terça-feira, 31 de maio de 2005
Associação de ideias
Ao meu grupo calhou o amarelo que, verdade seja dita ou ironia do destino, é das cores que menos gosto.
O Amarelo, transformou-se rapidamente em gelataria, a Gelataria da praceta que tinha toldos amarelos. A gelataria caiu directamente em cima do gelado de laranja (na altura não havia manga por aí). A laranja bateu na Quinta de Jovim, onde em pequena "roubava" fruta ainda verde pelos pomares. E por aí...
Não me lembro exactamente da ordem de outras associações, até porque enquanto eu associava ao sol, outro associava a meu lado e em simultâneo aos All Star que nesse ano se vendiam em amarelo.
Sei que passámos pelo Chiado, pelo incêndio e pelo Poeta. Que atravessámos o deserto e descansámos numa rede de linho bravo. E lembro-me, acima de tudo, como era engraçado ver os nossos cérebros a trabalharem sobre a mesma coisa, em conjunto, com as mesmas condicionantes das regras do projecto, e chegarem a situações tão diferentes. Aprendi muito com esse trabalho. Aprendi a ouvir, a perguntar, a querer saber mais, a chegar a um lá por vários caminhos. Aprendi a respeitar a ideia de cada um e a celebrar a conquista de cada página rabiscada a 5.
Um dia gostava de poder desenvolver um jogo assim com muitas pessoas. Lançar um tema, uma palavra apenas e observar onde nos levaríamos.
Tenho mesmo de GRITAR isto ao mundo!
Não mudou nada à minha volta. Os que estavam doentes, continuam doentes, não fui profissionalmente promovida nem encontrei o grande amor da minha vida. Não voltei para a minha casa, nem tenho os meus meninos comigo. Não estou apaixonada por nada nem ninguém em concreto. Nada mudou, nada! Mas sinto-me abençoada. Uma Paz alegre e optimista enche-me de sorrisos que espalho por aí! Enche-me de gargalhadas que se ouvem por aí! Que ecoam e voltam como um boomerang para me fazerem rir ainda mais.
Talvez seja o grande Sol que entra cheio de força e calor pelo meu corpo adentro. Atravessa vidros duplos, cortinas, estores e rebenta adentro da minha alma. Não caibo em mim. Por isso GRITO e divido! E espalho! E partilho! Como o Sangue e o Pão da Vida. Como o Milagre da Vida.
Levantei-me num impulso, numa ânsia louca de aqui vir GRITAR! Agora, posso ir dormir descansada pois sei que estou bem! E que posso tentar passar este bem a todos!
COMO NASCE UM PARADIGMA
Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada. Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de alguma surras, o novo integrante do grupo não subia mais escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."
Não devemos perder a oportunidade de, de vez em quando, nos questionarmos porque fazemos lgumas coisas sem pensar porque o fazemos...
É MAIS FÁCIL DESINTEGRAR UM ÁTOMO DO QUE UM PRECONCEITO (Albert Einstein)
o barco
Qual é o significado de SPORTING e outras variações
P - Prometemos
O - Os
R - Resultados e
T - Titulos que
I - Infelizmente
N - Nunca
G - Ganhamos
Sabiam que no sentido de fortalecer os clubes da capital, vai haver uma fusão entre o Sporting e o Belenenses? A sério, já tem símbolo e tudo: vai ser um leão com a cruz às costas!!
P: Sabem o que significa S.C.P.?
R: Sócios Com Paciência.
P: Sabem qual é a diferença entre o Sporting e o salário mínimo?
R: É que o salário mínimo você ganha e não compra nada e o Sporting compra e não ganha nada!
Num treino do Sporting, o treinador mandou colocar bidões de gasolina no campo para que os elementos do plantel pudessem fazer um jogo desenvolvendo a sua técnica individual. Infelizmente o jogo foi interrompido... os bidões estavam a ganhar 6-0!
P: Sabem porque é que o Sporting entrou para a Bolsa de Valores?
R: É a única maneira de ter títulos.
Desculpem lá, mas o SPORTING é o maior!!!
segunda-feira, 30 de maio de 2005
Não pretendo de todo ser erudita
Anti-matéria
mas o que é a tormenta perante isto?
Encheu-se de coragem
- Dispagate!! Guei sou eu, a Mãe é Gainha e o menino ainda é Pguincepe!
A importância da pontuação
um caçador tinha um cão e a mãe do caçador era também o pai do cão.
Que pensas tu?
Filósofo russo: Penso, logo exílio
Estratega americano: Penso, logo exijo
Vendedor de banha-da-cobra: Penso, logo insisto
Trabalhador alentejano: Penso... logo
Pessimista: Penso, logo desisto
Almirantado
Alanbazar – Mercado onde só se vendem artigos em lã
Alarvo – Derrube de árvores
Albânia – Ir a banhos
Albaran – Rã albina
Alcabideche – Perguntar se o elevador vai descer
Alcain – Ganir do cão
Alcalino – Que só diz calinadas
Alcapone – Gorro
Alcatrão – Trovão muito grande
Alcatroa – Troveja
Alcatroar – Trovejar
Alcatruz - Acto de bater à porta
Alcoentre – Supositório
Alcoitão – Uma grande queca
Aldeia – Lembrança
Aleitar – Ir para a cama
Alemanha – Homem espertalhaço
Alface - Rosto
Alfaquique – Acto de pegar a mota
Alfarrabista – Traseira do Alfa Romeo
Alfarroba – Ladrão especializado em carros Alfa Romeo
Alferes – Acto de magoar alguém
Algália – França
Algema - Interjeicção de dor
Algodão – Homem muito bom
Ali Alatas – Eco-ponto amarelo
Aljubarota – Leão velho já com o pelo estragado
Almirante – Miradoro
Almoçageme – Rapariga com dores
Almoçar – Comer muitas gajas
Almoço – Rapaz novo
Alpacino – Actor de cinema
Alpedrinha – Lápide
Alpendre – Polícia com defeito na voz
Alpista – Aeroporto
Altamente – Pessoa muito inteligente
Alternativa – Funcionária das finanças muito terna
Alterno – Homem muito carinhoso
Altitude – Postura, forma de estar
Alto – Stop
Altruísta – Pessoa muito verdadeira
Álvaro – Homem avarento
Alzira – Rapariga bonita
Ele há de tudo... felizmente!
Ai... gosto tanto de estar bem disposta...
- Romeu, não queres que eu pegue no teu belo membro com as minhas mãos e o acaricie com toda a delicadeza, para sentires um prazer intenso?
- Nem pensar! Como podes querer usar essas mãos tão lindas e puras para algo assim?
