quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

and she will die alone

às vezes venho aqui só porque tenho saudades tuas

terça-feira, 9 de julho de 2013

noites de música

domingo, 7 de julho de 2013

se eu pudesse

escrevia um poema
um daqueles que ainda não foram escritos

quarta-feira, 26 de junho de 2013

o sono

um dia, sem que ela o houvesse alguma vez imaginado, perdeu a paz do seu sono e conheceu a angústia dos que não dormem fechados nos seus próprios pesadelos.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Perdi os Meus Fantásticos Castelos

Perdi meus fantásticos castelos
 Como névoa distante que se esfuma...
 Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
 Quebrei as minhas lanças uma a uma!

 Perdi minhas galeras entre os gelos
 Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!

 Perdi a minha taça, o meu anel,
 A minha cota de aço, o meu corcel,
 Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...

 Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
 Sobre o meu coração pesam montanhas...
 Olho assombrada as minhas mãos vazias...

Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"

e o rio secou

já não tenho lágrimas, só um vazio que rasga, parte e dói. o rio secou.

Adeus

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.
Era no tempo em que os meus olhos
eram os tais peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade:
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus

Eugénio de Andrade

sábado, 8 de junho de 2013

sábado, 1 de junho de 2013

às vezes apetece deixar a vida passar, não ver, não fazer, não acontecer, não sentir, não viver

a dúvida

já não sei se tenho sono se vontade de desistir

quinta-feira, 16 de maio de 2013

As palavras dadas aos outros

já muitas vezes falei aqui das palavras que se tornam do outro quando largadas ao vento. há sempre uma história por trás das palavras que contam as histórias que construo de palavras, palavras que são do outro mal as solto. há mesmo histórias que já nem são minhas de todo. acho mesmo que por vezes me esqueço da história das histórias que escrevo. e por isso qualquer história serve a história que é lida. E cada história visitada um dia pode ser uma nova história vivida no imaginário do outro. As palavras já não são minhas, nem as quero. são vossas, vivam-nas, façam delas histórias que vos agradem. a Ursa será sempre a Ursa, mas isso só nós sabemos. o resto.... o resto são histórias em aberto.

KM 5

200 metros para o lado

terça-feira, 14 de maio de 2013

insónia.desconstrução

o caminho ao contrário
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=10151930944243065&id=720828064&_rdr

insónia

parada.dormir requer uma Paz que agora não tenho.levantar cedo.correr caminho.cansada.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

domingo, 12 de maio de 2013

quinta-feira, 9 de maio de 2013

diz-que-disse para ti também, whatever...

há o diz-que-disse
e depois há o sabe-que-sabe,
os dois são jogos tristes
[e estupidamente perigosos]
eu sei que sabes que ele sabe que tu sabes que eu sei,
entre outras variantes
o diz-que-disse evito
o sabe-que-sabe queria evitar
mas já não sei mais como

segunda-feira, 6 de maio de 2013

domingo, 5 de maio de 2013

odeio odeio odeio

odeio gente fraca
pior do que os beijinhos nos blogs, só mesmo gente fraca

sábado, 4 de maio de 2013

as perguntas ao contrário

às vezes, nem sequer se trata do que aconteceu; não sei se não sabemos como ou se não queremos tentar perceber o que não aconteceu.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

quinta-feira, 18 de abril de 2013

boa noite

às vezes dormir mais é só uma forma de viver menos

quarta-feira, 10 de abril de 2013

em segredo

e quem sabe talvez poder escrever assim no silêncio escuro do escondido...

terça-feira, 9 de abril de 2013

sem título

E se o passado fosse opção? Voltar, talvez. Ou não.