quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Recuperação

A menina do pulmão e um outro olhar
Realmente a vida surpreende-nos.


Lembram-se da menina que queria dar um pulmão? Nessa altura, e porque a Mãe da menina prendada com o pulmão da minha menina levou a mal tal presente, senti-me perdida e senti necessidade de perguntar ao mundo estarei louca?!? Apenas porque a minha menina é pobre e vive num mundo que não merece. E o mundo onde vive, o mundo que não merece, obriga-a a ficar afastada da menina a quem deu o seu pulmão.

Ao fim de 6 meses, recebi a resposta mais bonita que poderia esperar. Não me importa se é a certa, se é a errada, a racional, a emocional ou a mais disparatada. Para mim, esta resposta, foi um Universo de Sabedoria e Amor.

Vejam, é o terceiro, é um outro olhar sobre a minha angústia.

Um outro olhar said... uma conversa de uma míuda de 12 anos simples, sincera ao ponto de querer oferecer um pulmão e não medir as consequências. amor na verdadeira sentido da palavra, dar sem esperar nada em troca:) 00:08

É por causa destes pequenos momentos que vale a pena partilhar-me aqui.

posted by maresia at 10:11

7 Comments:

Mendes Ferreira said... outro olhar para melhor aprender o ver o que é verdadeiramente importante....obrigado.bom dia....cheio de mar.... 13:54

chuvamiuda said... ......obrigado pela partilha, do que realmente faz a diferença..... Beijinho 19:52

alyia said... Ando aqui meio perdida... não sei em qual dos 3 blogs parar... é que não sei ainda de qual gosto mais... Mas ainda bem que partilhas 21:22

spartakus said... boa tarde. disto tbém se fazem os dias. 18:19

JL said... A partilha não nos divide: preenche-nos. Não nos anula: engrandece-nos. E faz-nos mais felizes. Continua a partilhar-te assim. Um beijo 12:32

Zeca said... Quem é que não aceita? Agora vê lá e actualiza a tua xafarica. Já não postas (não é bacalhau) desde Fevereiro. Fica bem e quentinha. 20:51

Å®t_Øf_£övë said... A inocência das crianças é realmente cativante. Bjs. 23:01

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Eu pensava que só as palavras eram dos outros. Afinal, a nossa imagem também o é...

Eu pensava que só as palavras eram dos outros. Afinal, a nossa imagem também o é...

Eu pensava que só as palavras eram dos outros.
Eu pensava que só as palavras eram dos outros.

Eu pensava que só as palavras eram dos outros.
Eu pensava que só as palavras eram dos outros.

Ali

Post a Comment On: respirar o mesmo ar
"Para lá do resto"
1 Comment -

Show Original Post

maresia said...
Eu detesto o Colombo, mas esta ideia "Para lá do resto" é das melhores coisas que já ouvi (li), não nos últimos tempos, mas em toda a minha vida. Eu pensava que só as palavras eram dos outros. Afinal, a nossa imagem também o é...
10:32 PM

maresia said...

Quando a máscara me cansa, tiro-a e pratico absurdos

Eu ando tão cansada que já não consigo arrancar máscara nenhuma...

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Vida & Morte

As relações humanas têm destas coisas impercebíveis. Há nascimentos que nos afastam e depois, um dia, um enterro une-nos.

Será isto o para o bem e para o mal? Na saúde e na doença? Então onde ficam o bem e a saúde? Nessa hora não precisamos uns dos outros?

Não percebo.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Depois do voto, o aborto III

At 10:07, maria amanhou...
As histórias paralelas são perfeitas...


Se a Sandra fosse como projectas, por exemplo, ali no ps final... teria a criança! e a mãe, nem que deixasse de dormir, ia estar com ela e ajudar! Bom, mas voltando às histórias, (e eu votei sim sem a menor dúvida), a Carminho não correu o risco da esterilidade! (ou, a ter corrido esse risco, foi em tão remota possibilidade que, estatisticamente, se torna não relevante), a Sandra ficou estéril.

