quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Recuperação
Realmente a vida surpreende-nos.
Lembram-se da menina que queria dar um pulmão? Nessa altura, e porque a Mãe da menina prendada com o pulmão da minha menina levou a mal tal presente, senti-me perdida e senti necessidade de perguntar ao mundo estarei louca?!? Apenas porque a minha menina é pobre e vive num mundo que não merece. E o mundo onde vive, o mundo que não merece, obriga-a a ficar afastada da menina a quem deu o seu pulmão.
Ao fim de 6 meses, recebi a resposta mais bonita que poderia esperar. Não me importa se é a certa, se é a errada, a racional, a emocional ou a mais disparatada. Para mim, esta resposta, foi um Universo de Sabedoria e Amor.
Vejam, é o terceiro, é um outro olhar sobre a minha angústia.
Um outro olhar said... uma conversa de uma míuda de 12 anos simples, sincera ao ponto de querer oferecer um pulmão e não medir as consequências. amor na verdadeira sentido da palavra, dar sem esperar nada em troca:) 00:08
É por causa destes pequenos momentos que vale a pena partilhar-me aqui.
posted by maresia at 10:11
7 Comments:
Mendes Ferreira said... outro olhar para melhor aprender o ver o que é verdadeiramente importante....obrigado.bom dia....cheio de mar.... 13:54
chuvamiuda said... ......obrigado pela partilha, do que realmente faz a diferença..... Beijinho 19:52
alyia said... Ando aqui meio perdida... não sei em qual dos 3 blogs parar... é que não sei ainda de qual gosto mais... Mas ainda bem que partilhas 21:22
spartakus said... boa tarde. disto tbém se fazem os dias. 18:19
JL said... A partilha não nos divide: preenche-nos. Não nos anula: engrandece-nos. E faz-nos mais felizes. Continua a partilhar-te assim. Um beijo 12:32
Zeca said... Quem é que não aceita? Agora vê lá e actualiza a tua xafarica. Já não postas (não é bacalhau) desde Fevereiro. Fica bem e quentinha. 20:51
Å®t_Øf_£övë said... A inocência das crianças é realmente cativante. Bjs. 23:01
domingo, 25 de fevereiro de 2007
Eu pensava que só as palavras eram dos outros. Afinal, a nossa imagem também o é...
Eu pensava que só as palavras eram dos outros.
Eu pensava que só as palavras eram dos outros.
Eu pensava que só as palavras eram dos outros.
Eu pensava que só as palavras eram dos outros.
Ali
"Para lá do resto"
1 Comment -
Show Original Post
maresia said...
Eu detesto o Colombo, mas esta ideia "Para lá do resto" é das melhores coisas que já ouvi (li), não nos últimos tempos, mas em toda a minha vida. Eu pensava que só as palavras eram dos outros. Afinal, a nossa imagem também o é...
10:32 PM
maresia said...
Eu ando tão cansada que já não consigo arrancar máscara nenhuma...
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Vida & Morte
Será isto o para o bem e para o mal? Na saúde e na doença? Então onde ficam o bem e a saúde? Nessa hora não precisamos uns dos outros?
Não percebo.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Depois do voto, o aborto III
As histórias paralelas são perfeitas...
Se a Sandra fosse como projectas, por exemplo, ali no ps final... teria a criança! e a mãe, nem que deixasse de dormir, ia estar com ela e ajudar! Bom, mas voltando às histórias, (e eu votei sim sem a menor dúvida), a Carminho não correu o risco da esterilidade! (ou, a ter corrido esse risco, foi em tão remota possibilidade que, estatisticamente, se torna não relevante), a Sandra ficou estéril.
A Carminho adormeceu a chorar e acordou pouco depois, chorando, é certo, mas sem sequer correr o risco de ouvir os guinchos de um qualquer carro da polícia para, depois da mágoa profunda e da marca nas entranhas, ter de se ver confrontada com julgamentos e mais punições... A Sandra, ainda nem sequer acordada, teve de ouvir em "apoio" à ambulância, o apito da polícia... ainda mal recomposta por fora, teria de responder perante todos, sobre uma dor que era só dela...
Por isso é fundamental a lei! Só por isso! Acabar com a cretinice, o desrespeito, a maldade de chamar a julgamento mulheres que... pelas suas razões, não tiveram como deixar crescer aquela esperança de vida...
Mas bom... já passou o dia 11, finalmente a lei será revista e...
Tudo está por fazer! Sim, que eu acredito que a educação está por levar em diante, que acredito que a parentalidade está longe de ser trabalho de meia dúzia de intenções, que a maternidade e a paternidade planeada e desejada ainda estão para demorar...
Se sou pela vida? Claro que sim! mas sou pela dignidade da vida mais ainda que a vida só por si!
Porque julgo que todas as pessoas deviam ter o direito a fruir isto a que chamamos vida e, nesse fruir, quero dizer poder aspirar ao desenvolvimento integral de quem se é, de quem se deseja ser, de quem se pode vir a ser e... neste mundo imperfeito que é o nosso... não é porque se nasce que alguma destas questões está, à partida, salvaguardada.
Tu és mesmo um Alien pah!
Maresia, antes de mais: LOL
"Sou uma cabra, sou. Uma cabra, uma filha da puta, o que quiserem. Sou aquela que anda com homens casados, sem remorsos e que nem vergonha tem disso..." DEMAIS!
Fartei-me de rir com este teu Post. A sério que sim. E porquê? Porque me pareceu tão genuíno e inteligente que me foi impossível não rir ao ler.
Olha, sinceramente acredito que a pessoa que escreveu aquele comentário nem vai entender este texto. As cócegas que aquele comentário te provocou, este texto não lhas vai provocar. Entendes?;)
O básico não chega ao elementar. E acho que vou ficar por aqui. Ainda estou a sorrir.
Bjs alienígenas
p.s- não li os comentários anteriores por isso não sei se houve alguma evolução lol
Crítica aceite, Simão
nunca tinha por aqui passado e não voltarei a fazê-lo, pois o que vi bastou-me.
