sábado, 31 de dezembro de 2005

A frase mais batida

Ouve-se por todo o lado já passou mais um ano... sim, e?! Todos os dias passa mais um ano do mesmo dia do ano anterior. Seja dia 31 de Dezembro, 07 de Fevereiro ou 23 de Agosto, hoje, já lá vai sempre mais um ano...

Não sei lidar com esta coisa de colocar todas as expectativas, as ansiedades, as análises, as vontades, as derrotas, as promessas... tudo num só plin!

Hoje, acredito profundamente, há-de ser sempre o primeiro dia do resto da minha vida. E hoje é todos os dias, ontem já foi hoje e amanhã o vai também ser. E faz hoje um ano de qualquer coisa como também faz amanhã um de outra coisa qualquer.

Já lá vai mais um, aí vem mais outro... e?! O que é que eu tenho? Quem é que eu tenho? Quem é que me tem? Não há mais hoje do que havia ontem e, amanhã, quanto muito há mais vivos e mais mortos do que hoje. Não é neste hoje, não é naquele instante, que a vida se transforma, se figura ou transfigura. O instante é o instante a todo o instante e eu não gosto de instantes com hora certa.

Felizmente esta passagem de um dia 31 para um dia 01, guarda em si um pequeno pormenor sórdido, vamos todos viver um segundo desfasados da realidade. É assim de seis em seis anos, o tempo já não somos nós!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

ao reencontro

brindo

Esta não vem a propósito

longa abstinência, dizem os especialistas...

Caí redonda!

Ou seja, caí contigo numa cama que não era quadrada.

Camas redondas são como um labirinto, por mais voltas que se dê, nunca se encontra o lado certo!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

isto é lindo pah!

Apanhei ali ao lado...

7.12.05

A profissão mais antiga do mundo!
Dizem que a profissão mais antiga do mundo foi a prostituição. Não posso concordar. Até porque não havia dinheiro quando o mundo começou, e se para o homem bastava dar com uma moca na cabeça da mulher e arrastá-la para a sua caverna, porque carga de água haveria de pagar?
Dizem então que a primeira profissão deve ter sido um dos trabalhos mais básicos, como agricultura ou caça. Embora concorde que tenham sido das primeiras profissões, a primeira não foram, até porque no início não havia ferramentas para agricultura nem armas para caçar.
Sugerem então que tenha sido o ensino. Mas para ensinar é preciso aprender. É a história de quem veio primeiro, o ovo ou a galinha. Neste caso, o estudante ou o professor. Ninguém nasce ensinado, logo teria de estudar primeiro. Mas no início não acredito que o homem tenha partido para esta actividade assim de arranque.
Temos de nos colocar na pele desse primeiro homem para perceber.
Então, o homem aparece. Um homem, Adão, sozinho, sem saber o que fazer. Qual a sua primeira iniciativa? Obviamente, coça os tomates. Assim sendo, a primeira profissão do mundo foi claramente... funcionário público!

posted by Fãs da Região Estrangeira at 11:37

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Lalisca, a das coisas idiotas...

Quarta-feira, Dezembro 28, 2005

Absortas em pensamentos banais
Nas loucuras destas vidas imparciais
Onde depois do nada, nada interessa
No desinteresse se vive á pressa
Subjugando a vida, os outros, o mundo
Aproximar-se e tocar bem no fundo
Tentar absorver as vivências
Iludir-se nas próprias aparências...
Ah, condição banal e vazia
Numa sociedade pobre e tão fria.

posted by Lalisca at 11:22 AM

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Sem título, porque há coisas que não se dizem em palavras

A Patricia está cansada, não está? Eu?! Talvez... Ou está triste?

[...]

Eu acho que está desanimada. Com alguma coisa...

[...]

Foi do que aconteceu hoje de manhã? Hoje de manhã? Sim, hoje de manhã, quando a Patricia me veio buscar eu vi logo que estava chateada. Não, não foi de hoje, estou cansada das muitas coisas que se juntam... Eu não me canso de uma coisa só, canso-me quando se juntam muitas. Mas não pode ficar assim! Mas eu não estou sempre assim, querido, hoje é que estou mais cansada.

[...]

Não é por a estar a ver agora a chorar que eu sei que está triste. Eu sei ver muitas coisas. A Patricia tem de pensar em si, também. Ontem fui deitar-me ao lado da minha irmã e estive a dizer-lhe isso, que a Patricia sentia coisas que não dizia.

[...]

É difícil estar sempre a rir. Eu tento estar bem, por exemplo, quando estou convosco... Eu luto por estar bem, mas às vezes ficamos cansados, só isso. Eu sei que não é só de hoje, a Patricia acha que eu não sei quando está desanimada?! Eu sei, até ao telefone, eu sei! É por nossa causa? São coisas familiares? Não, Pipocas, é tudo junto, o trabalho, a família, outras coisas. Mas, quando eu estou desanimado, a Patricia diz-me para levantar a cabeça. Não pode desistir agora! Se a Patricia desistir agora, eu também desisto! Não sejas tonto, eu não estou a desistir...

[...]

