Houve tempos em que o rio numa janela se deitava.
E tempos em que uma carta era só um papel e, afinal, valia uma vida.
Houve tempos em que a Ursa dormia espantada em noites de Lua Cheia.
Outros, ainda, em que Bob Dylan ditava a cadência de dois pequenos corações.
Houve tempos de ir ao encontro, houve tempos de desencontros.
Gota a gota, tudo se vai...
Nem sei se sei onde se perde. Ou mesmo se se perde... Só sei que nunca sei em que se transforma. A minha Vida não é ciência e no meu banco não se senta Lavoisier.
Tenho-me sentado numa rocha. Hoje vou levantar-me. Nem que seja só por um bocadinho.
Este texto é um draft confuso
quarta-feira, 24 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Tenho um aperto no coração
Um dia acordas e é verdade...
Sim, eu sabia que ia ser assim, não me estou a lamentar, nem tão pouco a queixar...
Posso só chorar um bocadinho? Para lavar a alma?
Sim, eu sabia que ia ser assim, não me estou a lamentar, nem tão pouco a queixar...
Posso só chorar um bocadinho? Para lavar a alma?
sábado, 20 de junho de 2009
From me to you
From: me
To: you
Date: Sat, 20 Jun 2009 03:00:22 +0100
Subject: Noite de Verão
Tenho sono, claro que tenho
Mas o corpo teima em não deixar-se dormir
Está calor
Não sopra uma brisa
Pela janela do quarto aberta entram vozes de gente feliz
Tenho sono, claro que tenho
Mas o corpo teima em não deixar-se dormir...
Patricia Brito Henriques
Response Mgmt @ Windows Mobile
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To: you
Date: Sat, 20 Jun 2009 03:00:22 +0100
Subject: Noite de Verão
Tenho sono, claro que tenho
Mas o corpo teima em não deixar-se dormir
Está calor
Não sopra uma brisa
Pela janela do quarto aberta entram vozes de gente feliz
Tenho sono, claro que tenho
Mas o corpo teima em não deixar-se dormir...
Patricia Brito Henriques
Response Mgmt @ Windows Mobile
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domingo, 31 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Ironia no seu melhor (esta é da Concas)
90 pessoas apanham a gripe Suína e toda a gente quer usar uma máscara. Um milhão de pessoas tem SIDA e ninguém quer usar um preservativo!!!!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Sexta-feira...
Lembram-se quando havia Sexta-feira? Então porque hoje é Quinta... venha a Sexta-feira da Pesca!
Sábado, como de costume, levantei-me cedo, coloquei os meus agasalhos, vesti-me silenciosamente, tomei o meu café e até passeei com o cão.
Em seguida, fui até a garagem e engatei o barco de pesca no meu 4x4.
De repente, começou a chover torrencialmente. Havia até neve misturada com a chuva, ventos a mais de 80 km/h. Liguei o rádio e ouvi que o tempo seria chuvoso durante todo aquele dia.
Voltei imediatamente para casa, silenciosamente tirei a roupa e deslizei rapidamente para debaixo dos cobertores. Afaguei as costas da minha mulher suavemente e sussurrei: O tempo lá fora está terrível!
Ela, ainda meio adormecida, respondeu: Acreditas que o cabrão do meu marido foi pescar com este tempo?
Sábado, como de costume, levantei-me cedo, coloquei os meus agasalhos, vesti-me silenciosamente, tomei o meu café e até passeei com o cão.
Em seguida, fui até a garagem e engatei o barco de pesca no meu 4x4.
De repente, começou a chover torrencialmente. Havia até neve misturada com a chuva, ventos a mais de 80 km/h. Liguei o rádio e ouvi que o tempo seria chuvoso durante todo aquele dia.
Voltei imediatamente para casa, silenciosamente tirei a roupa e deslizei rapidamente para debaixo dos cobertores. Afaguei as costas da minha mulher suavemente e sussurrei: O tempo lá fora está terrível!