Na busca de coisas giras deparo-me com tanta MERDA (e desculpem-me a vulgaridade, mas parece que está na moda ser obsceno para se ser modernaço ou tentar marcar a diferença) que me faz atrasar o passo mas também me solidifica a convicção de que não preciso de nada disso para ser diferente. Sou eu mesmo sem tentar chocar ou prejudicar outros.
Não preciso de contribuir para estragar casamentos, como acabei de ler algures por este blogue. Deixo que se estragem por sua conta. Não são os textos bem construídos que fazem as pessoas bonitas... onde anda a assertividade? e se todos nos cobríssemos com estas capas de intolerância, agressividade e crítica? Deixe as opiniões ser SIM e ser NÃO no seu direito pleno! Afinal a Sra.??? não é criticável por FODER a vida aos outros por ser "CABRA" e todas as coisas que assumiu e quem vota NÃO no aborto já é??? Afinal onde está essa democracia? Prossigo agora o meu caminho mas tinha que deixar o comentário ...
Aceite a crítica ou apague-o... não tenho blogue por isso assino o meu nome
Depois do voto, o aborto II
O feto é um ser humano.
Por muitas voltas lacrimegantes, que dêem.
Não podem fugir disso.
É um grande azar. Mas é a verdade, mesmo quando chamam de "cagada".
Evidente, cada um, chama aos filhos e netos o que quer.Veja-se este texto:
"que vida é essa que pode ter uma criança nascida porque a mãe não teve a chance de interromper a cagada que começou. "
Isto é do mais confuso, não se percebe quem é quem, mas também não vale a pena.
O feto, é um ser humano. Mesmo sendo para si, uma cagada.
Depois do voto, o aborto I
Patrícia. Por que será que as pessoas tentam se livrar da culpa fazendo referenduns ridículos que não fazem nada para ajudar os coitados mal paridos? Será que algumas dessas pessoas já teve uma filha de 9 anos grávida? Cada vez que escuto "referendum pela vida" me pergunto que vida é essa que pode ter uma criança nascida porque a mãe não teve a chance de interromper a cagada que começou.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Frase do dia
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
12 Fevereiro 2006
Adeus Ritinha, que a tua nova Mãe te trate e Ame como à mais bela das princesasAdeus Vandinha, que o teu novo Avô seja o colo que tanta vez te faltou.Eu, fico aqui, a tomar conta dos manos mais grandes. Acredito que será pelo melhor e todos vamos ser fortes, trocar as voltas à sorte e ser felizes separados."Eu nunca me esqueço de vocês"Nós também NUNCA NOS ESQUECEMOS DAS CAGANITAS! E vamos, todos, aprender a rir de novo. Mesmo quando as lágrimas não páram de brotar! Brutalmente brotar! Prometo que NUNCA vou deixar de estar ao lado dos manos, prometo.
posted by maresia at 11:45
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Resposta oficial
Espero que tenhas MUITOS pesadelos a meio da noite. Cabras como tu merecem isso mesmo.
Não tenho papel azul de 25 linhas, muito menos timbrado, mas aqui fica a resposta final, oficial e definitiva a todos os que me têm perguntado se eu sei quem deixou este comentário ali.
Não, não faço pute ideia de quem tenha sido. Uma coisa garanto, quem disse isto, ou não me conhece de todo, ou não dá muito à inteligência.
Não que eu não seja uma cabra, nada disso! Sou uma cabra, sou. Uma cabra, uma filha da puta, o que quiserem. Sou aquela que anda com homens casados, sem remorsos e que nem vergonha tem disso. Sou a que manda os amigos pr'o caralho por dá cá aquela palha. Sou a que não vota e a que não tem pachorra para ser simpática. Sou a falsa e a excessivamente verdadeira. Sou aquela à roda da qual tudo gira. Sou sim, EU.
A questão é outra, bem mais retorcida. Bem mais minha e de quem me conhece, quer me odeie ou adore. Ou nem uma nem outra...
A minha primeira reacção, quando abri o aviso de comentário na minha caixa de correio e li, a primeirinha reacçã, aquela que não controlamos, a que vem da pele sem passar pelo cérebro, foi qualquer coisa entre um sorriso irónico e uma gargalhada de gozo. Depois apaguei a mensagem de aviso. E ri só um bocadinho mais.
Só mais tarde, quando começaram as perguntas, descobri onde tinha sido comentado.
Quem escreveu isto e tanto me odeia, se me conhecesse bem ou fosse minimamente esperto, nunca se colocaria numa posição de desvantagem perante mim. Atacar-me desta forma fez-me cócegas. Não me parece que fosse esse o objectivo do comentador.
O aborto, a menina de 12 anos, a sua filha e a desgraça delas*
Nos últimos dias tenho sido questionada constantemente sobre o meu voto no referendo. Isto começa logo à partida por ser uma pergunta descabida pois, como é óbvio, nem me passa pela cabeça ir votar. Quem me conhece, sabe bem que eu me dou assumidamente o direito de não exercer este direito.
Já ouvi longos sermões sobre a democracia, a liberdade de escolha, a repressão... eu nem sei. Sinceramente? Eu não acredito na democracia. Nem sei bem definir "democracia". E sim e não, eu vivi de alguma forma o antes-25 de Abril de 1974 mas nem estou preocupada.
Não que eu seja a favor da ditadura ou na anarquia! Apesar de que, entre estas duas últimas, acho que ainda acredito mais na ditadura!
Horrorizam-me as atrocidades ditadas por um ditador, claro, mas a ditadura carrega em si uma coisa que eu venero, o sentido de revolução, a necessidade de luta, o despertar de ideias, o combate ideológico. Pois, o combate físico e a morte também, eu sei!
O Homem, quando decide, tem tendência a decidir com as entranhas. E nas raras vezes que decide com a cabeça, há sempre uma qualquer entranha que se infiltra na sua cabeça. Dito isto, mais vale sermos obrigados a seguir um horror qualquer ditado por um ditador do que andarmos a espalhar horrores individuais.
E já perdi o aborto algures...