Vês, afinal sempre falei eu e tu deste os conselhos... Eu não tenho idade para lhe dar conselhos, a Patricia já viveu muito mais do que eu, eu é que aprendo consigo. Sim, aprendes comigo, como eu aprendo contigo. Não é só a idade que conta, sabes, tu já viveste coisas que eu não vivi, podes dar-me conselhos de coisas que já te ensinaram. Sim, mas não é a mesma coisa. É, claro que é. Olha o que tu disseste, que eu te mando levantar a cabeça e mandaste-me levantar a minha agora. Aprendeste uma coisa na vida e agora estás a usá-la para me ajudar.

Lá está ela...

Nem sei se me vê, nem sei se a olho. Nada sei, nada lhe sinto. É bonita? Talvez, como o são todas e todos quando ainda não têm idade de ter idade. Lá está ela, vira os olhos, sorri mesmo, quando lhe canto Os marinheiros aventureiros, são sempre os primeiros... Irá ser marinheira também? Irá cantar, chorar o Mar?! Sentir, viver, rir?! Irá ser pura ou sofrer para ser bela? Irá ser Pai ou Mãe? Irá ser gente ou Alma? temo que, comigo, nada irá...

De que tamanho é o que sentes?

- De que tamanho é o que sentes, quando sentes muito?
- Não te sei responder a essas coisas...
- Sentes forte? Sentes pouco? Dói?
- ...
- Conheces o sentimento em bruto? Bruto, assim como o diamante antes de ser lapidado? Odeias alguém?
- Não sei, acho que não...
- Eu odeio uma pessoa, só uma. Odeio-a tanto como outrora amei outra.
- Não é a mesma coisa...
- Não, não é a mesma coisa, mas a dor que uma causa e a ausência da outra provoca... é igual. O Amor e o Ódio tocam-se no infinito, como as linhas paralelas.
- Aquelas linhas que sempre encaixas na tua vida... haja paciência!

[...]

- Não acredito que possas odiar alguém, não tu!
- Acredita que odeio. Um ódio de morte!
- A morte para ti não é uma coisa má, pois não? Não é o que sempre dizes? A morte liberta, a morte descansa... Além de que com todo esse Amor que em ti transportas, esse amor por tanta coisa, visível e invisível, não acredito que haja espaço para o ódio.
- Há, há sempre espaço em mim para o ódio, enquanto houver espaço na vida que me rodeia para quem eu odeio.
- Tu amas de mais, Patricia... Nunca conheci ninguém que amasse como tu. Tu destróis-te no amor.
- E por isso odeio tanto também. É do meu amor por uns que me nasce o ódio pelo outro!
- Outro? Um homem?
- Achas?! O outro é o bloco de gelo salgado!
- Salgado? Como o mar que amas?!
- Não, como a água que queima a ferida. Desinfecta mas não cura. Engana...

[...]

- Como eu odeio, meu Deus...
- Não chores...
- Deixa que chore...
- Mas as lágrimas também são sal, não curam!
- Não, não curam... definitivamente não curam! Mas enquanto me ardem os olhos não sinto o rasgar do peito. Como eu odeio!
- Vá tem calma...
- Quanta mais calma tenho de ter? Quanto mais calma me faço, mais me sinto morrer. Quanto mais calma arquitecto em mim, mais a sinto crescer, crescer, crescer... e o ódio de mim se ocupar.

sábado, 24 de dezembro de 2005

Puxa uma cadeira...

Puxa uma cadeira e senta-te aqui... Não me apetece. Não te apetece sentar aqui?? Não, não me apetece puxar uma cadeira. Vou sentar-me ao teu colo, posso? [silêncio] Sento-me de frente ou de costas para ti? Porque perguntas? Já sabemos que, independentemente do que eu responda, tu vais sentar-te como queres. [Rio. Não, sorrio! Eu normalmente só me rio quando a tua língua me percorre entre as pernas. Sorrio, então] Escusas de te colar assim a mim! Assim como?! Eu estou ao teu colo, não há muito nem pouco colado... Claro que há! Já te encaixaste, já tens as pernas à volta da minha cintura, já me sinto quente, quento do teu quente... E não gostas? Não! Porquê?!? Porque sei que quando vens assim, assanhada para mim, é só para me provocar. Para me despertar, aquecer e basar. Pareces uma gata arisca! Sabes que eu detesto gatos!! E tu sabes que eu detesto que me assanhes... Ai é assim, então, dente por dente? Garra por garra... [silêncio, escorrego-me] Mas então se me chamares gata arisca outra vez eu posso pôr a mão dentro das tuas calças... [suspiro, teu] Não comeces, estou fodido contigo... Vá lá... eu depois também te deixo mexeres-me. Depois quando? Depois... um dia, o mundo não vai acabar hoje... És sempre a mesma mentirosa escorregadia! Claro que sou, se não o fosse não estavas já dentro de mim... [E agora é que rio]

Fenómenos!

AQUI - O Pai Natal afinal vive no Entroncamento (vivia, morreu a rir, lembram-se?!?)

Comunicado

Definitivamente, o Natal não é AZUL!

Comunicado

Definitivamente, o Natal não é AZUL!

Já disse isto ali ao lado, definitivamente o natal não é AZUL

Geseende Kerfees en 'n gelukkigenuwe jaar...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Comunicado de última hora

Como eu detesto o Natal, adorei esta notícia! Peço desculpa às almas mais sensíveis...

ATENÇÃO
O Natal foi cancelado!!!!!