A Carminho adormeceu a chorar e acordou pouco depois, chorando, é certo, mas sem sequer correr o risco de ouvir os guinchos de um qualquer carro da polícia para, depois da mágoa profunda e da marca nas entranhas, ter de se ver confrontada com julgamentos e mais punições... A Sandra, ainda nem sequer acordada, teve de ouvir em "apoio" à ambulância, o apito da polícia... ainda mal recomposta por fora, teria de responder perante todos, sobre uma dor que era só dela...

Por isso é fundamental a lei! Só por isso! Acabar com a cretinice, o desrespeito, a maldade de chamar a julgamento mulheres que... pelas suas razões, não tiveram como deixar crescer aquela esperança de vida...

Mas bom... já passou o dia 11, finalmente a lei será revista e...

Tudo está por fazer! Sim, que eu acredito que a educação está por levar em diante, que acredito que a parentalidade está longe de ser trabalho de meia dúzia de intenções, que a maternidade e a paternidade planeada e desejada ainda estão para demorar...

Se sou pela vida? Claro que sim! mas sou pela dignidade da vida mais ainda que a vida só por si!

Porque julgo que todas as pessoas deviam ter o direito a fruir isto a que chamamos vida e, nesse fruir, quero dizer poder aspirar ao desenvolvimento integral de quem se é, de quem se deseja ser, de quem se pode vir a ser e... neste mundo imperfeito que é o nosso... não é porque se nasce que alguma destas questões está, à partida, salvaguardada.

Tu és mesmo um Alien pah!

At 20:45, Alien David Sousa amanhou...
Maresia, antes de mais: LOL


"Sou uma cabra, sou. Uma cabra, uma filha da puta, o que quiserem. Sou aquela que anda com homens casados, sem remorsos e que nem vergonha tem disso..." DEMAIS!

Fartei-me de rir com este teu Post. A sério que sim. E porquê? Porque me pareceu tão genuíno e inteligente que me foi impossível não rir ao ler.

Olha, sinceramente acredito que a pessoa que escreveu aquele comentário nem vai entender este texto. As cócegas que aquele comentário te provocou, este texto não lhas vai provocar. Entendes?;)

O básico não chega ao elementar. E acho que vou ficar por aqui. Ainda estou a sorrir.

Bjs alienígenas
p.s- não li os comentários anteriores por isso não sei se houve alguma evolução lol

Crítica aceite, Simão

At 22:08, Simão amanhou...
nunca tinha por aqui passado e não voltarei a fazê-lo, pois o que vi bastou-me.


Na busca de coisas giras deparo-me com tanta MERDA (e desculpem-me a vulgaridade, mas parece que está na moda ser obsceno para se ser modernaço ou tentar marcar a diferença) que me faz atrasar o passo mas também me solidifica a convicção de que não preciso de nada disso para ser diferente. Sou eu mesmo sem tentar chocar ou prejudicar outros.

Não preciso de contribuir para estragar casamentos, como acabei de ler algures por este blogue. Deixo que se estragem por sua conta. Não são os textos bem construídos que fazem as pessoas bonitas... onde anda a assertividade? e se todos nos cobríssemos com estas capas de intolerância, agressividade e crítica? Deixe as opiniões ser SIM e ser NÃO no seu direito pleno! Afinal a Sra.??? não é criticável por FODER a vida aos outros por ser "CABRA" e todas as coisas que assumiu e quem vota NÃO no aborto já é??? Afinal onde está essa democracia? Prossigo agora o meu caminho mas tinha que deixar o comentário ...

Aceite a crítica ou apague-o... não tenho blogue por isso assino o meu nome

Depois do voto, o aborto II

At 02:39, Mário amanhou...
O feto é um ser humano.

Por muitas voltas lacrimegantes, que dêem.
Não podem fugir disso.
É um grande azar. Mas é a verdade, mesmo quando chamam de "cagada".

Evidente, cada um, chama aos filhos e netos o que quer.Veja-se este texto:

"que vida é essa que pode ter uma criança nascida porque a mãe não teve a chance de interromper a cagada que começou. "

Isto é do mais confuso, não se percebe quem é quem, mas também não vale a pena.
O feto, é um ser humano. Mesmo sendo para si, uma cagada.