Eu tenho vivido intensamente situações que não consigo encaixar em referendos, em sim ou não. Não consigo. Mas gosto de andar por aí, de um lado para o outro, a ler, a assimilar, a discutir ideias. Que se lixem as posições. Depois de ter lido este texto, e relido, e relido e relido encetei uma conversa com uma das minhas amigas de sempre, que está grávida e que é 100% pelo dito "sim à vida".
Pedi-lhe que me enviasse mais coisas, que me fizesse chegar outros textos. Mas desde logo me questiono sobre o significado do "sim à vida". O que quer mesmo isso dizer?
Literalmente, ela:
Se gostas de ler, eu neste processo todo, devo dizer que tenho uma posição mas foi… pensada porque eu duvidei imenso e (assim gosto de pensar) que eu própria é que cheguei aqui, não fui influenciada directamente por terceiros (é tipo a compra da Bimby, ah,ah).
E, a não ser aquelas nossas breves palavras de troca de emails, acho que neste assunto «não convences ninguém», quer dizer, as pessoas podem aprender coisas, mas é um processo (ou deve ser) muito pessoal. As pessoas é que devem procurar por si os argumentos do sim e do não.
Eu faço por não mandar emails do não a quem penso que vota sim, porque as pessoas têm as suas razões. E devem chegar às suas conclusões por si... não sei.
Mas tenho uma amiga que me manda imensos mails do sim e já que gostas de ler, já agora e título de curiosidade, mando-te esta** nossa breve correspondência s/ as duas versões**
Literalmente eu:
Podes mandar-me coisas, do sim e do não... decididamente EU nunca vou mudar de opinião por me empurrarem para um lado, já me conheces, questiono de mais a vida para ir encarneirada.
Sabes, estou muito angustiada com uma coisa. Andamos aqui a debater o aborto, se é vida, se é gente, se é Deus ou o Diabo... e sabes o que tenho em mãos neste momento? Uma menina de 12 anos que acabou de ter uma filha.
Nunca vi nenhum referendo sobre o que fazer quando já está cá fora a criança.
Acho tão absurdo preocuparmo-nos mais com um "girino", e digo isto sem qualquer intenção de desvalorização do ser, do que com as crianças que são mortas à nascença ou deixadas dentro de sacos de plástico nos caixotes do lixo.
O que é que se faz a uma menina de 12 anos que carrega uma filha nos braços? Separam-se? Ajuda-se? Adopta-se? Marimba-se?
Sinceramente, o que menos me preocupa no dia-a-dia é que as mulheres façam ou não um aborto. Desde que não tenha de ser eu a pagar, óbvio!
Se pode ser uma escolha própria, tem de ser auto-sustentada. Acho que não tem de ser o Estado a suportar esses custos com os meus impostos. Os meus impostos quero que vão para os que já cá andam no mundo...
Dito isto, só me apetece chorar!
Literalmente ela:
Boas questões!
Bjs
E mais, a minha V. tinha 13 anos quando pariu a minha L.
A minha V. escondeu, até ser tarde de mais para outras alternativas, a sua gravidez. Nos seus 13 anos de menina de escola, escolheu pôr no mundo o ser que carregava nas suas entranhas.
É feliz agora? Sim, muito feliz!
Foi a escolha certa? Não sei, sinceramente, não sei.
Foi a sua escolha, isso foi sem dúvida.
Queria ser Mãe aos 13 anos?
Queria responsabilizar-se pelo que já estava feito?
Não.
Não e não e não.
A V., com 13 anos, queria apenas o Pai da sua L., queria apenas o namorado de 16 anos.
A V. escondeu o mais que pode o seu estado de graça pensando no estado de desgraça que seria ficar com o seu namorado. Que, entretanto, foi preso. Foi para Caxias e vou abster-me de explicar porquê.
A V. é uma Mãe dedicada. Com os seus 16 anos crescidos de outra forma, põe em primeiro lugar a filha. Sempre. E cuida dos filhos de outros. Dá conselhos. Ajuda. É uma Mãe com um M bem grande.
Foi levada à força para uma casa de acolhimento onde não a deixam ser menina nem por dois dias. Não a deixam ficar até um pouco mais tarde na rua, ir ao cinema com as amigas da escola.
Não há uma presença de Avó que guarda a neta enquanto uma Mãe faz alguma coisa por si. Todas as Mães têm um tempo para si. Todas. Umas têm mais, outras têm menos, é verdade.
A V. é uma adolescente de 16 anos que nunca saiu à noite para dançar, conviver, rir, beber, caramba!
Tem outras responsabilidades e raramente a ouço lamentar. Tem saudades dos irmãos. De estar à noite em sua casa, tem saudades de ser o que nunca a deixaram ser – uma adolescente.
Sinceramente? Que se dane o mundo!
** ver Carminho & Sandra
Carminho & Sandra
(Mais a baixo na cidade)
Sandra senta-se no banco cor-de-laranja do autocarro 22 que sai de Alcântara. Chove lá fora. Encosta o nariz ao vidro para disfarçar duas enormes lágrimas que lhe rolam pela face. A mãe está sentada ao lado dela. Encosta o guarda-chuva aos pés gelados e aperta-lhe ternamente a mão. Há muito trânsito em Alcântara ao fim da tarde. A mãe tem um olhar triste e vago mas aperta com força a mão da filha de 18 anos. Estão juntas. A caminho de casa de Uma Senhora.
O BMW e o autocarro 22 cruzam-se a subir a Avenida Infante Santo.
Carminho despe-se a tremer sem nunca conseguir estancar o choro. Veste uma bata verde. Deita-se numa marquesa. É atendida por uma médica que lhe entoa palavras doces ao ouvido, enquanto lhe afaga o cabelo. Carminho sente-se a adormecer, depois de respirar mais fundo o cheiro que a máscara exala. Chora enquanto dorme.
Sandra não se despe e treme muito sem conseguir estancar o choro. Nervosa, brinca com as tranças que a mãe lhe fez de manhã na tentativa de lhe recuperar a infância. A Senhora chega. A mãe entrega um envelope à Senhora.