E a culpa é toda minha!
Fui dizer ao Pai Natal que não cometi nenhum pecado este ano.......
O gajo então...
MORREU A RIR!!!!

terça-feira, 20 de dezembro de 2005

Tribunal de Menores

Eu hoje vou a tribunal. Defender uma causa perdida. Levo pouca esperança e a cabeça muito quente. Vai ser a grande prova de fogo: Patricia, a Fera, mascarada de Patricia, a Mansa.

Na semana passada, a directora da Casa da V. disse-lhe que a assistente social responsável pelo seu processo, apetecia-me dizer aqui alto e bom som o nome dela, iria contactar o irmão mais velho para combinarem uma visita lá a casa, à casa deles, de forma a decidirem se a V. e a sua filhota, iriam passar o Natal a casa. Ontem a V. ligou-me perdida em lágrimas, a Dra. Assistenete social sem nome, informou que a casa não tinha condições para dar guarida a quem sempre lá viveu.

Desde que a Mãe morreu, faz dia 27 três anos, e os Pai se pôs na alheta, eu ainda só vi a casa melhorar. Foi pintada, mudaram-se janelas, fez-se uma banheira a sério, a A. e a T. limpam, lavam, esfregam até que o brilho faça doer os olhos. A casa foi caiada por fora, criou-se um espaço para os churrascos de Verão, a A. teve direito a um quarto novo construído no pátio interior onde, no Verão, descansamos à sombra da velha figueira.

Telefonei de imediato à A., queria saber o que teria corrido mal, se se tinham desentendido, aquelas cabeças quentes... se a casa estava virada do avesso, se o R. e a I. tinham decidido atirar com toda a roupa e todos os brinquedos para o chão da sala... passou-me de tudo pela cabeça. Só não me passou a verdade, a PUTA verdade!

A Dra. Assistente social sem nome, nem sequer se deu ao trabalho de telefonar, combinar uma hora para lá ir e comparecer. Limitou-se a telefonar dizendo que a casa não tem condições! PUTA QUE A PARIU!

Foi ela que, em cinco anos, eu nunca vi. A responsável por acompanhar uma família de 8 irmãos menores deixados sozinhos em casa durante mais de um ano. Foi ela que eu nunca conheci. Fui ela que os enfiou separados em casas de acolhimento sem sequer dizer uma palavra de carinho. Foi ela, PUTA DE MERDA, que eu nunca conheci. Em cinco anos eu nunca conheci a Dra. sem nome que era responsável por acompanhá-los.

É uma pessoa assim, uma Dra. Assistente social sem nome, que eu nunca vi, que os separou, que assistiu impávida ao rapto das crianças aos gritos. Por causa dela, a minha L., acorda durante a noite a gritar. Sonha que a Mãe lhe pede para tomar conta das maninhas mais novas e vem um homem e quer roubá-las. É uma Dra. com um nome pior que Cabra, que decide sobre a vida de crianças.

Se a V. ontem me tivesse dito que a Dra. Assistente social tinha ido lá casa e a A. me confirmasse que sim, poderia ter raiva de uma decisão que não se faz indo a uma casa durante 30 minutos. Agora, tomar uma decisão baseada numa coisa que nem sequer se fez.... afirmando que se fez, AFIRMANDO QUE SE FEZ, PUTA D'UM CARALHO, é muita falta de princípios, de moral, de escrúpulos. É muita falta de alguma coisa a que eu nem sei dar nome.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Que terei eu?

Estou aqui a ler-me fervorosamente a ver se encontro o que aqui me viram. Lá estou eu a brincar com as palavras. Recebi uma mensagem, de alguém que se preocupa, mas quem ficou preocupada fui eu! Que terei eu escrito que tenha levado a tal mensagem de apoio? A quantas ando? Por onde me perco? Estarei triste? Pesarosa? Pesadona da Alma? Não sei...

Há que recordar os Clássicos!


quem não se lembra?

domingo, 18 de dezembro de 2005

B. Leza

10 anos
muito ri, muito chorei, muito vivi
muito eu cresci nesta casa que, parece, também fiz

O convite da década

Chegou tecnologicamente até mim, ele - A., e o convite:

Olá. Dia 22, quinta-feira, festejamos os 10 anos de B. Leza, vem festejar o aniversário da casa que também fizeste.

10 anos é muita casa, muita força, muita vida. 10 anos de pé levado pela música no teu estrado de madeira.

melaço sem mel

Andava por aí a blogar e apercebi-me de que há muito deixei de ser doce, romântica, terna, melosa na palavra que aqui dito. O Amor há muito se derreteu em mim. Já não o sinto. Já não te sinto. Já não me sinto...

Quente, tonta, vaidosa, provocante, enguia, escorregadia, brincalhona. Sempre! Melosa? Já não me lembro. São açucares que se perdem na luta pela independência. Já não me lembro do sabor do Algodão doce. Que coisa mais idiota que estou para aqui a escrever.

Ponto, final e parágrafo.

do que me falta ou do que falto?

apetece-me chorar, posso?

Pais, Escolas, Deuses, Fé e a História do mundo


Creio que toda a gente sabe o que é uma branca. Pois bem, eu tive mas foi uma preta, mas de tal forma preta que não vislumbro palavrinha nenhuma na cabeça. Assim, vou refazer um artigo, já não é o original desenhado em pensamento. Ah! o ABRAÇO roubei-o
ali ao lado, e é um abraço a todos os que pensam nestas coisas. E aos outros também, que eu não sou elitista [quer dizer, sou um cadidinho...].