- Meu amor, queres então que eu pegue nesse teu magnífico pau e o coloque entre os meus seios e pernas, para que sintas um prazer duradouro e maravilhoso?
- Nunca! Nunca permitiria que essas partes tão privadas, tão brancas e sem manchas sejam tocadas por uma parte tão impura de meu corpo.
- Ah! Amado meu, e se introduzisses esse grande e viril pedaço de carne na minha boca, para que eu te possa proporcionar um imenso e louco prazer?
- Estás doida? Não posso sequer pensar que o meu membro possa tocar nessa boca tão linda e pura, que existe só para dizer palavras de amor e carinho.
- Está certo, Romeu. Vamos então pensar noutra coisa qualquer para tirares o teu pau do meu cu, que já tá a começar a doer...
Um bom começo de semana
Para ver o Mundo num grão de Areia, o Paraíso numa flor selvagem, abraça o infinito com a palma da Tua mão, e sente Eternidade por um momento…
S. dixit
domingo, 29 de maio de 2005
Em rescaldo
Até a ponta-e-mola virou pontinha-sem-mola!! Menos grave... Aos que me apoiaram, mesmo sem perceber, aqui fica o meu MUITO OBRIGADA!! Afinal a que eu tinha visto não era a dele. A dele era pequena e estava partida. Não invalidando o facto de que o I. poderia de todas as formas ter conseguido chegar a ela e vazar o olho a um dos outros 89!! Continuas sem perceber o castigo... com o tempo chegaremos lá! Em vez de facas, levarás cruzes roubadas em Fátima! É lindo...
Contei a história do pecado ao V.P.M., sj, que na sua enorme sabedoria de Homem me confessou que era um dos mais lindos pecados de que tinha ouvido falar. Não te tinha chegado a perdoar, porque sinceramente nunca te tinha recriminado por isso, mas agora, então, até com a minha "aprovação" fico mais descansada...
Tem piada que não era nada disto que aqui vinha escrever...
quarta-feira, 25 de maio de 2005
areia a mais para a minha carruagem...
Não sei se estou mais zangada contigo pelo que fizeste se comigo pela minha incapacidade em perceber que tinha de te dizer para não o fazeres. Não se trata aqui de bandidagem nem de más intenções, apenas a noção da responsabilidade que acarretamos quando levamos uma ponta-e-mola (mesmo que estragada...) para um Centro onde não podemos pôr as mãos no fogo por mais de 90 outros com diversos tipos de relacionamento com a sociedade em redor e diversos tipos de relacionamento com o bem e com o mal.
Não me preocupam de todo as suas intenções, preocupa-me, sim, que descarte à partida as intenções dos outros. Preocupa-me que confie nas suas decisões o suficiente para o deixar livre um dia inteiro e depois correr o risco de ter de viver com a culpa de não ter estado suficientemente atenta. Vou estar longe na distância, muito perto na preocupação. Mais perto ainda na tentativa de responsabilização, de entendimento da responsabilização. Temos de estar conscientes da dimensão das consequências que as nossas acções podem fácil e inesperadamente tomar.
terça-feira, 24 de maio de 2005
Que morte é esta agora?
Corro o risco... Na blogosfera como podemos saber o que é verdade e o que é mentira? A morte online é a mesma morte que a morte na vida? E quem morre assim, deixando um rasto de culpa em alguém que fica? E quem morre assim, chamando todos os vivos à sua porta? Espalhando o que já não resta por aí? Morrer de dor ou de pena própria? Morrer de dor ou para causar a dor? Quem assim espalha a sua morte, deve compreender a interrogação dos que passam, por isso, com respeito pelo que é e pelo que não é, aqui deixo as minhas dúvidas.
Mais uma chain-letter
Da inutilidade dos blogues
1 - Na tua opinião a blogosfera lusa tem impacto na sociedade portuguesa?
1r. O que é isso da blogosfera??
2 - Quem aconselharias a criar um blog e porquê?
2r. A alguém que não goste de dialogar, só debitar sem consequências... que precise de se afastar da realidade e dos outros.
3 - Qual a tua opinião sobre os livros que nasceram dos blogs?
3r. Quais livros??? Ainda agora aqui cheguei, carago!
4 - Qual a tua opinião sobre blogs pagos?
4r. Quem é que se lembrou de tal coisa??
5 - No caso de já conheceres o Blog "Abrupto" qual a tua opinião sobre a carta à mãe que Pacheco Pereira lá colocou.
5r. Onde fica esse site?
6 - Se o teu blog não fosse esse mesmo que blog gostarias de ter? Porquê?
6r. Outro mesmo meu, logo veria qual... Porque para mim não faz sentido ter um blog que não seja o meu
7 - Alguma vez um blog te influenciou politicamente?
7r. Nada me influencia politicamente, simplesmente porque não existo de todo nessa esfera.
8 - Que celebridade "blogosférica" gostarias de conhecer e porquê?
8r. Gostava muito de conhecer o ... como é que ele se chama?! Porque, como já lhe disse a ele, não me fascina o Demo, fascina-me o fascínio que provoca nos outros.
9 - Qual a tua opinião sobre os blogs anónimos?
9r. Como em tudo o mais na vida, cada um na sua. E, no fundo, são-no quase todos de certa forma anónimos. Somos todos uns anónimos nesta vida...
10 - Qual a tua opinião sobre os encontros de bloggers?
10r. Não sei e não faço tensões de vir a saber...
Pathos
O Pathos é originariamente a consciência sensível, irreflectida, que nos mergulha a fundo no mar da Vida e nos leva a criar abismos ao mesmo tempo que fugimos do perigo, que nos leva a viver a dor ao mesmo tempo que lhe procuramos o prazer. Signo da nossa Individualidade esta consciência é ao mesmo tempo a procura da nossa identidade. “Somos aquilo que experimentamos e sentimos”. As paixões encarnam a verdade do Homem, permitindo-lhe tomar verdadeira consciência do que é.
Tocar o corpo com a língua
Homem do Leme faz-se à Serra
Mareando na blogosfera
Imagina que Deus marcou um encontro contigo num determinado restaurante perto da tua casa. Imagina-te sentado/a ao Seu lado, a dialogar com Ele. E agora pergunto eu:
1 - Qual era a ementa que Lhe sugerias e porquê?
1r. Sou pouco dada a comezainas, sugeriria qualquer coisa leve mas associada aos prazeres terrenos, morangos com chantilly, talvez...
2 - Que motivo teria Deus para querer almoçar contigo?
2r. As valentes dores de cabeça que Lhe dou desde pequena, tentando perceber se Ele existe e, se sim, como e onde existe. Talvez para tentar apagar da minha memória aquele pesadelo recorrente em que via o Seu rosto coroado de espinhos e em sangue. Se Ele existe, não me quer, com certeza, ver vivendo sob a dor dessa imagem.