Ela, ainda meio adormecida, respondeu: Acreditas que o cabrão do meu marido foi pescar com este tempo?
sexta-feira, 17 de abril de 2009
domingo, 22 de março de 2009
Quand elle rit aux éclats
Elle se déhanche, s'avance, se penche
Rousse, provocante, elle te mate, elle te vampe
Toi, tu sais déjà, qu'il n'y aura plus qu'elle
Son corps, sa voix qui t'ensorcellent
Tu ne vois pas qu'elle t'épie, qu'elle te guette
Quand, avec d'autres, elle rit aux éclats
Fatale, elle se pâme, t'alarme, te d‚sarme
S'appuie sur ton épaule, s'accroche à tes paroles
Toi, tu crois déjà qu'elle chancelle et chavire
Quand, alanguie, elle frémit et soupire
Tu n'est comprends pas qu'elle est
de celles qui charment
Avec leur corps et sans leur âme
Elle se déhanche, s'avance, se penche
Frivole, elle papilonne,
se pose et puis s'envole
Toi, tu sens déjà ton coeur qui se l‚zarde
Tu donnerais tout pour qu'elle s'attarde
Tu n'imagines pas q'elle l'épie,
qu'elle le guette
Quand, avec toi, elle rit aux éclats
Tu ne vois pas le piège
qui fera voler ton coeur aux éclats
© Vaya con dios - Quand elle rit aux éclats
Rousse, provocante, elle te mate, elle te vampe
Toi, tu sais déjà, qu'il n'y aura plus qu'elle
Son corps, sa voix qui t'ensorcellent
Tu ne vois pas qu'elle t'épie, qu'elle te guette
Quand, avec d'autres, elle rit aux éclats
Fatale, elle se pâme, t'alarme, te d‚sarme
S'appuie sur ton épaule, s'accroche à tes paroles
Toi, tu crois déjà qu'elle chancelle et chavire
Quand, alanguie, elle frémit et soupire
Tu n'est comprends pas qu'elle est
de celles qui charment
Avec leur corps et sans leur âme
Elle se déhanche, s'avance, se penche
Frivole, elle papilonne,
se pose et puis s'envole
Toi, tu sens déjà ton coeur qui se l‚zarde
Tu donnerais tout pour qu'elle s'attarde
Tu n'imagines pas q'elle l'épie,
qu'elle le guette
Quand, avec toi, elle rit aux éclats
Tu ne vois pas le piège
qui fera voler ton coeur aux éclats
© Vaya con dios - Quand elle rit aux éclats
terça-feira, 17 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
Domingo
Vim ver, alguns voltaram.
5 comments:
Art&Tal disse...
...ontem em conversa com alguem a proposito de locais de nascimentolembrei-me de tifoi muito bom voltar a encontrar-te
02:26
...ontem em conversa com alguem a proposito de locais de nascimentolembrei-me de tifoi muito bom voltar a encontrar-te
02:26
Mauro disse...
Vejo que a tua maré continua a dar à costa. As minhas marés contiuam a seguir o ciclo dos meses mas mais lentas, como se tivessem medo de acordar o vizinho de baixo com o som dos sapatos no chão de madeira. Um beijo, tinha saudades tuas.
11:30
Vejo que a tua maré continua a dar à costa. As minhas marés contiuam a seguir o ciclo dos meses mas mais lentas, como se tivessem medo de acordar o vizinho de baixo com o som dos sapatos no chão de madeira. Um beijo, tinha saudades tuas.
11:30
E tu estavas cá.
Contente
Hoje o dia nasceu na minha varanda às 6h enquanto fazia mini-jardinagem.
Cabanas, quero cabanas. Cabanas que me abriguem, que façam o tempo parar. Brancos, lençóis brancos.
Sempre brancos, cada vez mais brancos...
Brancos...
Está SOL e já o dia acaba...
Vale a pena ver?
Vejo-te a ti
Então só tu podes saber se vale mesmo a pena.
Adormeci cedo, dormi bem, acordei feliz. Mais logo talvez faça a sesta... Gostei de ver o dia acordar comigo. Para mim, para a terra e para os vasos. Laranja, castanho, verde...