Esta confissão vem a propósito de um pedido que coloquei à
tmara e à Adryka, para publicar aqui um artigo que me nasceu no corpo ao assistir a uma saudável discussão sobre o papel das escolas relativamente aos ensinamentos de Deus. A discussão, como é óbvio, nasceu desta coisa de tirar ou não tirar os crucifixos das escolas.

Numa viagem de hora e meia, desenhei o artigo mais sério da minha vida. Depois, trabalho puxa trabalho, maternidade puxa maternidade, cansaço puxa cansaço... varreu-se-me.

Vou tentar explicar rapidamente o que despertaram em mim aquelas duas blogueiras.

O crucifixo

  • Se cada um de nós souber agir de forma saudável, respeitosa e íntegra, a meu ver, em cada sala de cada uma das muitas escolas por esse país fora, poderá decidir-se se se tira o que lá está ou se se penduram mais 3. Pois... saudável, respeitosa e íntegra, não sei se muita gente ainda saberá o significado destas três palavras chave. Adiante...
  • Acredito que a Fé, as imagens e as práticas religiosas são suficientemente equilibradas em Portugal para que não se despertem ódios. Creio que seria mais útil ter políticos preocupados com a verdadeira e crítica crise do país. Não me parece que seja esta a maior prioridade do país, nem que valha a pena estar a criar conflitos com uma coisa que, no nosso país, e na sociedade actual, tem sobrevivido sem grandes precalços, a liberdade de escolha religiosa. Comigo, numa empresa de tecnologia de ponta, trabalha um budista e uma testemunha de Jeová.
  • Proibir incentiva a revolta. Já se esqueceram das guerrilhas na cidade de Paris? Não foi assim há tanto tempo... e, entre outras, uma das razões de base desta guerrilhice descontrolada, vem das pressões políticas exercidas sobre tradições ou práticas religiosas que não dizem respeito aos políticos.


    Os Pais e as Escolas

    • A dupla Pais vs. Escolas é uma das mais desiquilibradas do mundo actual. Ora vejamos, nos dias de hoje, Pai que é Pai, trabalha 50/24 horas, dá um bom dinheiro a uma boa escola e espera que ela eduque aquele que desejou, concebeu e ajudou a vir ao mundo. Não V/ estranha esta acepção? A mim estranha e muito. A mim incomoda-me.
    • Cada vez mais, e sem querer apontar culpas ou generalizar, vemos Escolas serem responsabilizadas pela educação da criança. Cabe ao seio familiar dar as bases que permitirão à criança compreender o que lhe vai ser ensinado na Escola. A Escola complementa a paternidade, a Escola não substitui a paternidade. Aquilo que eu dou aos meus filhos não basta, mas é base para que eles saibam tirar partido do que a escola lhes vai ou não ensinar. O que não se ensina também se aprende e, entre muitas outras coisas, cabe aos pais mostrar essa abertura para o conhecimento.

    Deus, Fé e História

    • Deve ou não falar-se dos ensinamentos de Deus, da Fé, da Crença, nas Escolas. Eu acho que sim, e não se levantem já as vozes exaltadas. Deus, Fé e Crença fazem parte da História Universal. Mas não um Deus em que apenas parte de nós acredita. Deus, Fé e Crença é muito maior do que o nosso Deus, a nossa Fé, a nossa Crença.
    • Eu estudei a vida dos Etruscos, a maternidade representada em Latona e o menino Apolo, em terracota. Eu pesquisei as enciclopédias cá de casa à procura dos factos sobre os Deuses e semi-Deuses egípcios. Aprendi porque razão Mikerinos se eternizou entre Hathos e o nomo de Cinópolis no seu templo funerário em Gizeh. Percebi porque razão a união faz a força, nas figuras que ornamentam de forma sumptuosa as fábulas de Kalilah e Dimnah, contrapondo a proibição da imagem no Corão.
    • História religiosa universal. Parece-me justo que nos ensinem também quem foi Cristo e porque razão terá sido concebido sem pecado. Há explicações históricas e racionais para a Crença. Seja qual for o Deus, a Fé ou a Crença. Parece-me tão simples e necessário. Por exemplo, eu acredito em algo porque não consigo conceber que não exista nada para lá da matéria. E estudei tudo, explicaram-me tudo e eu nunca tive de escolher nada.
    • O que é a Fé? A Fé é algo que ultrapassa religiões, escolas, fronteiras. A Fé nasce dentro do Homem desde o início dos tempos, numa necessidade de acreditar em algo superior. Não podemos explicar isto? Eu acho que devemos.
    • Tenho algumas histórias engraçadas e reais, dos tempos de catequista. Uma ressalva, não fui catequista porque queria impôr a Fé em Deus. Fui catequista porque gosto de crianças e gosto de as ensinar.
      + Um menino a quem pedi que me desenhasse Jesus e me trouxe uma Tartaruga Ninja. É justo! Eu ensinei-lhe que Jesus ajudava os meninos em apuros, as Tartarugas Ninjas também. Independentemente de ter entendido quem era ou deixava de ser Jesus ou qualquer outro homem no mundo, soube mostrar que tinha percebido o que era fazer o Bem.
      + Também tive uma história de terror... Uma Mãe aflita que me veio perguntar porque razão o filho não queria sair de casa, tinha medo que Deus o pisasse. Tentem lá explicar omnipresença... Realmente um Deus que está em todo o lado [ao mesmo tempo aqui e na China? Sim, em todo o lado, ao lado de todos os meninos. E no mar também?! Sim, no mar, na terra, no céu..], deve ter uns grandes pés, eu também teria medo de ser pisada!