3 - Fazia-te perguntas acerca da Igreja. Que Lhe contavas?
3r. Contava-lhe como gosto da Missa do 12:30 nos Salesianos do Estoril mas que não entendo mais nada da Igreja... Não falo do que não sei. Falar-Lhe-ia então da minha ignorância, acho.
4 - Dava-ta a possibilidade de te concretizar um desejo. Que pedias?
4r. Voltar a ver a Avó Estela e pedir-lhe perdão por não me ter despedido dela na última sexta-feira.
5 - No final da refeição, pedia-te uma recordação. Que lhe oferecias?
5. Um texto, ou talvez o url deste blog.
6 - Por fim, oferecias-Lhe um café com ou sem açúcar? Porquê?
6r. Como Ele preferisse, cada um bebe o café como mais gosta, quem sou eu para Lhe dar ou tirar o açucar?
7 - Quem pagava a conta?
7r. Ele, pela ordem das coisas, quem paga são os homens, ou não?
8 - Quem vais sugerir (3 pessoas) para almoçar com Ele? E porquê?
8r. À S. pela dor que atravessa neste momento e porque sei que é na Fé que vai arranjar mais forças.
8r. Ao meu Pai, porque me fascina a forma como não se relaciona com Deus, longe de dúvidas.
8r. À Blogosfera em geral, para que quem quiser possa puxar a cadeira e sentar-se.
Puberdade
Então, ontem o fizeste depois de irmos dormir? Eu? Nada... Nada? Estiveste a jogar no computador? AH! ah! Lindos sites que o menino anda a ver!!! Pois... Não faz mal, R., só que tens de ter cuidado, sabes que o T. e a I. também brincam com aquele computador... depois de usar apagas o Histórico e tens de desinstalar aqueles programinhas que ficam. Mas eu não sei fazer isso... Pois, só sabes o que interessa... Depois a Patricia ensina, 'tá bem?! Está, está bem... Quer saber o que eu estava mesmo a fazer? Se quiseres contar... Estava a jogar uma coisa que se eu ganhar ela tira a roupa! E então, ficou nua? Não, ainda não sou muito bom, tenho de treinar mais!
segunda-feira, 23 de maio de 2005
ainda bem que voltaste
(todavia) tienes una forma seductora de moverte frente a mi
nena me hace vibrar (a mi)
dama, arañas como una gata
dama, eres hija de una diabla
mistica la musica tuya mulata
bien coqueta, muy hermosa pero saca
tu cuerpo de mi cabeza; ya, que ataca
parte de mi cerebro que sobre
calienta y... me mata
la idea de pensar que por ahi tu andes suelta
pero cuelga, ya tus guantes que ahora te daras de cuenta
que tu genio mas que gratuitos da que pensar
y luego pide a gritos compasiony en el fuego de la accion, relajamiento
bien te encanta jugar en todos esos buenos momentos
sábado, 21 de maio de 2005
sexta-feira, 20 de maio de 2005
quinta-feira, 19 de maio de 2005
Chamem-lhe o que quiserem, eu chamo-te humanidade
Queria muito ver um menino com lepra. É uma doença muito má, não é? Acho que nas farmácias há umas caixinhas para ajudar. Acho que têm uma fotografia. As pessoas com lepra escondiam-se atrás dos muros e nas grutas, não é? Ainda lhes atiram a comida? Eu não quero que eles tenham lepra, não é isso, eu queria era ver para saber como é. E a epilepsia? A Patricia sabe o que é? Lá na minha escola havia um rapaz que tinha ataques, bué mesmo, às vezes 3 num dia. Chamava-o sempre para a minha equipa. Não jogava mesmo nada, mas eu sabia que gostava e então dizia-lhe "és um ganda jogador". Outras vezes dizia "sabes que na minha equipa só jogam os bons". Ficava a olhar para ele durante o jogo, sem ninguém perceber. Mesmo quando já ia no ataque tinha um truque que me deixava ficar sempre de olho nele. Tinha assim uns tiques. Eu com o tempo aprendi a saber quais eram os tiques maus. E sabia que, se alguém se zangava com ele, tinha de estar pronto para o ajudar. Um dia, ao almoço, teve um ataque. A faca voou da mão dele para mim. Apanhei um susto, mas ainda consegui ajudar o professor a pôr-lhe um cinto na boca. A Patricia acha que agora o deixam jogar? E quais é que se salvam mais, os que têm cancro ou os que têm sida? Às vezes, os que estão melhor rezam para serem eles a morrer em vez dos outros, não é? E pode-se dar sangue e uma coisa que tem a ver com células. Há muitas doenças esquisitas. Tenho sorte, não tenho?
Tens, tens sorte, mas eu ainda tenho mais, por te ter a ti.
Sabes bem dar-me a volta... e eu gosto!
Think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy... think I'm just happy...
indefinidamente just happy
Nirvana
The Man Who Sold The World
We passed upon the stair, we spoke of was and when
Although I wasn't there, he said I was his friend
Which came as some surprise I spoke into his eyes
I thought you died alone, a long long time ago
Oh no, not me
I never lost control
You're face to face
With The Man Who Sold The World
I laughed and shook hishand, and made my way back home
I searched for form and land, for years and years
I roamedI gazed a gazley stare at all the millions here
We must have died along, a long long time ago
Who knows? not me
We never lost control
You're face to face
With the Man who Sold the World
Originally by David Bowie
o único passado dinâmico
o velho do restelo
de pé encostado a um poste, ali bem no centro do Restelo, há anos sem fim diz adeus a quem passa. louco ou feliz, sorri sempre e sorri muito para todos os que passam. a carrinha dos bombeiros responde sempre ao seu gesto, buzina e acena. ontem também. e eu também, levada por ela. louco? ou apenas crente que um dia vai passar quem não o deixe viver mais de um só adeus?
quarta-feira, 18 de maio de 2005
Fumar mata
FUMAR MATA A primeira coisa que me ocorreu quando li esta frase num maço que segurava foi "VIVER MATA". Viver mata. A única coisa que é certa desde o preciso momento em que somos concebidos é que morreremos. Viver mata, não há fuga possível. Não há verdade mais contundente. Morrer é absoluto, é condição de vida. Podemos fugir de tudo, dos impostos aos lobos maus, só não podemos fugir da vida que leva à morte. A morte às vezes tem pressa, outras deixa-nos por aí muito tempo. Mas é sempre certa no prolongamento da vida. Andar de carro, fumar, entrar em aviões, enfrentar uma doença grave, comer, beber, tudo pode matar, tudo pode. Mas a única coisa que nos mata com toda a certeza e logo à partida é a vida.