Cabanas, quero cabanas. Cabanas que me abriguem, que façam o tempo parar. Brancos, lençóis brancos.
Sempre brancos, cada vez mais brancos...
Brancos...
Cabanas e sol, brancos... lençóis brancos. Almofadas. Cabanas de lençóis brancos, sempre brancos. Para sempre brancos...
Está SOL e já o dia acaba...
Um céu de incêndio... como se o sol fosse crescer, crescer, crescer... até nos engolir a todos.
Vale a pena ver?
Acho que depende sempre dos olhos que temos cá dentro. O que vêem os teus quando os fechas?
Vejo-te a ti
Então só tu podes saber se vale mesmo a pena.
A caminho...
sábado, 14 de março de 2009
Sábado
Estiquei-me, adormeci
Falhei vestidos
Acordei às 13:00
Almocei e estudei com a Princesa
Parei
... pensei em ti e vim procurar-te
Falhei vestidos
Acordei às 13:00
Almocei e estudei com a Princesa
Parei
... pensei em ti e vim procurar-te
offline
... um amanhecer... não se pode ter tudo.
O passeio
Hoje fui visitar velhos amigos, velhos conhecidos, velhos escrevidores de histórias, velhos comentadores. Uns ainda vivem por aqui, outros não. Alguns não percebi.
Dou-te 13
Dou-te 13
- Dia
- Lua
- Azul
- Vida
- Amor
- Relógio
- Morte
- Perfume
- Veneno
- Beijo
- Cheiro
- Onda
- Sorte
Consegues devolver-me o pensamento?
segunda-feira, 9 de março de 2009
So lost...
The future is an unknown, but a somewhat predictable unknown. To look to the future we must first look back upon the past. That is where the seeds of the future were planted. I never think of the future. It comes soon enough.
Albert Einstein @ Interview, 1930
Albert Einstein @ Interview, 1930
Here comes the sun
I said:
- Pensavas que te safavas?
You said:
- nao sei - tinha medo de ser o ciclo - mas eu vou estar sempre por perto
You said:
- vou ajudar-te qd nao souberes o que fazer com as maos na velhice lembraste
I said:
- Desculpa - Tu não és um ciclo - Quer dizer, também és
You said:
- ainda bem - sim - eu sei
I said:
- Mas não um assim tão antigo que eu queira arrumar no fundo de uma gaveta - Tudo são ciclos - Mas não falaria assim de fechar um ciclo contigo se tu fosses esse ciclo - Ok?
You said:
- sim
I said:
- Quando eu falar de alguma coisa que está mal ou bem e que me incomoda mas não disser o que é, significa que não és tu
You said:
- ok
I said:
- Faz parte do manual
You said:
- mas eu vou segurar-te as maos na velhice se precisares
I said:
- Não é na velhice
You said:
- em qq altura? - tambem - claro
I said:
- É no dia em que eu estiver em frente a ti sem saber onde as pôr
You said:
- sim
I said:
- É esse o significado - Quando eu estiver em frente a ti e já não perceber o que tu pensas
You said:
- podes ter a certeza disso
I said:
- Ou o que tu sentes ali à minha frente
I said:
- Isto sim, dá um post
You said:
- dá - eu fico todo contente qd vejo um post sobre nós - pareço um puto
I said:
- Este vai dar um muito bonito
You said:
- aquele das rochas - é lindo
I said:
- nem vou precisar de reescrever nada
You said:
- http://www.youtube.com/watch?v=sUS49XSN6Zs&feature=related - here comes the (#)
- Pensavas que te safavas?
You said:
- nao sei - tinha medo de ser o ciclo - mas eu vou estar sempre por perto
You said:
- vou ajudar-te qd nao souberes o que fazer com as maos na velhice lembraste
I said:
- Desculpa - Tu não és um ciclo - Quer dizer, também és
You said:
- ainda bem - sim - eu sei
I said:
- Mas não um assim tão antigo que eu queira arrumar no fundo de uma gaveta - Tudo são ciclos - Mas não falaria assim de fechar um ciclo contigo se tu fosses esse ciclo - Ok?