    E aqui é que vem a preta! Não me lembro do resto... mas ia acabar num equilíbrio, o que nós precisamos é de equilíbrio, abertura ao outro e compreensão. Uma frase um bocado balelas...

    quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

    os posts que nunca [me] escrevi

    Só por falta de tempo, foram ficando esquecidos no carro. Nunca conseguiram passar a porta.
    • este ir e vir e tu... tu, tão longe daqui...

    Nepal

    ¿Has visto a este hombre? Por desgracia, su hija tampoco. Porque su padre es una de tantas víctimas del conflicto armado que sacude a Nepal desde hace 9 años. En Nepal los niños viven, sufren y mueren entre dos fuegos: el de las fuerzas gubernamentales y la guerrilla maoísta. Niñas y niños que se ven privados de derechos tan fundamentales como la educación o la propia vida.

    Pero quizá lo más terrible de este conflicto sea la indiferencia internacional. Una indiferencia que ha llevado a que personas sensibles y concienciadas como tú probablemente no sepan siquiera que en Nepal hay un conflicto armado.

    Por eso nos dirigimos a ti, porque sabemos que cualquier violación de los Derechos Humanos es tu problema. Si no, nunca te habrías interesado por la labor de Amnistía Internacional, ni te pediríamos que nos ayudes. ¿Cómo? Haz clic aquí. Y gracias por no dejarte arrastrar por la indiferencia. Hagas lo que hagas, mejorarás la situación de los niños y niñas de Nepal.

    Esteban Beltrán
    Director Amnistía Internacional

    Amnistía Internacional no vende ni comparte los datos que nos proporciones con ninguna entidad u organización. © 2005 Amnistía Internacional

    quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

    M&M + MST

    nota: faz de conta que ainda é hoje de manhã e que acabei de escrever este texto enquanto vinha no trânsito. bati a porta do carro, subi e publiquei, boa?

    Desenganem-se se pensam que venho aqui falar do novo sabor dos chocolates com o mesmo nome, M&Ms.

    M de Mário, M de Manuel e MST porque os vai entrevistar. Temos as personagens [quase] todas para o enredo da história que se segue. Um arrogante gagá, um poeta arrogante e um arrogante escritor no papel de tric-e-trec... E os deuses sabem como eu gosto de arrogantes!

    Estava a ouvir a RCP [os meus conhecimentos do que se passa no mundo são muito reduzidos, 15 minutos de RCP pela manhã, notícias, trânsito e Rogeiro num só pacote servido entre as 08:12 e as 08:27] e fiquei com vontade de ver o "debate" de logo. Helena Roseta fez declarações, algures, sobre alegadas [esta palavra é gira e está na berra] pressões e mesmo ameaças, dentro do PS, efectuadas sobre quem apoie Manuel Alegre.

    E então?! Vale a pena dizer isso agora? Para quê? Vamos brincar aos polícias e às escutas ou vamos brincar aos países? Para mim, ou uma, ou outra.

    Preocupa-me que, para além de ser difícil arranjarmos um candidato real, ainda tenhamos que estar atentos à roupa suja que se possa vir a lavar mais logo. Comentei isto com o meu Pai [eu tenho auricular], ao que ele retorquiu são duas pessoas educadas, acredito que não entrem por essa via. Eu acho que vão entrar. Já estou a ver Soares a fazer saltar o seu boletim de saúde e a exigir a Alegre que mostre o dele pois, apesar de mais novo, é do conhecimento que já teve um enfarte. Quem é quem, quem é de quem e quem é por quem. Quem não cedeu e quem não devia ter avançado, tantos quem's que têm a ver com um partido, e nas presidenciais não deviam ser os partidos a estar em check, e nada têm a ver com a presidência. Sinceramente... eu nem sei bem para que é que serve um Presidente da República na gestão prática do país, e não percebo porque sou ignorante e nem sequer quero saber, mas prefiro ser representada por um poeta bem-falante do que por um velhote cansado.

    São 39 anos de vida política em comum. É muito ano repleto de potenciais feridas, calos, recalcamentos, discórdias. Se a tampa salta, nunca mais ninguém a fecha.

    Alguém teve uma frase que me ficou, qualquer coisa como a razão sobre a poesia, Soares mais frio, Alegre mais empolgado. Não estou a ver o que estes dois candidatos possam ter a dizer ao povo enquanto se desdizem entre si. Soares há muito que perdeu a pedalada, a capacidade de acabar uma frase sem parar para respirar ou sem que lhe falte um qualquer termo, há um ahhhhh constante a meio, já repararam?! Digam o que disserem, está velho. Alegre é o meu homem, bem falante, despretensiosamente arrogante. É, de todos, o que tem o discurso mais pseudo-humilde. Nunca diz eu faço, diz o país precisa. A diferença é ténue e abismal. A atitude é humilde e de uma arrogância cabra... implicitamente diz-nos que não precisa de nos dizer que o faz, nós já sabemos que o faz. E não gagueja, não perde o fio ao discurso, tem uma voz grave e bem colocada. Está na tal da flor da idade [acho eu...]. Estás rijo, homem! Não fora eu uma gaja satisfeita, ainda te dava o meu telemóvel! [ui, isto não fazia parte, a culpa é do camião cisterna que parou à minha frente, perturbou-me]

    Eu gosto muito dos arrogantes, se calhar, só por isso, até sou capaz de ir votar. Escolher entre arrogantes tem a sua piada. Só há um, coitado, que não dá nada à arrogância, Jerónimo de Sousa. Vejamos que eu só me lembro de ter votado uma vez, por causa da regionalização. E acabei por votar em branco porque saltou-me logo à vista que uma pergunta estava mal formulada. Além de que eu sou tão atenta, preocupada e informada que nem sabia que eram duas perguntas...