Eu gosto de pensar na morte. Na minha, na dos outros, na das sapateiras que estão dentro dos aquários nos restaurantes. O que lhes passará pela cabeça ao verem os olhos que se fixam numa e noutra até ao momento em que dizemos "aquela ali, por favor". Qual é aquele pequenino detalhe que decide a morte agora, desta e não da outra? De onde vive a sentença da sua morte?
A morte fascina-me, cientifica e espiritualmente. Gostava de poder morrer para saber como é.
Investindo no futuro...
Educação Sexual
Li, no outro dia, no Paternidade, que o filho de 4 anos perguntava como é que a semente do Pai entrava na barriga da Mãe. Acho mais sensata esta via.
Petição
Pedem-me para assinar uma petição. Acho muito bem que se façam petições. Fui ver o que era, ler bem e analisar antes de assinar seja o que for. Como faço sempre... bem, pelo menos no caso das petições, quando toca aos termos de contratos de telemóvel ou de software...
E não entendo.
Peticao sobre programa de Educacao Sexual nas Escolas
No sábado passado fomos surpreendidos com uma notícia do Expresso que dava conta de um programa de Educação Sexual nas nossas escolas, com o qual ficámos escandalizados e nos perguntámos (a avaliar pela grande quantidade de comentários recebidos) "Como é isto possível?". Muitos disseram que era preciso fazer alguma coisa. O que há a fazer de imediato é ler a petição exposta abaixo e, se com ela concordarmos, assiná-la em: http://www.forumdafamilia.com/peticao/peticao.asp
Fui ler a petição e a notícia do Expresso. O que eu não entendo é simplesmente isto:
"(...) Por seu lado, Albino Almeida, presidente da Confederação das Associações de Pais (Confap), é pessoalmente adepto da educação sexual nas escolas. Mas admite que a actual orientação tem «lacunas e alguns temas estão desadaptados» às faixas etárias a que se destinam. Os vários tipos de família apresentados, por exemplo, «deviam surgir como vários tipos de união».
«Pares homossexuais não se enquadram no meu conceito de família», sublinha Albino Almeida. «Nem está enquadrada na lei», acrescenta Manuela Calheiros. (...)"
Independentemente de se ser contra ou a favor de, de estar na lei ou não, como é que se pode defender as diversas formas de união e logo a seguir excluir à partida uma delas?? No "meu" conceito?! Mas aqui tratamos do "meu" ou do nosso?!? Não deveríamos ter cuidado com o que afirmamos e sermos mais coerentes quando damos a nossa opinião sobre um assunto sério e complexo, ainda para mais quando a damos assim para as massas???
Não entendo! Juro que não entendo!
São estes "pequeninos" pormenores que me levam cada vez mais a não assinar petições...
Dia Internacional dos Museus
Como eu não gosto de criticar por criticar, até apresento uma ideia. Já acontece com outros "Dias de", por exemplo com o Dia da Mãe. Desde que me lembro, o Dia da Mãe já foi alterado n vezes, lembro-me de que caía mesmo no dia 13 de Maio, Dia de Nossa Senhora. Justo para a Mãe e penso que Nossa Senhora não se importava muito de o dividir, no fundo também ela é Mãe. Agora, e espero que assim se mantenha, ficou estabelecido que seria o primeiro Domingo de Maio. Tem lógica, é um dia em que a maior (?) parte das mulheres está livre e pode usufruir da companhia dos seus filhos. E vice-versa.
Talvez mais pessoas visitassem os Museus, pelo menos uma vez por ano, se fosse Sábado. Não entendo estas lógicas. Que não se altere o Dia do Trabalhador, ou o Dia do Natal, compreendo, mas o Dia do Museu poderia ser em qualquer dia do mês, ou não?
terça-feira, 17 de maio de 2005
O presente
Lembrei-me então de uma pergunta que me fizeram há uns tempos atrás. Descrevia eu a forma como certa pessoa se tinha vestido para uma visita ao A. à V. Categorizei a imagem como qualquer coisa perto de "um ar de puta". Não tens vergonha de estar assim com ela em público? O imediato "claro que não" que me saiu naquela altura não me parece nada sincero visto à luz deste episódio...
soltos por aqui...
oa forma de convívio com o meu cabelo ralo
e a diversa cor que há nos olhos das pessoas
Só tu me acompanhastes súbitos momentos
quando tudo ruía ao meu redor
e me sentia só e no cabo do mundo
Contigo fui cruel no dia a dia
mais que mulher tu és já a minha única viúva
Não posso dar-te mais do que dou
este molhado olhar de homem que morre
e se comove ao ver-te assim presente tão subitamente
*
Este céu passará e então
teu riso descerá dos montes pelos rios
até desaguar no nosso coração
*
É triste ir pela vida como quem
regressa e entrar humildemente por engano pela morte dentro
*
Digam que foi mentira, que não sou ninguém,
que atravesso apenas ruas da cidade abandonada
fechada como boca onde não encontro nada:
não encontro respostas para tudo o que pergunto nem
na verdade pergunto coisas por aí além
Eu não vivi ali em tempo algum
*
Mesmo que não conheças nem o mês nem o lugar
caminha para o mar pelo verão
*
Amei a mulher amei a terra amei o mar
amei muitas coisas que hoje me é difícil enumerar
De muitas delas de resto falei
*
Ver-te é como ter á minha frente todo o tempo
é tudo serem para mim estradas largas
estradas onde passa o sol poente
é o tempo parar e eu próprio duvidar mas sem pensar
se o tempo existe se existiu alguma vez
e nem mesmo meço a devastação do meu passado
*
Tem o amor a arte de tornar eterno
aquele que por amor tem de morrer
e até de morrer jovem amiúde pois os deuses amam
aquele que perece em plena juventude
e assim se fixa petrifica e permanece
*
Nomeei-te no meio dos meus sonhos
chamei por ti na minha solidão
troquei o céu azul pelos teus olhos
e o meu sólido chão pelo teu amor
e um olhar perdido é tão difícil de encontar
como o é congregar ventos dispersos pelo mar
*
Para a dedicação de um homem
Terrível é o homem em quem o senhor
desmaiou o olhar furtivo das searas
ou reclinou a cabeça
ou aquele disposto a virar decisivamente a esquina
Não há conspiração de folhas que recolha
a sua despedida.
Nem ombro para o seu ombro
quando caminha pela tarde acima
A morte é a grande palavra para esse homem
não há outra que o diga a ele próprio
É terrível ter o destino
da onda anónima morta na praia
*
talvez seja o seu mar, talvez seja a sua morte, ele cola-se a mim como poucos outros
E tudo era possível
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lido
Chegava o mês de maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecido
E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer
Só sei que tinha o poder duma criança
entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer
Ruy Belo, Homem de Palavra[s]
Lisboa, Editorial Presença, 1999 (5ª ed.)