You said:
- sim
I said:
- Quando eu falar de alguma coisa que está mal ou bem e que me incomoda mas não disser o que é, significa que não és tu
You said:
- ok
I said:
- Faz parte do manual
You said:
- mas eu vou segurar-te as maos na velhice se precisares
I said:
- Não é na velhice
You said:
- em qq altura? - tambem - claro
I said:
- É no dia em que eu estiver em frente a ti sem saber onde as pôr
You said:
- sim
I said:
- É esse o significado - Quando eu estiver em frente a ti e já não perceber o que tu pensas
You said:
- podes ter a certeza disso
I said:
- Ou o que tu sentes ali à minha frente
I said:
- Isto sim, dá um post
You said:
- dá - eu fico todo contente qd vejo um post sobre nós - pareço um puto
I said:
- Este vai dar um muito bonito
You said:
- aquele das rochas - é lindo
I said:
- nem vou precisar de reescrever nada
You said:
- http://www.youtube.com/watch?v=sUS49XSN6Zs&feature=related - here comes the (#)
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
A ti, relendo-me
maresia disse...
nem todas estas relações são sem olhos... seja como for, adoro pensar que sofro de esquizofrenia, autismo, paranóias, reflexos incondicionados, que tenho múltiplas personalidades, que vou envelhecer maluca à deriva nos mares, que não distingo o sonho da realidade, que caminho pela noite sonâmbula, que há uma parte de mim que me é completamente incontrolável....
12:57
nem todas estas relações são sem olhos... seja como for, adoro pensar que sofro de esquizofrenia, autismo, paranóias, reflexos incondicionados, que tenho múltiplas personalidades, que vou envelhecer maluca à deriva nos mares, que não distingo o sonho da realidade, que caminho pela noite sonâmbula, que há uma parte de mim que me é completamente incontrolável....
12:57
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Solidão
- E chega um dia e toda a gente tem coisas mais importantes para fazer do que estar contigo
- Sim, eu sei... chama-se solidão
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
Ouve as roncas
Ouves as roncas, ao fundo, no Mar? O nevoeiro tomou conta do mundo à nossa volta. Em dias assim só me apetece ser pequenininha, para que ninguém me encontre escondida entre os cobertores.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Deixa-me acariciar o teu cabelo
O meu cabelo? É "revolto como o mar". No fundo, acho que é a única coisas verdadeiramente revolta e rebelde em mim. Não passo de uma Princesinha frágil, de galochas, que gosta de levar com o vento forte na cara e sobreviver às vagas. Sinto a falta de saltar de nenúfar em nenúfar, levezinha, até de beijar sapos, não querer saber.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
O espelho
Primeiro parecia que te sentia todo tremer
E tive medo
Depois levaste-me
E eu esqueci tudo o resto
O tempo desapareceu
Não sei se foi muito, se foi pouco
Nem sequer sei se parou
Agora?
Agora é tarde e o corpo não dorme
Não fui falar com nenhum espelho
Fiquei de olhos fechados a ver se via
A ver se te via
A ver se me via
Se nos via
Mas só ouço
Ouço a música ao longe
A mesma música
Que já não toca, mas existe.
De que tenho medo?
Talvez da verdade
Da verdade que levas
Contigo
Quando fechas a porta
Do mundo lá fora
Que é o teu.
E tive medo
Depois levaste-me
E eu esqueci tudo o resto
O tempo desapareceu
Não sei se foi muito, se foi pouco
Nem sequer sei se parou
Agora?
Agora é tarde e o corpo não dorme
Não fui falar com nenhum espelho
Fiquei de olhos fechados a ver se via
A ver se te via
A ver se me via
Se nos via
Mas só ouço
Ouço a música ao longe
A mesma música
Que já não toca, mas existe.
De que tenho medo?
Talvez da verdade
Da verdade que levas
Contigo
Quando fechas a porta
Do mundo lá fora
Que é o teu.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Oração das Mulheres Resolvidas (diria das M.O.R.E)
Que o mar vire cerveja e os homens aperitivo,
Que a fonte nunca seque,
E que a nossa sogra nunca se chame Esperança,
Porque Esperança é a última que morre...