    Notas soltas:
    - Alex! Vai sair, ou já saiu, um filme do Scorcese sobre o nosso grande Bob!
    - Mundo! Está uma criança de 1 mês e meio em coma, possivelmente, devido a maus tratos! FOSGAAAAAAAAAAAAssssssssssssssse Dói! Que é que me interessa os presidentes da república, 1 mês e meio...

    terça-feira, 13 de dezembro de 2005

    Laços de sangue?

    Hoje decidi fazer uma coisa por mim. Fui almoçar a casa para ver a B.

    A B., agora, fica às terças e quintas em casa dos Avós paternos, em minha casa entenda-se... Já não me lembro da última vez que a vi, há tempo de mais para me lembrar. Achei que, encaixando um ritual de terça e quinta na minha semana, a coisa iria ter um qualquer desenvolvimento.

    Estava a almoçar e a comida não descia. Ovos estrelados com arroz, deve ser um dos meus pratos favoritos. Mas nem os ovos, nem o arroz... o almoço não descia! Sentia um nó bem apertado, uma angústia que nem sei explicar. Ali estava ela, aquela criaturazinha simpática, um bebé bonito e sossegado. Um bebé e eu até gosto de bebés. E pronto, ali estava... E não passava disso, um bebé como todos os outros bebés bonitos e sossegados, de que eu até costumo gostar.

    Cada vez tenho mais a noção de que os laços de sangue não são realmente os mais fortes. Podem ser mas não o são por definição prévia. Olhei e tentei sentir um pouco que fosse daquela força que me liga aos meus. Tentei sentí-la carne da minha carne. Tentei sentir, sentir, sentir... sentir fosse o que fosse, mas não senti nada. Um bebé bonito e que é do meu sangue. A expressão "minha sobrinha" não me soa a nada. Soa-me a vazio, a fundo, a nervoso miudinho. Soa-me a discórdia e a desgosto. Soa-me a mal-estar.

    Quando penso na L. e no R. não consigo ficar indiferente. O meu peito enche-se de um ar de Verão, os meus olhos brilham de Sol, o corpo treme-me como tremem os corpos na hora dos prazeres. Os prazeres da Vida, os da carne e os da Alma. Porque, pelos meus filhos, que nem são meus filhos no sangue ou no papel, o sentimento é total, é de carne e é de Alma. Quis sentir um pouco disso mas nem a Alma nem a carne o permitiram.

    Não vou desistir, claro que não, quinta-feira lá estarei de novo. Mas vai ser uma coisa de tentativas... se é que isso existe no Amor.

    segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

    Voando sobre um ninho de... crocodilos!

    A proibição dos Crucifixos

    Sr. Primeiro Ministro José Sócrates,

    Tendo tomado o seu governo a decisão de promover a retirada dos crucifixos das salas de aula do nosso País, com a justificação que o estado português é um estado laico e que não se pode impôr às crianças simbolos desta ou daquela religião, venho por este meio lembrá-lo que, da mesma forma, o nosso estado laico ainda promove, apoia e estimula verdadeiros abusos religiosos aos nossos cidadãos. Refiro-me, obviamente, entre outros, a:
    • Feriado Nacional para celebrar a Imaculada Concepção de Cristo.
    • Feriado Nacional para celebrar o nascimento de Cristo.
    • Feriado Nacional para lembrarmo-nos de todos os Santos Católicos.
    • Feriado Nacional (numa 6a Feira, um dia de trabalho!) para reflectirmos sobre a morte de Cristo.
    • Feriado Nacional para celebrar a Sua posterior Ressureição.
    • Feriado Nacional em honra da Ascenção aos Céus de Nossa (só de alguns, recordo-lhe) Senhora Maria, mãe de Cristo.
    • Feriado Nacional para honrar o Corpo de Cristo.
    • Feriados Municipais para honrar os Santos Católicos, padroeiros das nossas mais diversas cidades, vilas e aldeias. Urge proibir todos os nossos municípios de promoverem, tolerarem, observarem ou apoiarem qualquer feriado de indole religiosa, sendo imediatamente abolidos os Santos Padroeiros das nossas cidades, vilas e aldeias.
    • A presença das 5 chagas de Cristo na nossa Bandeira Nacional. De igual forma, estou certo que o Sr. Primeiro Ministro irá promover de imediato um concurso para a alteração e remoção de todos os elementos de índole religiosa da nossa Bandeira Nacional.
    • O Monumento do Cristo Rei, na margem Sul do Tejo, um verdadeiro símbolo Cristão colocado num lugar de grande visibilidade e, certamente, muito incómodo para todos os que, não sendo Cristãos, para lá são forçados a olhar. A demolição da estátua do Cristo Rei em Almada passará, por certo, a fazer parte das suas prioridades.
    • À prática, comum, dos jogadores das nossas mais diversas selecções desportivas, de se benzerem enquanto em representação do nosso país. E estou certo que, tão logo acabe de ler esta missiva, irá instruir os presidentes das diversas Federações desportivas do País para que proíbam toda e qualquer manifestação religiosa por qualquer individuo que esteja em função de representação do nosso Portugal.