Ruy Belo - porque merece que se saiba quem é
Gabinete do Secretário de Estado da Administração Educativa
Despacho nº 8813
Professor, cidadão exemplar, antigo funcionário do Ministério da Educação, homem de cultura e de diálogo, Ruy Belo (1933-1978) é um dos poetas marcantes deste século com uma obra de referência na literatura portuguesa contemporânea quer pelos temas que abordou, quer pelos caminhos inovadores que trilhou com inspiração, inteligência, sabedoria e sentido de modernidade — usando as potencialidades da língua para exprimir os sinais dos tempos e o sentido poético da vida quotidiana.
Ruy de Moura Belo nasceu na pequena aldeia de S. João da Ribeira, no concelho de Rio Maior. Licenciou-se em Direito e, posteriormente, em Filologia Românica. Fez o doutoramento em Direito Canónico pela Universidade Gregoriana de Roma, com a tese "Ficção Literária e Censura Eclesiástica".
Entre 1958 e 1961 desempenhou as funções de director literário da Editorial Aster e chefe de redacção da Revista Rumo. Em 1960, exerceu no Ministério da Educação Nacional o cargo de adjunto do Director do Serviço de Escolha de Livros, ao qual veio a suceder como director.
O ano de 1961 revelou-se decisivo para Ruy Belo. Ingressou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Aí, foi aluno, entre outros, de Maria de Lurdes Belchior e Luís Filipe Lindley Cintra, com quem estabeleceu uma forte relação de amizade. Nesse ano, publicou a sua primeira obra poética "Aquele grande rio Eufrates" que, conjuntamente com a obra "Colher na boca" de Herberto Helder, marcou uma viragem na moderna poesia portuguesa.
Em 1962, foi publicado "O problema da habitação — alguns aspectos", cujo tema foi abordado por outros escritores. Posteriormente, numa cadência regular, deu-nos "Boca Bilingue" (1966), "Homem de Palavra(s)" (1969), "Transporte no Tempo" e "País Possível" (1973), "A Margem da Alegria" (1974) e "Toda a Terra" (1976).
Durante esse período, traduziu diversos autores, de que se destacam Saint-Exupéry, Blaise Cendras, Raymond Aron, Jorge Luís Borges. Em 1969, publicou o volume de ensaios e crítica literária "Na Senda da Poesia".
A partir de 1975 e até 1977, exerceu o cargo de Leitor de Português na Universidade de Madrid, após lhe ter sido vedada a carreira universitária que desejava e claramente merecia.
A sua formação católica conduziu-o a uma "consciência do colectivo empenhado, combatente e consciente dos graus de esmagamento do homem", segundo Joaquim Manuel Magalhães, levou-o a intervir politicamente de forma directa, através da candidatura a deputado pela CEUD em 1968, como fundador da SEDES (1969) e, sobretudo, através da sua escrita, que nunca sendo panfletária, esteve sempre atenta às grandes questões sociais e políticas, com "imersão no mundo dos outros".
O seu último título poético, "Despeço-me da Terra da Alegria" (1976), trouxe já a premunição do fim próximo que veio a ocorrer na sua casa do Monte Abraão em Queluz.
Com o desaparecimento do poeta, Portugal perdeu um dos "casos maiores da poesia portuguesa contemporânea", no dizer da professora Maria de Lurdes Belchior, e um homem "justo, bondoso, sincero, puro" na expressão do prof. Luís Filipe Lindley Cintra, "Vivemos convivemos resistimos/cruzamo-nos nas ruas sobre as árvores.../Vivemos convivemos resistimos/sem bem saber que em tudo um pouco nós morremos" — assim era o poeta, na força da sua generosidade e da sua fraternidade — sempre atento ao "Sinal deste silêncio que não permite/desistir de cantar enquanto vivo"...
Pedagogo, antes de tudo, Ruy Belo deixou recordações da sua humanidade que têm de ser lembradas. E sobre as crianças disse: "Senhor que a minha vida seja permitir a infância/Embora nunca mais eu saiba como ela se diz"...
É, deste modo, de inteira justiça a proposta do Conselho Directivo da Escola dos 2º e 3º ciclos do ensino básico Monte Abraão, Queluz, Sintra que obteve a concordância da Câmara Municipal, no sentido da atribuição do nome Ruy Belo àquele estabelecimento de ensino.
Assim, preenchidos que estão os requisitos e demais formalidades previstos no Decreto-Lei nº 387/90, de 10 de Dezembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 314/97, de 15 de Novembro, determino:
A Escola dos 2º e 3º ciclos do ensino básico Monte Abraão, Queluz, Sintra passa a denominar-se Escola Básica dos 2º e 3º ciclos Ruy Belo, Monte Abraão, Sintra.
segunda-feira, 16 de maio de 2005
TPC
domingo, 15 de maio de 2005
e lá vai mais um...
TagusPark - Tercena - Cascais - McDonald's - Campo - Tercena - Cascais
Cascais - Tercena - Cascais - Praia - Casa - Campo - Tercena - Cascais
Cascais - Tercena - Cascais - Praia - Casa - Cascais - Tercena - Cascais
Podia ter sido pior...
Mistica
nena me haces vibrar
tu cuerpo rima con tu cara
y me seduce tu mirada
y ese calor que te envuelve
me llega y me toca
ay me quema!
tienes una forma seductora de moverte frente a mi
nena me hace vibrar (a mi)
dama, arañas como una gata
dama, eres hija de una diabla
in Mistica, Orishas
sábado, 14 de maio de 2005
Fazendo filhos por aí
- 3
- Mas 3 a contar com a tua?
- Sim. Quer dizer, agora tenho 4, a contar contigo!
sexta-feira, 13 de maio de 2005
Antigamente era assim, ai pois era...
Este não gostou e enviou-lhe a seguinte missiva cujo original se encontra na Torre do Tombo.
Carta dirigida pelo Corregedor de Santarém ao Duque do Cadaval, Ministro do Reino
Santarem, 25 de Maio de 1786
Senhor Duque do Cadaval
Excelência.,
Se a condição do nascimento me põe em circunstâncias de Vª Exª me tratar por tu... caguei para mim.
Se não é o nome mas o alto cargo que exerço de Corregedor de Santaém que me põe em condições de Vª. Exª me tratar por tu... caguei para o cargo.
Mas se nem uma nem outra coisa levaram Vª Exª ao dirigir-se tratar-me por tu caguei para o tratamento.
Rogo, pois, a Vª Exª se digne esclarecer-me este assunto a fim de saber se deverei ou não cagar para Vª Exª.
