Chegou ao quarto, entrou com um ar cansado, abracei-o naquele amasso, nada de abracinho doce, mais coisa de mulher do Mar, apertado, forte e rude. Suspirou, morreu-me no abraço. Deixa-me só tomar um banho, tive um dia... sinto-me a cheirar a cavalo! Ah, deixa lá o cavalo, eu faço-te já aí um trote!
[...]
Depois de uns instantes de vazio, a olharmo-nos um ao outro com ar de espanto, rimos...
Um trote?! Sim, um trote... E isso é o quê, exactamente?! Não faço ideia, saiu-me... Sai-te com cada uma... de onde te surgem estas ideias? Não sei... Olha, mas já agora, aproveita, inventa o trote e faz-mo que me deste uma daquelas fomes! 'tá bem... Um 'tá bem suspirado no meu mais puro ar blazé... [sou insuportável com esse ar]
[...]
E então, fizeste-me um trote ou não?! Pois não sei! Fiz alguma coisa de diferente, alguma coisa nova? Se tiver feito, pronto, foi um trote!
Eu não sei se rio mais de prazer se de estupidez... mas rio, rio, rio, rio... Ainda te estás a vir? A rir? Não, que estás a rir já eu percebi, a vir, mulher, a vir! Não sei, estou só a rir... ou é do trote ou é do trote...
E rimos os dois, então, tão tontos de trotes e cavalgadas.
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1 comentário:
a ideia de trote parece-me ajustada
nada melhor que um destes chás para quem (kof! kof! kof!) está doente.
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