    De imediato, estou certo que o Sr. Primeiro Ministro implementará de imediato a obrigatoriedade de comparecer ao trabalho a todos os funcionários do Estado em todos os dias úteis que sejam considerados, por alguns, como um dia religioso, caso este seja um dia de semana. A seu tempo, eliminará estes dias do calendário dos Feriados Nacionais, promovendo, desta forma, um aumento de produtividade acentuado.

    Haveria, como é óbvio, muitos mais exemplos a apontar, mas estou certo que o senhor será capaz de os identificar e prontamente os eliminar da nossa vida nacional.

    E, já agora, não se esqueça de proibir os sinos das igrejas de tocarem, a não ser em caso de fogo ou invasão estrangeira. E a transmissão de cerimónias religiosas pelo canal publico de televisão!

    Para finalizar, Sr. Primeiro Ministro, não se esqueça de, na próxima campanha eleitoral, lembrar as Portuguesas e os Portugueses que foi o Senhor, com o apoio do Partido Socialista, que teve a coragem de tomar estas medidas, tão justas e há tanto tempo ignoradas. É que o povo é muito esquecido, e é sempre bom lembrar-lo quem foram os responsáveis por estes actos de tão grande interesse Nacional.

    Certo da sua coragem, convicção e empenho na aplicação das medidas sugeridas.

    Subscrevo-me,
    Um cidadão Português, recenseado e com grande memória.

    E ainda falam das loiras....

    Fascinado com as tarefas domésticas, o marido benfiquista resolveu lavar uma camisola dele. Um bom bocado depois de ter chegado ao pé da máquina de lavar, gritou de lá:

    - Que programa de lavagem é que devo usar na máquina?
    - Isso depende... o que é que diz na camisola?
    - Mantorras!!!!!

    E ainda falam das loiras!...

    para animar a semana!



    Nada como começar a segunda-feira a rir!

    sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

    ele vai aqui uma fauna...

    À volta deste azul, nasceu um verdadeiro oceanário, ele é frog, ele é tubarão, ele é alga, ele é lama, ele é mocho falante...

    Quem quer desenhar o aquário??? Naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.... o azul não cabe em aquários!!

    o tempo que nos falta

    Quando o tempo é pouco, menos que escasso, se a vontade não é muita, as coisas realmente não acontecem.


    O tempo não sabe nada, o tempo não tem razão
    O tempo nunca existiu, o tempo é nossa invenção
    Se abandonarmos as horas não nos sentimos sós
    Meu amor, o tempo somos nós

    O espaço tem o volume da imaginação
    Além do nosso horizonte existe outra dimensão
    O espaço foi construído sem princípio nem fim
    Meu amor, huuum, tu cabes dentro de mim

    A nossa história começa na total escuridão
    Onde o mistério ultrapassa a nossa compreensão
    A nossa história é o esforço para alcançar a luz
    Meu amor, o impossível seduz



    * é preciso dizer de quem? jpalma...

    Un año de Amor - Luz Casal

    Sei que vai parecer estranho, aliás, pareceu-me estranho a mim quando aconteceu, mas a verdade é que ao ouvir esta música pela manhã encheu-me de boa disposição... Já chorei muito e desalmadamente ao som desta mesma declaração de Amor perdido, mas hoje fiquei de sorriso aberto na Alma. Talvez tenha sido a sua voz grave, a força com que grita estas palavras, o fundo que vai a melodia pesada que a acompanha. Explicações para e porquê?!

    Lo nuestro se acabó
    y te arrepentirás de haberle puesto fin
    a un año de amor.
    Si ahora tu te vas
    pronto descubrirás que los días son eternos
    y vacíos sin mí.
    Y de noche , y de noche
    por no sentirte solo,
    recordarás nuestros días felices,
    recordarás el sabor de mis besos.
    Y entenderás en un sólo momento
    que significa un año de amor.
    Que significa un año de amor.
    Te has parado a pensarlo que sucederá
    todo lo que perdemosy lo que sufrirás.
    Si ahora tu te vas no recuperarás
    los momentos felices
    que te hice vivir.
    Y de noche , y de noche
    por no sentirte solo,
    recordarás nuestros días felices,
    recordarás el sabor de mis besos.
    Y entenderás en un sólo momento
    que significa un año de amor.
    Y entenderás en un sólo momento
    que significa un año de amor.

    quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

    Produto de "nuestros hermanos"... ;)

    No entanto

    Ontem aconteceu-me uma das melhores coisas dos últimos tempos. O meu mano caçula, que está longe no espaço e eu o sentia longe no laço, ligou a pedir o tamanho de uma t-shirt. Uma simples t-shirt que iluminou a minha vida. O R. vai receber um equipamento do Chelsea, e não é um qualquer, é o kit especial do centenário!