A Senhora abre-o e resmunga qualquer coisa. É altura de beber um líquido verde de sabor muito ácido. O copo está sujo, pensa Sandra. Sente-se doente e sabe que vai adormecer. Chora enquanto dorme.
Carminho acorda do seu sono induzido. Tem a mãe e a médica ao seu lado. Não sente dores no corpo mas as lágrimas não param de lhe correr cara abaixo. Sai da clínica de rosto destapado. Sabe-lhe bem o ar fresco da manhã. É tempo de regressar a casa. Quando a placa da União Europeia surge na estrada a dizer PORTUGAL, Carminho chora convulsivamente.
Sandra não acorda. E não acorda. E não acorda. A mãe geme baixinho, desesperada, ao seu lado. Pede à Senhora para chamar uma ambulância. A Senhora não deixa, ponha-se daqui para fora com a miúda, há uma cabine lá em baixo, livre-se de dizer a alguém que eu existo. A mãe arrasta a Sandra inanimada escada a baixo. Um vizinho cansado, chama o 112 e a polícia.
Sandra acorda no quarto 122 dias depois. As lágrimas correm cara abaixo. Não poderás ter mais filhos, Sandra, disse-lhe uma médica, emocionada. Sai do hospital de cara tapada, coberta por um lenço. Não sente o ar fresco da manhã. No bolso junto ao útero magoado, a intimação para se apresentar a um tribunal do seu país: Portugal.
ODEIO ESTA ABORDAGEM, a ti que a escreveste!
Literalmente ela:
Eu não sou insensível a estas coisas, custa-me tanto pensar na Sandra ou na Carminho como nos seres vivos/bebés, que elas matam, com a conivência das mães, ainda por cima, se não as tivessem... As mães que escolheram matar um ser indefeso, magoá-lo, porque já sente dor, em vez de terem a chatice de educar essa criança, dar-lhe vida... (se calhar a mãe da Carminho tinha de deixar de ir ao cabeleireiro todas as semanas e a da Sandra teria uma vida mais difícil, teria de trabalhar mais horas ainda, coitada - e isto não é ironia).
Mas as mães não se fizeram para matar.
As que agora levam as filhinhas para as abortadeiras, deviam lá ter estado antes, atentas, ter educado, amado e ensinado as filhas para agora não estarem a «resolverem-lhes o assunto dessa maneira».
Porque isto acontece a muito boa gente e por variadas razões:
- não tiveram tempo porque trabalham muito
- não tiveram dinheiro, ou vocação, ou ajuda para educar as filhas
Se não puderam ou não as deixaram ser mães, agora era a oportunidade.
Deviam agora dar-lhes a mão e dizer que estavam lá por elas, para as ajudar a trazer essa criança ao mundo, porque 2 são melhor que 1, e não ajudá-las a, com mais ou menos dinheiro, matar um ser vivo a quem as filhas, ainda que sem quererem, deram VIDA.
Não há desculpa lamecha ou sentimental que valha a morte de um ser humano por uma razão fútil, as meninas poderem ter mais tempo para fazerem mais crianças, ou, terem mais iPods, ou poderem sair á noite e beber umas bejecas. Os nossos pais educaram-nos o melhor que podiam, mas se há coisa que os pais ensinam a todos os filhos é que devem ser responsáveis pelos seu actos. Dar amor aos filhos, dar apoio para o que precisam, sofrer por e com eles.
Só esta geração MacDonnalds e coca cola é que acredita que tudo é descartável, até os seres vivos que geramos.
Eu não sou insensível às dificuldades da vida, eu tenho um irmão deficiente, de uma riqueza extrema, que nos enriqueceu a todos, e que hoje em dia seria logo descartado à nascença com a conivência de todos, os que votam sim e os que votam não porque é mais fácil, é prático.
«Já viste o que é educar uma criança sem dinheiro? Já viste o que é ter de tomar conta de uma criança com dificuldades?»
Alguém devia explicar às pessoas que a vida é difícil. Mas é isso que a torna tão especial.
Eu acredito na liberdade individual, façam o que quiserem, mas não pensem que me comovem com sentimentalismos "telenevoleiros" sem substrato.
Este email que me mandaste fala do problema das classes sociais e não do aborto - Este email funciona igualmente com outro assunto qualquer, mas em vez do aborto, colocava-se uma doença, ou um bem material, ou a educação das crianças.
Porque há situações graves e deve haver caridade humana, mas com seriedade.
MAS JÁ GOSTO DESTA, amiga.
ps: aposto que a Sandra, ainda por cima, era preta e vivia na Cova da Moura, dassssssss
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Light A Million Candles
But you can!
With your help, we can eradicate this evil trade. We do not need your money. We need you to light a candle of support. The more candles we light, the more powerful our voice becomes.
This petition will be used to encourage governments, politicians, financial institutions, payment organisations, Internet service providers, technology companies and law enforcement agencies to eradicate the commercial viability of online child abuse.
They have the power to work together. You have the power to get them to take action.
Please light your candle at lightamillioncandles.com or send an email of support to light@lightamillioncandles.com.
Together, we can destroy the commercial viability of Internet child abuse sites that are destroying the lives of innocent children.
Kindly spread this message to your friends, relatives and work colleagues so that they can light a candle too.
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Apeteceu-me rir, foi só isso...
Um índio foi a um bordel e disse:
- Índio qué mulhé, índio tem dinheiro!
- E índio tem experiência? Já fez antes? perguntou a dona do bordel
- Índio primeira vez...
A dona do bordel ponderou.... - Então, índio vai ao mato, procura um buraco numa árvore, aprende como se faz e, depois, volta aqui.
Uma semana depois, o índio voltou ao bordel...
- Índio que mulhé, índio tem dinheiro, índio já aprendeu!
Então, a dona do bordel mandou o índio subir para um quarto onde já estava uma mulher à espera dele. O índio subiu, entrou no tal quarto, mandou a mulher despir-se e "ficar de quatro". Depois, pegou um pedaço de pau e começou a bater na bunda da dita que, aos gritos, perguntou:
- Índio está maluco? O que índio está fazendo?
- Índio tá vendo primeiro se tem abelha no buraco!
