa, mas axo que posso conceguir 1 trabalho ao travéz da minha pesonalidade.
O meu selário tá averto pra discurção pra que possa ver o que me quer pagar e pro queu meresso, Pósso cumessar imediatamente. Agradesso em abanso pra sua reposta .espero que esta seija a melhor candidatoura até.
Cinceramente,
Catia Vanessa Estrela
PS : Proque o meu currico é muinto piqueno, abaicho tem 1 fotogafia minha no meu utimo tabalho.
Resposta do Empregador: aqui!
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
domingo, 20 de novembro de 2005
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
terça-feira, 15 de novembro de 2005
tudo ou nada
mole e mole e mole e mole
domingo, 13 de novembro de 2005
cinza mole...
o único mole que eu conheço que não é mole, é o guaca, guacamole, tem cor, sabor e presença! e nem sequer é azul...
sexta-feira, 11 de novembro de 2005
se eu fosse gajo...
ah! e já agora, eu não gosto que me deixem beijos, pah! nos comentários, I mean...
Por sugestão do feiticeiro*
* um dia destes ele vai atirar-me com algum objecto pesado à cabeça, à conta de lhe chamar feiticeiro... mas o que é que eu hei-de chamar a alguém que me lê os pensamentos quando eu vou sozinha no carro a ouvir música???
- 5 coisas que me tiram do sério...
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5. - Gosto especialmente de 5...
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5. - 5 álbuns...
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5. - 5 canções...
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5. - 5 pessoas a quem passo a palavra...
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Eu passo a explicar, eu já respondi tantas vezes a esta chain que começo a contradizer-me cada vez mais. Em branco ficam em aberto as minha múltiplas 5 escolhas a cada dia que passa. Em branco fica também em aberto o passo a palavra que eu acho, sinceramente, a esta altura do campeonato já não interessa a ninguém...
olhos nos olhos
A cor falhou um tom, mas sabendo o que sei dos teus olhos, estiveram muito bem... ;)
Sol e chuva
Vem, Chuva, Vem
Molhar os meus sentidos
Ressentidos da poluição
Vem, Chuva, Vem
Leva-me do peito a saudade
E a solidão
Vem, Chuva, Vem
Lavar os meus cabelos
E os dedos amarelos do fumo
Vem, Chuva, Vem
Encher a maré
Dar movimento a este barco sem rumo
Haja o que houver
A chuva não há-de acabar
E seja lá como for
Este velho Mundo continua a girar
Espaços sem fim
Mudanças na palma da mão
Para alguns é fácil voar, é
Outros, por mais que tentem, nunca saem do chão
de quem será??
A Cassiopeia do meu Pai - a científica
A constelação de Cassiopeia é uma das mais fáceis de identificar nos céus pois as suas estrelas mais brilhantes formam um W muito difícil de ignorar. Encontra-se muito próxima do Polo Norte Celeste numa posição diametralmente oposta à da Ursa Maior. À medida que a noite vai decorrendo é notória a rotação do W (e do resto do firmamento) em torno da estrela polar.Schedar (alfa-Cas) é a estrela mais brilhante da constelação. É uma estrela de cor avermelhada cuja magnitude aparente varia entre os 2.2 e 2.8. Com um bom equipamento é possível distinguir a presença de uma segunda estrela azul de magnitude aparente 9.0. Este é um binário óptico (as duas estrelas apenas estão na mesma direcção mas não têm qualquer relação entre si).
Curiosidade: Camões faz referência a Cassiopeia. Não é só no Canto X, com a descrição da vários orbes, que Camões revela o seu domínio da astronomia, Os Lusíadas estão salpicados de referências, entre elas Cassiopeia a fermosura (X, 88).
Cassiopeia na Blogosfera
Cassiopeia, 30, female, Gemini, Rabbit, Lisboa - Portugal
[é tudo o que sei dela e gosto tanto nem sei bem porquê. não sei dizer se são as suas palavras ou as suas ideias, talvez a cor do seu espaço, preto no branco, como o céu escuro da noite. talvez o facto da cassiopeia ter sido a primeira constelação que o meu pai me ensinou]
define lá isso em...
Estava a passear por aí e achei piada aos interesses do Dumb:
Interests
Ouvir boa musica ver bom futebol beber boa cerveja conversar com boas pessoas passear por boas cidades...
É tudo bom/boa, mas o que é que é realmente ser bom/boa em... em decibéis, por exemplo! Vê lá se és feiticeiro* o suficiente para me responder a esta! :)
* acreditem que este gajo lê pensamentos!
quinta-feira, 10 de novembro de 2005
esses teus olhos
assim, como nós sabemos
É bom ter-te a ti, mesmo assim, para mim, nunca duvides disso!
e vai mais um!
Eu vou distorcer a coisa toda, mas o gajo está de óculos, como é que vai pôr os olhos nos meus? Ainda se fosse "Lentes nos olhos, lentes nas lentes", mas assim deu-me vontade de rir! Posso, ou não? Não são óculos escuros, mas são óculos, um vidro. E um vidro é sempre um vidro, deixa ver mas não deixa tocar, sentir, chegar. O vidro é uma barreira, até porque deixando ver não deixa de ter reflexos e os reflexos são isso mesmo, reflexos de alguma coisa. São as sombras na parede do fundo da caverna. Os olhos por trás das lentes brilham por trás das lentes e o olhar através das lentes é um olhar graduado.
Isto vai ter a sua piada, não sei quando é que começou a campanha, nem faço a mínima ideia de quando são as eleições [não, não faço tensões de ir votar, não preciso de saber], não sei em que ano são, quanto mais em que mês ou dia, mas pelo andar da carruagem vou divertir-me à brava com os cartazes! E venham eles, que me faz falta o riso fácil.






