Depois do voto, o aborto I

At 22:37, Indra amanhou...
Patrícia. Por que será que as pessoas tentam se livrar da culpa fazendo referenduns ridículos que não fazem nada para ajudar os coitados mal paridos? Será que algumas dessas pessoas já teve uma filha de 9 anos grávida? Cada vez que escuto "referendum pela vida" me pergunto que vida é essa que pode ter uma criança nascida porque a mãe não teve a chance de interromper a cagada que começou.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Frase do dia

Devido ao facto da velocidade da luz ser superior à velocidade do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

12 Fevereiro 2006

A sentença já foi lida
Adeus Ritinha, que a tua nova Mãe te trate e Ame como à mais bela das princesasAdeus Vandinha, que o teu novo Avô seja o colo que tanta vez te faltou.Eu, fico aqui, a tomar conta dos manos mais grandes. Acredito que será pelo melhor e todos vamos ser fortes, trocar as voltas à sorte e ser felizes separados."Eu nunca me esqueço de vocês"Nós também NUNCA NOS ESQUECEMOS DAS CAGANITAS! E vamos, todos, aprender a rir de novo. Mesmo quando as lágrimas não páram de brotar! Brutalmente brotar! Prometo que NUNCA vou deixar de estar ao lado dos manos, prometo.
posted by maresia at
11:45

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Resposta oficial

At 15:10, Anonymous amanhou...
Espero que tenhas MUITOS pesadelos a meio da noite. Cabras como tu merecem isso mesmo.

Não tenho papel azul de 25 linhas, muito menos timbrado, mas aqui fica a resposta final, oficial e definitiva a todos os que me têm perguntado se eu sei quem deixou este comentário ali.

Não, não faço pute ideia de quem tenha sido. Uma coisa garanto, quem disse isto, ou não me conhece de todo, ou não dá muito à inteligência.

Não que eu não seja uma cabra, nada disso! Sou uma cabra, sou. Uma cabra, uma filha da puta, o que quiserem. Sou aquela que anda com homens casados, sem remorsos e que nem vergonha tem disso. Sou a que manda os amigos pr'o caralho por dá cá aquela palha. Sou a que não vota e a que não tem pachorra para ser simpática. Sou a falsa e a excessivamente verdadeira. Sou aquela à roda da qual tudo gira. Sou sim, EU.

A questão é outra, bem mais retorcida. Bem mais minha e de quem me conhece, quer me odeie ou adore. Ou nem uma nem outra...

A minha primeira reacção, quando abri o aviso de comentário na minha caixa de correio e li, a primeirinha reacçã, aquela que não controlamos, a que vem da pele sem passar pelo cérebro, foi qualquer coisa entre um sorriso irónico e uma gargalhada de gozo. Depois apaguei a mensagem de aviso. E ri só um bocadinho mais.

Só mais tarde, quando começaram as perguntas, descobri onde tinha sido comentado.

Quem escreveu isto e tanto me odeia, se me conhecesse bem ou fosse minimamente esperto, nunca se colocaria numa posição de desvantagem perante mim. Atacar-me desta forma fez-me cócegas. Não me parece que fosse esse o objectivo do comentador.

O aborto, a menina de 12 anos, a sua filha e a desgraça delas*

* Sim, sim, isto é uma cópia deturpada do título de um dos filmes que mais me marcou na pós-adolescência "O cozinheiro, o ladrão, a sua mulher e o amante dela"

Nos últimos dias tenho sido questionada constantemente sobre o meu voto no referendo. Isto começa logo à partida por ser uma pergunta descabida pois, como é óbvio, nem me passa pela cabeça ir votar. Quem me conhece, sabe bem que eu me dou assumidamente o direito de não exercer este direito.

Já ouvi longos sermões sobre a democracia, a liberdade de escolha, a repressão... eu nem sei. Sinceramente? Eu não acredito na democracia. Nem sei bem definir "democracia". E sim e não, eu vivi de alguma forma o antes-25 de Abril de 1974 mas nem estou preocupada.

Não que eu seja a favor da ditadura ou na anarquia! Apesar de que, entre estas duas últimas, acho que ainda acredito mais na ditadura!

Horrorizam-me as atrocidades ditadas por um ditador, claro, mas a ditadura carrega em si uma coisa que eu venero, o sentido de revolução, a necessidade de luta, o despertar de ideias, o combate ideológico. Pois, o combate físico e a morte também, eu sei!