.......
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Sexta-feira da Redacção
1. Monarquia
2. Sexo
3. Religião
4. Mistério
Passados poucos segundos. o menino Joãozinho levanta a mão e avisa que terminou. A professora incrédula pede-lhe que leia a sua redacção. Ele levanta-se, pega na folha, afina a garganta e lê:
MANDARAM A RAINHA LEVAR NO CU! OH, MEU DEUS! QUEM TERÁ SIDO?
Sexta-feira da nadadora
- Mas não sabemos nada um sobre o outro!
- Não há problema, nós nos conheceremos com o tempo.
Ela concordou. Casaram-se e foram passar a lua de mel num luxuoso Resort. Uma manhã , estavam ambos recostados junto à piscina quando ele se levantou, subiu para a prancha de 10 metros, realizou uma demonstração perfeita de todos os saltos que existem e voltou para junto da mulher
- Isso foi incrível!
-Fui campeão olímpico de saltos ornamentais. Eu não te disse que nos conheceríamos com o tempo?!
Então, ela levanta-se, entra na piscina e começa a nadar, ida e volta, ida e volta, ida e volta a uma impressionante velocidade. Depois de 30 voltas ela sai e vai recostar-se junto ao marido.
- Estou surpreso! Foste nadadora olímpica?
- Não, respondeu ela, fui puta em Veneza e atendia ao domicílio...
Sexta-feira do Casamento Muçulmano
- Nós sabemos que é uma tradição no Islão os homens dançarem com homens e mulheres dançarem com mulheres. Mas na nossa festa de casamento, gostaríamos de sua permissão para que todos dancem juntos.
- Absolutamente, não! - diz o Mullah - É imoral. Homens e mulheres sempre dançam separados.
- Então após a cerimónia eu não posso dançar nem com minha própria mulher?
- Não - respondeu o Mullah - É proibido pelo Islão.
- Está bem - diz o homem - E que tal sexo? Podemos finalmente fazer sexo?
- É claro! - responde o Mullah - Alá é Grande! No Islão, o sexo é bom dentro do casamento, para ter filhos!
- E quanto a posições diferentes? - pergunta o homem.
- Alá é Grande! Sem problemas! - diz o Mullah.
- Mulher por cima? - pergunta o homem.
- Claro! - diz o Mullah - Alá é Grande. Pode fazer!
- De gatas?
- Claro! Alá é Grande!
- Na mesa da cozinha?
- Sim, sim! Alá é Grande!
- Posso fazê-lo, então, com as minhas quatro mulheres juntas, em colchões de borracha, com uma garrafa de óleo quente, alguns vibradores, chantilly, acessórios de couro, um pote de mel e vídeos pornográficos?
- Claro que pode! Alá é Grande!
- Podemos fazer de pé?- Nãããããão, isso é que não! DE MANEIRA NENHUMA! diz o Mullah.
- E porque não? pergunta o homem, surpreso.
- Porque vocês podiam entusiasmar-se e começar a dançar...
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
ASSÉDIO SEXUAL
- Mas, afinal, qual é o mal de um colega lhe dizer que o seu cabelo cheira muito bem?
- Chefe !!! ... ele é anão !!
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Dentro
Deixo o tempo chegar,
Não sei onde vai o teu olhar.
Dentro de ti mora um sonho,
Onde for,
Leva-me contigo,
Meu amor.
Vamos seguir o som no ar,
Vamos deixar o sono entrar,
Vamos seguir o som no ar,
Vamos deixar o som entrar,
E descansar.
Vamos seguir o som no ar,
Vamos deixar o sono entrar,
Vamos deixar o som no ar,
Vamos seguir o som entrar,
E descansar.
por Eugénia Melo e Castro
Composição: Eugénia Melo e Castro / Pilar Homem de Mello
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
Recuperação
Pior do que qualquer sentença, é a angústia da espera. Pior do que qualquer espera, é a angústia de saber que um pai não vai ouvir a sentença. Pergunto-me agora se, há dois anos atrás, não teria sido melhor para todos que o T. não o tivesse ameaçado com um buraco a sete metros do chão.
Perdia-se uma Mãe, sumia um pai, dividiam-se as crianças. Chorava-se em bloco e de uma só vez. Dois anos depois, vejo crescimento, ligações, esperanças juntarem-se num bolo de desilusões.
A pergunta fica sempre, o que é que eu poderia ter feito mais? Para continuar em Paz, só posso responder-me continuamente nada nada nada. Pode ser que um dia me convença. Até para o bem dos que ficam.
posted by maresia 16 Jan 2006 at 19:33
1 Comments:
wind said...
Vim dizer-te que não acabei com o meu blog. É só uma pausa:)
22:38
segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
Diz-me Tu, Marilú
Estou a ouvir gritos na casa do lado
Isso não é anormal
Há sempre alguém a passar um mau bocado
Evitemos o mal
Já vi o ódio aceso em nome do amor
Já dei por mim a rosnar
Mas quando os ventos não são a meu favor
Sou eu quem tem que virar
Diz-me tu, Marilu
Diz-me tu, Marilu
Aonde vais tu esta noite?
Não quero transformar-me em homem azedo
Nem sou amante do fado
Quando o desejo cede lugar ao medo
É um desejo acabado
Assim os astros não nos podem mentir
Somos da mesma substância
Há um momento certo para partir
Que não nos roa a distância
Diz-me tu, Marilu
Diz-me tu, Marilu
Aonde vais tu esta noite?
Diz-me tu, Marilu
Diz-me tu, Marilu
Aonde vais tu esta noite?
by jpalma 1986
sábado, 13 de janeiro de 2007
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
11 Janeiro 2006
Lá do alto da escada, quando já todos se afastavam, a 6 chama!
Eu nunca me esqueço de vocês!
Se for a última, será a melhor frase de sempre para um final infeliz.Pergunto-me se ela saberá... É esperta, sabe que está numa casa que não sente dela, quando é que posso ir para casa? já estou aqui há muitos anos, estou farta do quarto dos sonhos!, deve estar a ser orientada para aceitar um novo Pai e uma nova Mãe... Saberá que pode ter sido a última?
posted by maresia at 22:16
2 Comments:
Dumb said...