Atenciosamente
a) José Figueiredo d`Abreu
(Corregedor de Santarém)
quinta-feira, 12 de maio de 2005
puta e prostituta
quarta-feira, 11 de maio de 2005
não serei mulher igual, talvez...
terça-feira, 10 de maio de 2005
Espelhos normais e Espelhos transparentes
XV J'ai presque peur en vérité
Tant je sens ma vie, enlacée
À la radieuse pensée
Qui m'a pris l'âme l'autre été,
Tant votre image, à jamais chère,
Habite en ce cœur tout à vous,
Mon cœur uniquement jaloux
De vous aimer et de vous plaire;
Et je tremble, pardonnez-moi
D'aussi franchement vous le dire,
À penser qu'un mot, un sourire
De vous est désormais ma loi,
Et qu'il vous suffirait d'un geste,
D'une parole ou d'un clin d'œil,
Pour mettre tout mon être en deuil
De son illusion céleste.
Mais plutôt je ne veux vous voir,
L'avenir dut-il m'être sombre
Et fécond en peines sans nombre,
Qu'à travers un immense espoir,
Plongé dans ce bonheur suprême
De me dire encore et toujours,
En dépit des mornes retours,
Que je vous aime, que je t'aime !
La Bonne Chanson, 1872
VERLAINE : Mon rêve familier (1866)
I L'implication de l'auteur
- L'emploi de la première personne du singulier: Le "je" de l'auteur s'adresse à un "tu" inconnu qui pourrait aussi bien être lui même (soliloque). Il s'oppose au elle qui introduit le récit du rêve. Verlaine reprend le "je" qui rappelle le mal-être chanté par les romantiques, pour nous suggérer peut-être que seul un être idéal pourrait déchiffrer son cœur, partagé entre les hommes et les femmes.
- L'emploi des adjectifs possessifs: Verlaine accentue sa présence à travers les multiples adjectifs possessifs à la première personne, mon front, mon cœur. Ces adjectifs renforcent l'idée que le poète est bien le principal personnage du texte
- L'effet des répétitions: Les répétitions sont souvent d'apparentes maladresses mais ici elles produisent un effet d'envoûtement pour mieux nous faire pénétrer le charme de la parole. La conjonction et qui apparaît 6 fois dans la première strophe crée l'effet d'une berceuse rythmique. La seconde répétition "elle seule" dans le second quatrain connote à la fois le soulagement et le regret, soulagement pour Verlaine d'avoir trouvé même si ce n'est qu'en rêve l'harmonie faite d'amour, de douceur et de compréhension, même s'il ne s'agit que d'un stéréotype de femme-mère et de femme-femme, mais aussi regret qu'il n'en existe qu'une seule qui puisse l'aimer et le comprendre.
- Valeur de l'exclamation et des interrogations: Par l'exclamation "hélas", Verlaine déplore peut-être qu'une seule personne et qui plus est appartenant au monde onirique puisse l'aimer et le comprendre, mais rien dans le texte ne nous permet de l'affirmer. Il peut également déplorer que cette femme appartient au royaume des morts, et dans ce cas sa créature de rêve ressemble plus à un ange. Les deux interrogations nous confirme dans cette voie. Il ne s'agit pas du rêve d'une rencontre possible mais au contraire de celui d'une rencontre impossible. La femme de Verlaine manque de précision, elle est envisagée d'une façon globale et abstraite.
Chama-se a isto abrir as ventas ao bicho. Tem de ser feito, de quando em vez... Não me perguntes porque o fiz.
Anónimo
Continuo intrigada
if
o desconcerto
sexta-feira, 6 de maio de 2005
Atenção ao que dizem!!!
MARIDO: Claro que não!
MULHER: Não? Não por quê? Não gostas de estar casado?
MARIDO: Claro que gosto.
MULHER: Então porque é que não casavas de novo?
MARIDO: 'Tá bem, casava...
MULHER: (com um olhar magoado) Casavas?
MARIDO: Então?...
MULHER: E dormirias com ela na nossa cama?
MARIDO: Onde é que tu querias que nós dormíssemos?
MULHER: E substituirias as minhas fotografias por fotografias dela?
MARIDO: É natural que sim...
MULHER: E ela ia usar o meu carro?
MARIDO: Não. Ela não tem carta...
MULHER: (silêncio)
MARIDO: Merda...
encerrado para descanso do escrevidor
quinta-feira, 5 de maio de 2005
afinal havia... engano!
*tens umas mãos tão bonitas. eu roo as unhas! olha, pois róis, são tão bonitas que nem tinha reparado...
O pecado da cruz
Finalmente apareceu o digno sucessor do Zé Cabra !!
Deveria ter som... mas eu não sei fazer o upload! Vá, aprendam a letra e procurem o som!!!!
Um interlúdio musical de fino recorte (reparem no nível da letra). Directamente do Brasil... é rolar de tanto rir com o rei do brega!
I LOVE YOU TONIGHT
(Falcão/ Rodrigo Santoro/ Marcos Romera)
I love você
e sei que você
também love mim
I love you.
E quero receber
o que você prometeu
only para eu.
Only for you...
Se não for assim,
é melhor para mim
ficar sem ver tu.
I need you...
Pois esse seu jeitin
me deixa doidin,
doidin for you
I love you...
I love you tonighti
tonighti... tonighti
I love you tonighti
tonight ... tonight
I love you tumatchi
I love seu corpinho
I love seu umbiguinho
I love seu pézinho
I love seus cabelinho
I love seu pescocinho
and I love seu buchinho.
chuchuchurá...
I love seu rostinho
I love seu suvaquinho
I love seu olhinhos
I love sua bochechinha
I love sua bundinha
and I love you todinha
I love you...
I love you tonighti
tonight... tonight
I love you tonighti
tonight ... tonight
I love you tumatchi
quarta-feira, 4 de maio de 2005
DANÇAR É RECEITA IDEAL PARA ALIVIAR O STRESS
Africanidade 04-06-2004
Dançar alivia o stress, rejuvenesce o espírito e nos deixa simplesmente felizes e alegres. Talvez por isso, o uso do cigarro, comum entre os europeus, não seja tão habitual entre nós os africanos. Temos uma receita mais saudável e interessante para desanuviar as nossas angústias, sem contar que ela é natural e divinal. Uma bênção de Deus para o continente de emoções, onde tudo é assinalado com a magia do ritmo.
Em Lisboa, a vida do estudante é assim. Depois de uma semana de trabalho, encontramo-nos no local de sempre. Esquecemos as dificuldades, ignoramos tudo e mergulhamos na Magia da Dança Africana, simplesmente sensual e cativante. Já houve quem dissesse que dançar “Kizomba” é fazer amor com roupa. Desconheço o autor desta sábia frase, mas ficou gravado na minha memória. Subscrevo essa afirmação, tomando em consideração o meu próprio exemplo e de demais pessoas poderemos constatar quando vamos “pra Night.”