O Homem, quando decide, tem tendência a decidir com as entranhas. E nas raras vezes que decide com a cabeça, há sempre uma qualquer entranha que se infiltra na sua cabeça. Dito isto, mais vale sermos obrigados a seguir um horror qualquer ditado por um ditador do que andarmos a espalhar horrores individuais.

E já perdi o aborto algures...

Eu tenho vivido intensamente situações que não consigo encaixar em referendos, em sim ou não. Não consigo. Mas gosto de andar por aí, de um lado para o outro, a ler, a assimilar, a discutir ideias. Que se lixem as posições. Depois de ter lido este texto, e relido, e relido e relido encetei uma conversa com uma das minhas amigas de sempre, que está grávida e que é 100% pelo dito "sim à vida".

Pedi-lhe que me enviasse mais coisas, que me fizesse chegar outros textos. Mas desde logo me questiono sobre o significado do "sim à vida". O que quer mesmo isso dizer?

Literalmente, ela:
Se gostas de ler, eu neste processo todo, devo dizer que tenho uma posição mas foi… pensada porque eu duvidei imenso e (assim gosto de pensar) que eu própria é que cheguei aqui, não fui influenciada directamente por terceiros (é tipo a compra da Bimby, ah,ah).

E, a não ser aquelas nossas breves palavras de troca de emails, acho que neste assunto «não convences ninguém», quer dizer, as pessoas podem aprender coisas, mas é um processo (ou deve ser) muito pessoal. As pessoas é que devem procurar por si os argumentos do sim e do não.

Eu faço por não mandar emails do não a quem penso que vota sim, porque as pessoas têm as suas razões. E devem chegar às suas conclusões por si... não sei.

Mas tenho uma amiga que me manda imensos mails do sim e já que gostas de ler, já agora e título de curiosidade, mando-te esta** nossa breve correspondência s/ as duas versões**

Literalmente eu:
Podes mandar-me coisas, do sim e do não... decididamente EU nunca vou mudar de opinião por me empurrarem para um lado, já me conheces, questiono de mais a vida para ir encarneirada.

Sabes, estou muito angustiada com uma coisa. Andamos aqui a debater o aborto, se é vida, se é gente, se é Deus ou o Diabo... e sabes o que tenho em mãos neste momento? Uma menina de 12 anos que acabou de ter uma filha.


Nunca vi nenhum referendo sobre o que fazer quando já está cá fora a criança.

Acho tão absurdo preocuparmo-nos mais com um "girino", e digo isto sem qualquer intenção de desvalorização do ser, do que com as crianças que são mortas à nascença ou deixadas dentro de sacos de plástico nos caixotes do lixo.

O que é que se faz a uma menina de 12 anos que carrega uma filha nos braços? Separam-se? Ajuda-se? Adopta-se? Marimba-se?

Sinceramente, o que menos me preocupa no dia-a-dia é que as mulheres façam ou não um aborto. Desde que não tenha de ser eu a pagar, óbvio!

Se pode ser uma escolha própria, tem de ser auto-sustentada. Acho que não tem de ser o Estado a suportar esses custos com os meus impostos. Os meus impostos quero que vão para os que já cá andam no mundo...

Dito isto, só me apetece chorar!

Literalmente ela:
Boas questões!
Bjs


E mais, a minha V. tinha 13 anos quando pariu a minha L.

A minha V. escondeu, até ser tarde de mais para outras alternativas, a sua gravidez. Nos seus 13 anos de menina de escola, escolheu pôr no mundo o ser que carregava nas suas entranhas.

É feliz agora? Sim, muito feliz!

Foi a escolha certa? Não sei, sinceramente, não sei.

Foi a sua escolha, isso foi sem dúvida.

Queria ser Mãe aos 13 anos?

Queria responsabilizar-se pelo que já estava feito?

Não.

Não e não e não.

A V., com 13 anos, queria apenas o Pai da sua L., queria apenas o namorado de 16 anos.

A V. escondeu o mais que pode o seu estado de graça pensando no estado de desgraça que seria ficar com o seu namorado. Que, entretanto, foi preso. Foi para Caxias e vou abster-me de explicar porquê.