E as coisas começas a ter mais sentido (para mim)
22:43
maresia said...
Pois para mim, as coisas cada vez fazem menos sentido...
08:39
sábado, 6 de janeiro de 2007
segunda-feira, 1 de janeiro de 2007
O AZUL na música XXXX
Electric blue eyes where did you come from?
Electric blue eyes who sent you?
Electric blue eyes, always be near me.
Electric blue eyes, I need you.
Domine, Domine Deus, Domine, Adiuva Me. Domine, Domine Deus, Domine, Adiuva Me,
Hey,eh,hey,eh
If you should go you should know I love you. If you should go you should know I'm here. Always be near me, guardian angel. Always be near me, there's no fear.
Domine, Domine Deus, Domine, Adiuva Me. Domine, Domine Deus, Domine, Adiuva Me. Hey,eh,hey,eh
Cranberries
terça-feira, 26 de dezembro de 2006
de 24 de Dezembro de 2006
Contámo-nos histórias, coisas. Não conversámos.
Eu e o meu Pai nunca conversamos. Contamos pequenas histórias, não sei se um ao outro, se a nós mesmos e em voz alta. Se à estrada que passa a 120. A 110. Raramente a 130.
Nunca fazemos análises.
Por vezes, faço-lhe perguntas directas, concretas. Específicas. Ele responde, com a exactidão de um voo de um neutrão lento.
Nunca dizemos o que achamos. Nunca partilhamos o que sentimos. Contamos coisas e ficamos calados logo a seguir. Cada um perdido no pensamento seguinte.
Ele nunca me pergunta nada. Olha-me de sobrolho franzido quando lhe pergunto se Pompeu algo tem a ver com Pompeia. Calo-me.
Rio-me, para dentro. Um bocadinho para fora. Pompeu - Pompeia, não sei, pergunto, quero lá saber!
Fiquei a saber que o Solar dos Azevedo Malafaia era do meu qualquer-coisa-muito-antiga-avô. Reza a história que ficou ao lado de D. Fernando e de D. Leonor, defendendo D. Beatriz como legítima herdeira ao trono. O Solar foi construído em redor de uma pequena torre do ano mil cento e pouco.
Na altura, foram raspadas as armas dos Barbosa, família renegada, afastada. Diz-me que algures, perto de Penafiel, ainda é possível ver as lápides dessas armas mortas. Por fidelidade à herdeira. Que nem sei bem se o era. E não perguntei.
Eu nem nunca entrei na Casa de S. Pedro de Alva. Lá quero saber de uma Torre em ruínas rodeada por um Solar, construído por outrém, em terras raspadas aos Barbosa, como as armas. Tenho mesmo é saudades da Quinta do Pinheiro, a quinta de Jovim... da casa grande, corredor comprido, quartos e quartos e muitos primos.
E tenho saudades de mergulhar entre as rãs no tanque da rega grande.
E nem sei mesmo se estes Barbosa, os das armas raspadas, são os mesmos que ergueram a grande e nossa Barbosa & Almeida. Barbosas a mais, numa viagem só.
Fiquei a saber, também, que o meu Vasco Pinto Magalhães casou o meu primo Zé Quitola. Que não estava no enterro. Nesse dia, o Vasco sj., sentado ao lado do meu Pai Prof. Doutor, pediu-lhe ajuda nas áreas da Física. Instruidos os Jesuítas.
E vai longa a viagem...
sábado, 23 de dezembro de 2006
BEST OF...
Boas Festas o CARALHO!
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
Sexta-feira do TODOS JUNTOS
A proposta da organização Global Orgasm é claríssima: Vamos todos contribuir para a paz mundial através do prazer. Ao mesmo tempo.
Este orgasmo tem regras e exige sintonia e entrega total, não só com o parceiro escolhido mas com o mundo em geral.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
A minha Princesa...
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
domingo, 10 de dezembro de 2006
Provérbios
- Vês, quem espera sempre alcança!
- mmmmmmm às vezes...
- Quem merece?
- Nem sempre...
- Bolas, quem luta sempre alcança??
- mmmmm
- Bem, quem acredita sempre alcança! Eu sempre acreditei e tu alcançaste!
- Boa!
Sim, demorou mas não falhou! Parabéns Amor, vais mesmo vestir a TUA camisola!
* Foto de 2004, antes do Jogo de Abertura de Época
sábado, 9 de dezembro de 2006
De onde vens? ... daqui... por isso não te entendo... talvez...
This research project was part of a collaboration between two groups, one in Lisbon and one in Glasgow, that has been going on for several years and includes one investigator from Sussex University.
In the second part of the project (corresponding to the period of the renewal of the grant) the main focus of our activity has been on the investigation of the cosmological gravitational waves of primordial origin, generated during the very early stages of the universe, the inflationary era, and on the study of the energy density perturbations, also generated during this early stage of the universe. Work on the gravitational waves had already started during the first period of our grant and was mentioned in the corresponding scientific report of 28 March 1994.
These gravitational waves create a stochastic background of gravitational fluctuations which carry valuable information unlikely to be obtained by other means. During this work a new geometrical derivation was given of the differential equations for the Bogoliubov coefficients, defined as continuous functions of time. The resulting method for graviton production is applicable for any wavelength and for a Friedmann scale factor which is an arbitrary function of time. We then applied it to calculate the energy density of the stochastic gravitational wave background for a universe undergoing a period of inflation followed by radiation and matter domination.
Following this part of our work we then evaluated in detail and compared the gravitational wave and the energy density perturbation contributions to the cosmic microwave background radiation, on the basis of the same power law inflationary model. The inflation to radiation transition was treated as instantaneous, but a model was constructed to allow for a smooth transition from the radiation to the matter dominated eras. The equations, written in the synchronous gauge, but with the appropriate gauge invariant variables to avoid any confusion arising from unphysical gauge modes, were numerically investigated and integrated, without any basic approximations being made. We found a non-negligible gravitational wave contribution for power law expansions with exponent q<13>
After this work was completed, we formulated a model for a gradual transition from a power law inflation era to a radiation era, being then able to show that our previously assumed instantaneous transition approximation (from inflation to radiation) was indeed excellent for the wavelengths of interest. Finally, we are now calculating the power spectrum associated with the density fluctuations.