Em todo o caso, seja qual a forma e o sentido que lhe queira ser atribuído, todos reconhecemos que os cabo-verdianos, sobretudo quando ainda são estudantes, adoram um bom “pé di badju”. Prova disso é o nosso ponto de encontro em Lisboa. Aquele local é hoje referenciado como “nossa Discoteca”. Aí revemos amigos, conhecemos os recém-chegados e também, aproveitamos para saber notícias da Terra Mãe.
Bem, não sei o que pretendo, escrevendo coisas tão banais e descabidas de qualquer interesse. Apetece-me simplesmente. Como podia apetecer-me dançar, cantar, ou algo semelhante. São coisas assim, sem motivos especiais, simples, que nos dão prazer e significado à nossa vida. Nisto reside o segredo da alegria do povo africano. A nossa vivacidade, o nosso calor, a nossa sensualidade e humanidade expressam-se na nossa forma de dançar aos pares, exprimindo a união, a cumplicidade e indo ao encontro do cenário do Jardim do Éden.
Para mim, o movimento das ancas, o sobe e desce, o roçar dos corpos quentes e das almas escaldantes, o sentir as respirações e o bater dos corações são sinais e pormenores de um mundo tipicamente das noites africanas em Lisboa. Essa é a nossa cultura, está no sangue esta chama que nos consome e nos ordena a esquecer o cansaço e a fugir do sono, simplesmente porque é bom dançar, sabe bem, e o resto das emoções...meus amigos!!!.... só dançando....!!!! Vai uma dança???
Vem aí o fim de semana. Apetece-me dançar, por isso marcamos encontro no local de sempre. Já tenho convite para a festa, recebi-o de um estudante na cantina. Tenho um problema, se calhar não sou o único. Não tenho dinheiro. Mas como se sabe, queixamos de dinheiro para tudo, menos para uma festa de estudantes cabo-verdianos. Por isso vou, gastar os 5€ do pouco que ainda tenho.
Bora Lá Pessoal !!!! – Vamos curtir que a vida não é só estudar....
by João Dono
País de brandos costumes
Não tenho por hábito ver televisão. Vivi tempo suficiente fisicamente longe dela para não lhe sentir a falta agora. Mas hoje estava cansada e deixei-me esparregar (isto vem de esparregado, tem uma consistência perfeita) no sofá e fui fazendo zapping. Encontrei-me com um pai e uma avó que mataram uma Vanessa de 5 anos. Não sei onde nem porquê, mas percebi que teriam andado à procura dela numa feira, fingindo preocupação e (tentando) afastar suspeitas. Ainda não passou muito tempo desde o episódio da Joana do Algarve. Uma trama que deixaria qualquer Agatha Christie de bamba. Há uns anos atrás lembro-me de uma história de um outro pai que, num qualquer acesso de fúria, atirou pela janela do 2º andar o frigorífico. Ainda não contentado, aproveitou a vidraça partida e atirou dois dos filhos. As histórias são infindáveis, se visse mais televisão teria cenas para 1001 takes de um filme de humor negro, talvez um Tarantino, como eu gosto. Uma coisa é certa, podemos não ser um país de brandos costumes, mas que temos imaginação sórdida e rebuscada a dar com pau, ai isso temos!
* Tenho por hábito escrever Pai, Mãe, Avó... em caixa alta, mas aqui escolhi propositadamente a baixa.
Portugal a alta velocidade
Não acredito em milagres
O reencontro com a Irmã R. e a ida a Fátima.
A tarde de Domingo foi repleta. Entre os passeios, amigos, chutos na bola, estivemos com a Irmã R. Como sempre, tu quiseste ir! Pediste. Durante mais de uma hora ouvimo-la falar do encontro com Jesus, és Batisado, tens a Primeira Comunhão e o Crisma. Tens porque, aos 12 anos, TU escolheste ir para a Catequese e seguir esse caminho. Não tens rezado, é verdade - só quando joga o Sporting... - confessaste. Também conta, para mim pelo menos, e acho que Jesus não se importa. A Irmã R., como sempre, deixou nas tuas mãos a escolha ou não do caminho ao encontro de Jesus. Disse só que achava o caminho bom. Falou-te da Oração, da Reflexão, da Felicidade, da Bondade. E deixou-te seguir, sem qualquer medo de Pecado, Inferno, Punição.
No fim dessa hora, já no carro sorri para ti. Grande ensaboadela que levaste, hein?!?”. A resposta foi muito curta. Eu gosto muito de tudo o que a Irmã R. diz. Não posso acrescentar nada. Talvez só um àparte, a Irmâ R. é o caminho de todos nós.
Ontem foste a Fátima. Pelo que me contaram, não só tu, mas todos os meninos sentiram qualquer coisa de forte lá. Falaram da Vida, falaram do Papa, do que morreu e do que o veio substituir, falaram de Nossa Senhora a Mãe de todos, sobretudo dos que não têm outra. Bebeste a água que purifica. Rezaste pelo Sporting e por outras coisas que não sabes bem explicar. Já na semana passada andavas a falar desse passeio. Achei que, acima de tudo, estavas contente pelo passeio, por um dia diferente, longe dos corredores da escola, longe das fórmulas matemáticas e do “não satisfaz” do último teste. Mas não. Agora sei que foste à procura daquela senhora de que a tua Mãe tanto gostava. Falaste do pratinho, com os vossos nomes e a imagem dela numa nuvem de todas as cores, oferecida pela A. há uns anos atrás, num dia da Mãe.
Não sou eu, com toda a certeza, que te vai empurrar no sentido desse caminho. O caminho da Fé. Infelizmente não tenho esse dom, o dom de acreditar com todas as minhas forças. O dom da Fé pura. Não tenho, nunca tive e não sei como o encontrar. Mas vou, também com toda a certeza, ainda com mais certeza, ajudar-te sempre no caminho que escolheres.
Os ídolos aos 15 anos
Não é que não possa fazer isso com esta idade, há por aí tanto homem mais velho cheio de calendários nas paredes das oficinas... teria era de arranjar uma boa explicação para com quem partilha o espaço comigo. Arrisco-me a adormecer asfixiada nas mamas de alguma Pamela Anderson...
terça-feira, 3 de maio de 2005
Sorriso aberto
Blogs e não blogs
Terra da Alegria
Acho que há uma alegria que é tão triste. Que nasce não se sabe de onde mas que nos mantém por cima de todas as ruínas. Tão triste. Possivelmente há gente suficiente, suficientemente triste para nos poupar a esse estado de alma. Há quem espie por nós, os insuficientes.