A V. é uma Mãe dedicada. Com os seus 16 anos crescidos de outra forma, põe em primeiro lugar a filha. Sempre. E cuida dos filhos de outros. Dá conselhos. Ajuda. É uma Mãe com um M bem grande.

Foi levada à força para uma casa de acolhimento onde não a deixam ser menina nem por dois dias. Não a deixam ficar até um pouco mais tarde na rua, ir ao cinema com as amigas da escola.

Não há uma presença de Avó que guarda a neta enquanto uma Mãe faz alguma coisa por si. Todas as Mães têm um tempo para si. Todas. Umas têm mais, outras têm menos, é verdade.

A V. é uma adolescente de 16 anos que nunca saiu à noite para dançar, conviver, rir, beber, caramba!

Tem outras responsabilidades e raramente a ouço lamentar. Tem saudades dos irmãos. De estar à noite em sua casa, tem saudades de ser o que nunca a deixaram ser – uma adolescente.

Sinceramente? Que se dane o mundo!



** ver Carminho & Sandra


Carminho & Sandra

Carminho senta-se nos bancos almofadados do BMW da mãe. Chove lá fora. Encosta o nariz ao vidro para disfarçar duas enormes lágrimas que lhe rolam pela face. A mãe conduz o carro e aperta-lhe ternamente a mão. Há muito trânsito na Lapa ao fim da tarde. A mãe tem um olhar triste e vago mas aperta com força a mão da filha de 18 anos. Estão juntas. A caminho de Espanha.

(Mais a baixo na cidade)

Sandra senta-se no banco cor-de-laranja do autocarro 22 que sai de Alcântara. Chove lá fora. Encosta o nariz ao vidro para disfarçar duas enormes lágrimas que lhe rolam pela face. A mãe está sentada ao lado dela. Encosta o guarda-chuva aos pés gelados e aperta-lhe ternamente a mão. Há muito trânsito em Alcântara ao fim da tarde. A mãe tem um olhar triste e vago mas aperta com força a mão da filha de 18 anos. Estão juntas. A caminho de casa de Uma Senhora.

O BMW e o autocarro 22 cruzam-se a subir a Avenida Infante Santo.

Carminho despe-se a tremer sem nunca conseguir estancar o choro. Veste uma bata verde. Deita-se numa marquesa. É atendida por uma médica que lhe entoa palavras doces ao ouvido, enquanto lhe afaga o cabelo. Carminho sente-se a adormecer, depois de respirar mais fundo o cheiro que a máscara exala. Chora enquanto dorme.

Sandra não se despe e treme muito sem conseguir estancar o choro. Nervosa, brinca com as tranças que a mãe lhe fez de manhã na tentativa de lhe recuperar a infância. A Senhora chega. A mãe entrega um envelope à Senhora.

A Senhora abre-o e resmunga qualquer coisa. É altura de beber um líquido verde de sabor muito ácido. O copo está sujo, pensa Sandra. Sente-se doente e sabe que vai adormecer. Chora enquanto dorme.

Carminho acorda do seu sono induzido. Tem a mãe e a médica ao seu lado. Não sente dores no corpo mas as lágrimas não param de lhe correr cara abaixo. Sai da clínica de rosto destapado. Sabe-lhe bem o ar fresco da manhã. É tempo de regressar a casa. Quando a placa da União Europeia surge na estrada a dizer PORTUGAL, Carminho chora convulsivamente.

Sandra não acorda. E não acorda. E não acorda. A mãe geme baixinho, desesperada, ao seu lado. Pede à Senhora para chamar uma ambulância. A Senhora não deixa, ponha-se daqui para fora com a miúda, há uma cabine lá em baixo, livre-se de dizer a alguém que eu existo. A mãe arrasta a Sandra inanimada escada a baixo. Um vizinho cansado, chama o 112 e a polícia.

Sandra acorda no quarto 122 dias depois. As lágrimas correm cara abaixo. Não poderás ter mais filhos, Sandra, disse-lhe uma médica, emocionada. Sai do hospital de cara tapada, coberta por um lenço. Não sente o ar fresco da manhã. No bolso junto ao útero magoado, a intimação para se apresentar a um tribunal do seu país: Portugal.