We also hope to extend in the near future our work to include Brans-Dicke type of theories, to which a considerable effort was already dedicated by our collaboration.
During the period of this research grant one of our students, Luis E. Mendes, pratically concluded his Ph.D. work, his thesis being now at the writing stage. Additional work, not included in the project, but complementary to it, has been mentioned in section 3.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
Recuperação
As personagens principais
Vou falar de cada uma das minhas personagens apresentando-as pela sua idade na altura da morte da Mãe, no dia 27 de Dezembro de 2003. Mas a história começa ainda a menina mais nova não tinha nascido, em 1999. Numa casa viviam, e as idades são as de 2003:
- Uma Mãe (daquelas com maiúscula) alcoólica
- Um pai (daqueles como minúscula)
- 5 Filhas: 3, 6, 10, 13 e 17
- 2 Filhos: 14 e 20
- Ainda, como semi-principal, mas não a viver na mesma casa, mais uma filha de 21 com uma filha 3 e um filho 1. Um "marido" de idade próxima.
- Os outros somos nós, os que girávamos e ainda/ou não giramos em torno deles.
de 07 Janeiro 2006
posted by maresia at 20:32
2 Comments:
http://www.blogger.com/profile/16813602 said... minha querida, somos todo ouvidos... melhor, olhos. Ver se nao perco o fio, nem a meada! Bjos 22:48
holeart said... pois... curioso estou curoso e ramalde aqui tão perto. 08:49
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
J&MC
sung by Jim
I get ahead on my motorbike
I get ahead on my motorbike
I feel so quick in my leather boots
I feel so quick in my leather boots
My mood is black when my jacket's on
My mood is black when my jacket's on
And I'm in love with myself
And I'm in love with myself
There's nothing else but me
There's nothing else but me
And an empty road
And a cool cool wind and it makes feel so good
Just like I knew it would
Just like I knew it would
I get so wild on my motorbike
I get so wild on my motorbike
I'm breaking loose on this moonlit night
I'm breaking loose on this moonlit night
I cut the road like a sharpened knife
I cut the road like a sharpened knife
And I'm in love with myself
And I'm in love with myself
There's nothing else but me
There's nothing else but me
And an empty road
And a cool cool wind makes me feel so good
I'm moving too fast, * I'm moving too fast *
I'm moving so fast that I can't control the wheels
I'm moving so fast, * I'm moving so fast *
Yeah, I'm going for a tree, yeah it's going for me, yeah
My head is dripping into my leather boots.
Jesus and Mary Chain PSYCHOCANDY November 1985
Livros
de Seth Godin
«Godin procura transmitir um conceito de marketing adaptado aos dias de hoje: os profissionais de marketing bem sucedidos não mentem, são contadores de histórias.Não falam das características de um produto ou mesmo das necessidades reais a que este possa dar resposta. Em vez disso contam as histórias que queremos ouvir, em que escolhemos acreditar e mesmo partilhar com os nossos amigos. E este princípio é válido para todo o tipo de organizações, numa economia em que o leque de escolhas é tão alargado. No seu estio irreverente e bem-humorado, o autor aborda questões importantes para transmitir o essencial da sua mensagem: Uma boa história é a que gera uma satisfação genuína no consumidor. É fonte de lucro e crescimento e é o futuro de uma organização.»
in Expressoemprego.pt
sábado, 2 de dezembro de 2006
Quando uma mulher se despe
QUANDO UMA MULHER SE DESPE
Quando uma mulher se despe numa clareira rodeada de arbustos
e sobre uma toalha se estende ao sol o seu desejo é ambíguo
porque não quer ser vista e ao mesmo tempo a sua pele estremece
sob um olhar ausente ou de alguém escondido entre a folhagem
Também a palavra se expõe e oculta no seu fulgor de lâmpada
alimentada pelo fogo obscuro que aspira à nudez solar
Ela inclina-se sobre a água para ver a sua imagem
com o olhar não dela mas de um outro que a move
para ser a presença pura no olhar de ninguém
e poderá ser um dia o de algum leitor que se deslumbra com a sua abstracta nudez
Sem esta duplicidade e sem este puro recato através do silêncio
ela não possuiria o frémito ideal da sua exposição
e seria opaca ou demasiado transparente sem os meandros cintilantes
que a tornam fugidia como um fio de mercúrio
e a sua nudez teria a consistência inerte
de uma pedra sem fogo e sem sal sem o focinho do desejo
Por isso o poema é uma mulher que se enrola na sua nudez
até ser tão redonda como redondo é o ser
com a sua língua bífida entre os lábios do seu sexo
de António Ramos Rosa, "Génese", Roma Editora, FEV 2005
conversa lançada por Peter 12/02/2006 12:28:00 AM
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
Arrepio?
At 12:24, Anonymous amanhou...
You ask too much of me
You try my patience
Your tongue - it's like a razor
You choose your words like weapons
Here we go - Battlestations
I never have the guts to let you look inside
I don't think you'd appreciate the things that I hide
Monday was the worst day
And Friday wasn't my day
But Wednesday was the best day
Because on Wednesday night we made love
All I'm trying to give you is a good time honey
Why d'ya have to keep on playing games with my head
Used to be your baby when you had no money
Now we spend more time in battle
Than we ever do in bed
(Than we ever do in bed)
Today I did something I thought I'd never do
I opened up your diary and read about you
Monday was the worst day
Wednesday we made love
And Friday - ooh but -
Saturday, is today, is what I'm thinking of
Come in baby- come in close
(Take off your designer clothes)
'Cos you know what I'm thinking of
Do you remember me, do you remember us - Do you remember love?