    Porque é que isto toma uma dimensão tão grande na minha vida? Não, não é a t-shirt nem o Mourinho, é o facto de o meu irmão J. continuar do meu lado, a meu lado, neste projecto de vida que são a L. e o R.! E isto é maior do que eu, quando me foi negado o Amor e a vivência do outro, acredito que empurrado pelo excesso de frieza e insensibilidade daquela que em tempos foi a minha amiga M. e agora é apenas, e nas suas próprias palavras já repetidas inúmeras vezes, a cunhada.

    Os meus Pais estão sempre a meu lado e, agora, sei que de livre e sentida vontade o J. também está. O meu mano caçula continua a nunca esquecer os seus sobrinhos!

    .

    Estou cansada de ser um lone ranger, cansada de andar por aí à deriva, à deriva de mim. Sinto que estar sozinha começa a tornar-se estar só. Há alturas em que não tenho tempo, nem vontade, nem disponibilidade mental para nada. Nem para mim, nem para ninguém, nem para todos. Agora, parece-me insuportável que ninguém tenha tempo para estar aqui.

    Poema da Mulher

    Que mulher nunca teve
    Um sutiã meio furado,
    Um primo meio tarado,
    Ou um amigo meio viado?

    Que mulher nunca tomou
    Um fora de querer sumir,Um porre de cair
    Ou um lexotan para dormir?

    Que mulher nunca sonhou
    Com a sogra morta, estendida,
    Em ser muito feliz na vida
    Ou com uma lipo na barriga?

    Que mulher nunca pensou
    Em dar fim numa panela,
    Jogar os filhos pela janela
    Ou que a culpa era toda dela?

    Que mulher nunca penou
    Para ter a perna depilada,
    Para aturar uma empregada
    Ou para trabalhar menstruada?

    Que mulher nunca comeu
    Uma caixa de Bis, por ansiedade,
    Uma alface, no almoço, por vaidade
    Ou, um canalha por saudade?

    Que mulher nunca apertou
    O pé no sapato para caber,
    a barriga para emagrecer
    Ou um ursinho para não enlouquecer?

    Que mulher nunca jurou
    Que não estava ao telefone,
    Que não pensa em silicone
    Ou que "dele" não lembra nem o nome?

    Só as mulheres para entender o significado deste poema...

    Estamos em uma época em que:

    Homem dando sopa, é apenas um homem distribuindo alimento aos pobres

    Pior do que nunca achar o homem certo é viver pra sempre com o homem errado

    Mais vale um cara feio com você do que dois lindos se beijando

    Principe encantado que nada... Bom mesmo é lobo-mau!! Que te ouve melhor... Que te vê melhor...E ainda te come!!!



    nota: pena qui seja brásileiro, né??

    segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

    te cuida?? porquê? de espanha sempre me vieram bons ventos...

    Qualquer dia perguntam-te porque é que fazes posts em Espanhol. Te cuida.
    By
    paulo, at 14:46

    sábado, 3 de dezembro de 2005

    Uma homenagem...





    ... ao Zé Macaco!!

    n via um post assim desde que um amigo meu fumou uma ganza e se pos a escrever no seu blog
    By
    zé macaco, at 14:37 - deve ser porque eu fumo sempre antes de escrever!!

    já sei que andam fartos do azul...

    mas para fechar isto de uma vez por todas, quero a vossa ajuda!

    querem dizer, alto e bom som, porque gostam ou não gostam do azul? então inscrevam-se aqui! depois de inscritos, podem publicar à vontade! daqui a um mês, fecharemos o azul, se nos apetecer...

    Paciência de Pescador

    Andava po aí a blogar e não resisti a publicar aqui um comentário meu deixado ali ao lado.

    Simplesmente, à espera. Envoltos no silêncio de quem pesca com paciência e de quem, com virtude, vai fazendo por si.

    só quem vive no Mar entende essa paciência... que não é paciência, é postura, é forma de estar. há uns tempos atrás, não sei se lá [aqui] na Onda, se em conversa de sms, se ao vivo, respondi a uma pergunta que me pareceu tão desencontrada de mim.

    mas não te vais aborrecer, de estar aí sozinha à espera? eu posso demorar...

    sorri, esqueces-te que eu sou aquela que espera horas a fio em frente ao mar, que espera que o peixe talvez nem pique, que calmamente aguarda a onda que balança o barco, que respira a brisa que pode não vir enfunar a vela. eu sou aquela que passa a vida à espera de uma coisa que nem sequer é garantida, porque me hei-de aborrecer de estar aqui, sabendo que tu voltas?

    quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

    entonces que es tu azul ? :o

    1 Comments:

    At 22:51, romero said…
    entonces que es tu azul ? :o


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    <<>

    ora bolas! mas é isso mesmo que andamos aqui a tentar saber... algumas coisas já sabemos que não é, agora o que é... ui ui tanto tanto tanto

    'bóra aí jogar um jogo

    Mas porque é que tu te chamas assim? E "te chamas" no sentido de te teres chamado o nome que aqui te identifica. Porque escolheste chamar por ti por esse nome?

    maresia: alguém ainda duvida que o mar é o meu mundo? duvido mas... talvez não saibam que a inesistência da "maresia" foi a causa da minha maior saudade quando vivi num país longe do mar. aquelo cheiro que quase não se cheira e de repente nos enche por completo, quase nos sufoca de prazer e liberdade. sufocar e liberdade? isto joga junto? joga sim, na intensa sensação da maresia. há quem nunca o chegue a sentir, há quem o sinta a milhares de quilómetros da costa. "cheira-me a qualquer coisa..." sabem o que isso é?