ODEIO ESTA ABORDAGEM, a ti que a escreveste!

Literalmente ela:
Eu não sou insensível a estas coisas, custa-me tanto pensar na Sandra ou na Carminho como nos seres vivos/bebés, que elas matam, com a conivência das mães, ainda por cima, se não as tivessem... As mães que escolheram matar um ser indefeso, magoá-lo, porque já sente dor, em vez de terem a chatice de educar essa criança, dar-lhe vida... (se calhar a mãe da Carminho tinha de deixar de ir ao cabeleireiro todas as semanas e a da Sandra teria uma vida mais difícil, teria de trabalhar mais horas ainda, coitada - e isto não é ironia).

Mas as mães não se fizeram para matar.

As que agora levam as filhinhas para as abortadeiras, deviam lá ter estado antes, atentas, ter educado, amado e ensinado as filhas para agora não estarem a «resolverem-lhes o assunto dessa maneira».

Porque isto acontece a muito boa gente e por variadas razões:
- não tiveram tempo porque trabalham muito
- não tiveram dinheiro, ou vocação, ou ajuda para educar as filhas

Se não puderam ou não as deixaram ser mães, agora era a oportunidade.

Deviam agora dar-lhes a mão e dizer que estavam lá por elas, para as ajudar a trazer essa criança ao mundo, porque 2 são melhor que 1, e não ajudá-las a, com mais ou menos dinheiro, matar um ser vivo a quem as filhas, ainda que sem quererem, deram VIDA.

Não há desculpa lamecha ou sentimental que valha a morte de um ser humano por uma razão fútil, as meninas poderem ter mais tempo para fazerem mais crianças, ou, terem mais iPods, ou poderem sair á noite e beber umas bejecas. Os nossos pais educaram-nos o melhor que podiam, mas se há coisa que os pais ensinam a todos os filhos é que devem ser responsáveis pelos seu actos. Dar amor aos filhos, dar apoio para o que precisam, sofrer por e com eles.

Só esta geração MacDonnalds e coca cola é que acredita que tudo é descartável, até os seres vivos que geramos.

Eu não sou insensível às dificuldades da vida, eu tenho um irmão deficiente, de uma riqueza extrema, que nos enriqueceu a todos, e que hoje em dia seria logo descartado à nascença com a conivência de todos, os que votam sim e os que votam não porque é mais fácil, é prático.
«Já viste o que é educar uma criança sem dinheiro? Já viste o que é ter de tomar conta de uma criança com dificuldades?»

Alguém devia explicar às pessoas que a vida é difícil. Mas é isso que a torna tão especial.
Eu acredito na liberdade individual, façam o que quiserem, mas não pensem que me comovem com sentimentalismos "telenevoleiros" sem substrato.

Este email que me mandaste fala do problema das classes sociais e não do aborto - Este email funciona igualmente com outro assunto qualquer, mas em vez do aborto, colocava-se uma doença, ou um bem material, ou a educação das crianças.

Porque há situações graves e deve haver caridade humana, mas com seriedade.

MAS JÁ GOSTO DESTA, amiga.


ps: aposto que a Sandra, ainda por cima, era preta e vivia na Cova da Moura, dassssssss

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

. . . . . . . .

I wish I had the time to whisper in your heart all about my thoughts.

Light A Million Candles

The innocent victims of Internet child abuse cannot speak for themselves.

But you can!

With your help, we can eradicate this evil trade. We do not need your money. We need you to light a candle of support.
The more candles we light, the more powerful our voice becomes.

This petition will be used to encourage governments, politicians, financial institutions, payment organisations, Internet service providers, technology companies and law enforcement agencies to eradicate the commercial viability of online child abuse.

They have the power to work together. You have the power to get them to take action.

Please light your candle at lightamillioncandles.com
or send an email of support to light@lightamillioncandles.com.

Together, we can destroy the commercial viability of Internet child abuse sites that are destroying the lives of innocent children.

Kindly spread this message to your friends, relatives and work colleagues so that they can light a candle too.

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Apeteceu-me rir, foi só isso...

A primeira vez do Índio...