Universalidade (?)
Universalidade
Não se trata do amor
agora ando a pôr nos dedos as palavras dos outros...
HAFLA por Cheb Khaled
Comme si je n'existais pas,
Elle est passée à côté de moi
Sans un regard, reine de "Saba",
J'ai dit Aïcha prends tout est pour toi
Voici les perles les bijoux,
Aussi l'or autour de ton cou
Les fruits, biens mûrs au goût de miel,
Ma vie, Aïcha si tu m'aimes
J'irai où ton souffle nous mène,
Dans les pays d'ivoire et des baignes
J'effacerai tes larmes ou tes peines,
Rien n'est trop beau pour une si belle
Je dirai les mots, les poèmes,
Je jouerai les musiques du ciel
Je prendrai les rayons du soleil,
Pour éclairer tes yeux de reine
Elle m'a dit: "Garde tes tresors,
moi je vaux mieux que tout ça
Des barreaux sont des barreaux, même en or
Je veux les mêmes droits que toi
Du respect pour chaque jour,
Moi je ne veux que de l'amour "
Comme si je n'existai pas,
elle est passée à côté de moi
Sans un regard, reine de "Saba"é,
J'ai dit...
Aïcha prends tout est pour toi
Aïcha, Aïcha écoute moi, Aïcha, Aïcha écoute moi
Aïcha, Aïcha t'en vas pas, Aïcha, Aïcha, regarde moi
Aïcha, Aïcha réponds moi, Aïcha, Aïcha écoute moi
Aïcha, Aïcha t'en vas pas, Aïcha, Aïcha, regarde moi
Aïcha, Aïcha répond moi, Aïcha, Aïcha écoute moi
Aïcha, Aïcha t'en vas pas, Aïcha, Aïcha, regarde moi
segunda-feira, 2 de maio de 2005
A ciência desistiu
recuo seis anos
Extasy
Deixa eu saber
Qual é o teu desejo
Mais secreto
Deixa ver, qualé a magia que há em ti
Conta pra mim
Onde é que está a chave
Desse teu mistério
Meu amor, você nasceu pra mim
Tens aquele jeito, que me põe a viajar
Olho pra ti, me perco no teu olhar
E sobrevoar o céu da tua boca
Eu quero mais e muito mais...
Baby, baby, baby
Chama que eu avanço
Quando me embriago no teu corpo, eu não me canso
Crazy, crazy
Vem minha pequena
Pra fazer aquela cena que vimos no cinema
Extasy, pra ti
Extasy
Extasy, pra mim
Extasy
Já não quero saber, do jornal ou da TV
Daquilo tudo que me dava prazer
Não quero nada que não seja você
Só eu e você
Tudo pode acontecer
Vem
A minha mente fantasia com o teu ser
Vem
Todos os meus sentidos chamam por você
Agora, vem
Pra mim só há tu e eu
Eu quero entrar na tua mente
Fazer contigo qualquer coisa diferente
Te seduzir, fazer um jogo
E saciar esse teu desejo ardente
Realizar as mil ideias
Que vagueiam aqui na minha mente
Ser teu amante e confidente
Hoje
Vou viajar na geografia do teu corpo nu
Sem tabus
De norte a sul
Eu quero ser o sol que brilha no teu céo azul
Niña minha
A tua mente é minha
A minha mente é tua
Hoje a noite toda é só nossa
Onde vais que não te alcanço?!
Como são quase inexplicáveis os segredos do nosso cérebro!
Sguedno um etsduo da Uinvesriadde de Cmabgirde, a oderm das lertas nas pavralas não tem ipmortnacia qsuae nnhuema. O que ipmrtoa é que a prmiiera e a utlima lreta etsajem no lcoal cetro. De rseto, pdoe ler tduo sem gardnes dfiilcuddaes... Itso é prouqe o crebéro lê as pavralas cmoo um tdoo nao lreta por lerta.
Comentário espontâneo: Foad-se è msemo veadrde.
E andamos nós a instalar correctores ortográficos... Para quê?
decifrar
gostava ter queda para a escrita.. mas infelizmente não, tenho q pensar duas vezes antes de escrever o código postal numa carta, tão mau que é o meu dom.
Por isso desculpem qq coisinha.
O que me vai na alma neste momento é tão simples e complexo como a nossa própria existência... que qualquer pessoa sábia dirá ser extremamente simples, nós é que a complicamos -a diferença entre o homem e a mulher. Não me refiro às óbvias diferenças físicas (cada mais mais atenuadas pela manipulação estética :) mas a pensamentos e reacções.
O meu desejo cada vez mais forte é noutra vida ser mulher. Não fisica mas espiritualmente , e não esquecendo o que aprendi nesta vida, para então, finalmente, entender o mundo.
As mulheres possuem uma qualidade que é tão extraordinária como é aberrante. Investem tremenda energia e preocupação ao conseguir pensar em 50.000 coisas em simultâneo. No emprego, na família, no corpo, na aparência, nos amigos, no que vão fazer para o jantar hoje, e amanhã, na celulite... no cabelo, como será que as pessoas me aceitam... enfim, num sem-fim de coisas, algumas delas verdadeiramente inúteis.
Mas o que mais me surpreende é conseguirem levar uma vida aparentemente pacata e objectiva com toda esta revolução interior.
Se ao menos soubessem que os homens não se podiam importar menos com questões tão banais... nós vivemos um dia de cada vez mas com um objectivo futuro. Se ao menos sonhassem que não somos aquelas bestas animais que apenas pensam em 3 coisas: carros, mulheres(sexo) e futebol (não por esta ordem necessáriamente)....
Nada mais longe da verdade...até porque genéticamente não conseguimos pensar em mais que uma delas em simultaneo ;)
Não podiamos preocupar-nos menos com celulite, cabelo espigado e baton nos dentes.
O homem quer e tenta transmitir paz...viver o momento da melhor forma pois pode não haver outro igual... Este passa e vem outro, mas não o mesmo !
Tão bom que seria, homem e mulher partilharem e viverem na mesma onda (que nao volta)...quantas vezes o homem apenas quer um momento simples de prazer... sem se preocupar se no hotel há pessoas que nos vêem ou já são 11:00.
A mulher partilha a vontade do homem, mas não se entrega da mesma forma... a sua cabeça não o permite, a sua existência não deixa.
E assim perdem-se momentos, ondas que não voltam...
Seria maravilhoso, por um momento que fosse, tudo se esclarecesse... a existência seria tão simples e a vida um prazer constante..
ou quem sabe estamos condenados a viver esta eterna confusão do decifrar uma existência conturbada e aleatória.
o meu desabafo de quem não entende as mulheres.