All I'm trying to give you is a good time honey
Why d'ya have to keep on playing games with my head
Used to be your baby when you had no money
Now we spend more time in battle
Than we ever do in bed
(Than we ever do in bed)
La premiere fois tu m'as fait beaucoup rire
Tu etais si mignon, et tu jouais du piano
Maintenant, mon mellieur ami c'est l'argent
Au revoir, cheri
Au revoir, mon amour
Yet another quote...
GMPS: It's incredible how we find things that say much. But still they dont say everything or not everything is as said. Still it's quite good....
At 12:51, maresia amanhou...
Não me digas que não me compreendes
Quando os dias se tornam azedos
Não me digas que nunca sentiste
Uma força a crescer-te nos dedos
E uma raiva a nascer-te nos dentes
Não me digas que não me compreendes
At 16:16, Anonymous amanhou...
It will be easy for you to guess who am I.
That is probably one of the most beautiful things I’ve ever read.
I believe it is now time for you to step out of the fading light.
As you question it before I don’t really believe on your emptiness.
As far as I can see you do have the richest gift of all.
Just don’t let it go away.
The road that I once followed toke me into the loneliness despite the fact that there are always too many people around.
I lost the meaning of purity.
I don’t really care about feelings anymore.
So raise your eyes to the blue skies above and ask the question that it really matters to you and then sit down, wait for the answer that will be coming from your heart.
I’ll be some were in there waiting for the that day when my heart will find is way back home.
No quotes this time.
At 17:07, maresia amanhou...
it could be easy, but it is not...
as I can only think at the most evident person to be and I am not sure if you are that obvious person...
At 17:44, Anonymous amanhou...
Let me tell you a secret
Put it in your heart and keep it
Something that I want you to know
Do something for me
Listen to my simple story
And maybe we'll have someting to show
You tell me you're cold on the inside
How can the outside world
Be a place that your heart can embrace
Be good to yourself
Because nobody else
Has the power to make you happy
Quote... GM
Now you know who...
terça-feira, 28 de novembro de 2006
domingo, 26 de novembro de 2006
Confesso II
Foi um tempo de estar, estar de corpo e de alma.
Foi num tempo que já não é.
Sabes,
foste embora sem que to dissesse.
Não me deste tempo
não me deste o tempo,
o teu tempo.
Saíste e nem sei porque porta.
Uma porta porca que te levou de nós.
Desapareceste,
antes que to confessasse.
Antes que to segredasse
contasse
prendesse...
Que to dissesse.
Que sim.
Que é mesmo verdade.
Daquelas verdades sem vaidade.
Sem jogos.
Nem os jogos que jogávamos,
do verde e do cinza.
É verdade que te estranho,
que sinto a tua falta.
É verdade, tenho saudades.
Dir-te-ia,
é mesmo verdade que tenho saudades.
Só isso. E isso não se define.
Sinto a falta das minhas histórias contadas a ti.
Sinto a falta de estar na Ursa e de te fazer sono.
Já to tinha dito,
pois... repito-me.
Porque se me repete a saudade, só isso.
E isso não se define.
Ou define tu como quiseres.
A Ursa...
o sono...
combinam sim.
Combinam quando o corpo e alma se faziam alma e corpo.
E quando estavas dentro de mim.
sábado, 25 de novembro de 2006
Foi no Prédio... num outro tempo
Depois de sab, morrer ca nada... deixa-o revirar descansado na cova. Já só é pó e memória, não vale a pena invejá-lo.
Parte#6
Maresia não é mulher, maresia não é homem. Maresia é só um ar que passa e nem sabes se te toca se o cheiras. A vaga que me acolhe acolhe um homem como tu, se assim tiver de acontecer. Não há mistério, nem promessa. Não há passado, nem futuro. É onda, vento, mar, maresia... indefinidamente cumpridos em cada só instante.
Sexta-feira da cebola e da Árvore de Natal
- Papai, quantos tipos de seios existem?
O pai, um tanto surpreso, responde:
- Bem, meu filho, existem três tipos de seios. Aos 20 anos a mulher tem seios como melões, firmes e redondos. Dos 30 aos 40 eles são como pêras, ainda belos, porém um pouco caídos... Aos 50 os seios ficam como cebolas...
- Cebolas?
- Sim. Quando você olha para eles, fica com vontade de chorar!
Esta explicação leva a mãe e a filha a um ponto nevrálgico tal que a filha pergunta:
- Posso também fazer uma pergunta um tanto pessoal? Mãe, quantos tipos de pênis existem?
A mãe fica um pouco surpresa, mas olha para o marido e responde:
- Bem, filhinha, um homem passa por três fases distintas. Aos 20 anos o pênis é como um pé de Jacarandá,
respeitável e firme. Dos 30 aos 40 anos o pênis é como um pé de Chorão, flexível mas confiável. Após os 50 anos o pênis fica como uma árvore de Natal.
- Árvore de Natal?
- Isso mesmo. Morto da raiz até a ponta, e as bolas ficam penduradas como decoração! E o pior, só se arma uma vez por ano!
Será verdade????
Sexta-feira da Sabedoria
SENHOR, dai-me sabedoria para entender alguns colegas, porque se me dais força, parto-lhes a cara toda!!!
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
Ela faz cinema
Não sei se é dos olhos para fora
Não sei do que ri
Eu não sei se ela agora
Está fora de si
Ou se é o estilo de uma grande dama
Quando me encara e desata os cabelos
Não sei se ela está mesmo aqui
Quando se joga na minha cama
Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é a tal
Sei que ela pode ser mil
Mas não existe outra igual
Quando ela mente
Não sei se ela deveras sente
O que mente para mim
Serei eu meramente
Mais um personagem efêmero
Da sua trama
Quando vestida de preto
Dá-me um beijo seco
Prevejo meu fim
E a cada vez que o perdão
Me clama
Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é demais
Talvez nem me queira bem
Porém faz um bem que ninguém
Me faz
Eu não sei
Se ela sabe o que fez
Quando fez o meu peito
Cantar outra vez
Quando ela jura
Não sei por que Deus ela jura
Que tem coração
e quando o meu coração
Se inflama
Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é assim
Nunca será de ninguém
Porém eu não sei viver sem
E fim.
© Chico Buarque