Um índio foi a um bordel e disse:
- Índio qué mulhé, índio tem dinheiro!
- E índio tem experiência? Já fez antes? perguntou a dona do bordel
- Índio primeira vez...

A dona do bordel ponderou.... - Então, índio vai ao mato, procura um buraco numa árvore, aprende como se faz e, depois, volta aqui.

Uma semana depois, o índio voltou ao bordel...

- Índio que mulhé, índio tem dinheiro, índio já aprendeu!

Então, a dona do bordel mandou o índio subir para um quarto onde já estava uma mulher à espera dele. O índio subiu, entrou no tal quarto, mandou a mulher despir-se e "ficar de quatro". Depois, pegou um pedaço de pau e começou a bater na bunda da dita que, aos gritos, perguntou:

- Índio está maluco? O que índio está fazendo?
- Índio tá vendo primeiro se tem abelha no buraco!

.......

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Sexta-feira da Redacção

Estamos em época de exames finais e a professora de uma escola primária mandou que os seus alunos fizessem uma redacção, onde fossem tratados os seguintes temas:

1. Monarquia
2. Sexo
3. Religião
4. Mistério

Passados poucos segundos. o menino Joãozinho levanta a mão e avisa que terminou. A professora incrédula pede-lhe que leia a sua redacção. Ele levanta-se, pega na folha, afina a garganta e lê:

MANDARAM A RAINHA LEVAR NO CU! OH, MEU DEUS! QUEM TERÁ SIDO?

Sexta-feira da nadadora

Um homem conheceu uma mulher linda e decidiu casar-se com ela.

- Mas não sabemos nada um sobre o outro!
- Não há problema, nós nos conheceremos com o tempo.

Ela concordou. Casaram-se e foram passar a lua de mel num luxuoso Resort. Uma manhã , estavam ambos recostados junto à piscina quando ele se levantou, subiu para a prancha de 10 metros, realizou uma demonstração perfeita de todos os saltos que existem e voltou para junto da mulher

- Isso foi incrível!
-Fui campeão olímpico de saltos ornamentais. Eu não te disse que nos conheceríamos com o tempo?!

Então, ela levanta-se, entra na piscina e começa a nadar, ida e volta, ida e volta, ida e volta a uma impressionante velocidade. Depois de 30 voltas ela sai e vai recostar-se junto ao marido.

- Estou surpreso! Foste nadadora olímpica?
- Não, respondeu ela, fui puta em Veneza e atendia ao domicílio...

Sexta-feira do Casamento Muçulmano

Um casal muçulmano "moderno", preparando o casamento religioso,visita um Mullah para um aconselhamento. No final, o Mullah pergunta se eles têm mais alguma dúvida. O homem pergunta:

- Nós sabemos que é uma tradição no Islão os homens dançarem com homens e mulheres dançarem com mulheres. Mas na nossa festa de casamento, gostaríamos de sua permissão para que todos dancem juntos.
- Absolutamente, não! - diz o Mullah - É imoral. Homens e mulheres sempre dançam separados.
- Então após a cerimónia eu não posso dançar nem com minha própria mulher?
- Não - respondeu o Mullah - É proibido pelo Islão.
- Está bem - diz o homem - E que tal sexo? Podemos finalmente fazer sexo?
- É claro! - responde o Mullah - Alá é Grande! No Islão, o sexo é bom dentro do casamento, para ter filhos!
- E quanto a posições diferentes? - pergunta o homem.
- Alá é Grande! Sem problemas! - diz o Mullah.
- Mulher por cima? - pergunta o homem.
- Claro! - diz o Mullah - Alá é Grande. Pode fazer!
- De gatas?
- Claro! Alá é Grande!
- Na mesa da cozinha?
- Sim, sim! Alá é Grande!
- Posso fazê-lo, então, com as minhas quatro mulheres juntas, em colchões de borracha, com uma garrafa de óleo quente, alguns vibradores, chantilly, acessórios de couro, um pote de mel e vídeos pornográficos?
- Claro que pode! Alá é Grande!
- Podemos fazer de pé?- Nãããããão, isso é que não! DE MANEIRA NENHUMA! diz o Mullah.
- E porque não? pergunta o homem, surpreso.
- Porque vocês podiam entusiasmar-se e começar a dançar...