Que os nossos homens nunca morram viúvos
E que os nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
Que Deus abençoe os homens bonitos,
E os feios se tiver tempo...
Deus...
Eu vos peço sabedoria para entender um homem,
Amor para perdoá-lo e paciência pelos seus actos,
Porque Deus, se eu pedir força,
Eu bato-lhe até matá-lo.
Um brinde...
Aos que temos,
Aos que tivemos e aos que teremos.
Um brinde também aos namorados que nos conquistaram,
Aos trouxas que nos perderam,
E aos sortudos que ainda vão conhecer-nos!
Que sempre sobre,
Que nunca nos falte,
E que a gente dê conta de todos!
Amén
P.S. Os homens são como um bom vinho: todos começam como uvas e é dever da mulher pisá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar.
Que a fonte nunca seque,
E que a nossa sogra nunca se chame Esperança,
Porque Esperança é a última que morre...
Que os nossos homens nunca morram viúvos
E que os nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
Que Deus abençoe os homens bonitos,
E os feios se tiver tempo...
Deus...
Eu vos peço sabedoria para entender um homem,
Amor para perdoá-lo e paciência pelos seus actos,
Porque Deus, se eu pedir força,
Eu bato-lhe até matá-lo.
Um brinde...
Aos que temos,
Aos que tivemos e aos que teremos.
Um brinde também aos namorados que nos conquistaram,
Aos trouxas que nos perderam,
E aos sortudos que ainda vão conhecer-nos!
Que sempre sobre,
Que nunca nos falte,
E que a gente dê conta de todos!
Amén
P.S. Os homens são como um bom vinho: todos começam como uvas e é dever da mulher pisá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
Tribunal de Menores já maiores
Sexta-feira voltei a Tribunal. Defender uma causa que passou a ser minha. Passou tanto tempo e tão pouco ainda assim. Foi ontem? Foi horrível, tornou-se intemporal.
Dou a mão ao Palma(tória)
Disseste que vinhas
Mas nao vieste
Mudaste de ideias
Está bem
...
........
.............
Estou triste que só eu sei...
Mas nao vieste
Mudaste de ideias
Está bem
...
........
.............
Estou triste que só eu sei...
sábado, 6 de setembro de 2008
Godot
Descobri que tinha crescido numa tarde de fim de Verão quando fui capaz de responder em voz alta, a mim e aos outros "Fim-de-semana perfeito? - em casa, descalça, sem tomar banho, apareça alguém, se quiser". Descobri que já não tinha pressa. Que tinha o tempo todo de mim. Já não precisava de ver mais, sair mais, conhecer mais, descobrir mais - hoje. Haveria sempre amanhã. Ou ontem. Que, no fundo, seria a mesma coisa não fora alguém ter decidido que os ponteiros de todos os relógios giravam para esse lado. Sim, ide. Há terras novas, gentes novas, ideias novas. Eu fico aqui. Sem pressas, sem medos. Fico nem que seja apenas e estupidamente à espera de Godot.
Saudade
Patrícia: "Por onde começar?"
Cada vez que me sento aqui a ler e reler estas histórias vêm-me à cabeça milhares de imagens hilariantes, pequenas histórias a que muitos de nós já tiveram o prazer de assistir e, tenho a certeza, guardam também outro milhar dentro de si.
Quem já não assistiu a uma daquelas cenas surreais em que o Almirante pelas 8 da manhã em plena Berlenga, pincel na mão, estrabuja que nem um possuído porque alguém se encostou a um canto refundido de uma qualquer parede inimaginável que o dito Senhor tinha acabado de pintar?! Tenha dó, são 8 da manhã! Deixe-me lá ir tomar o pequeno-almoço e já lhe dou atenção! Vá, cala-se, sente-se e beba o chazinho de limão que lhe preparei e as tostas bem tostadas que a Santa Senhora que o atura, sinceramente não sei como, acabou de tirar do forno! IRRA!!!
Ou quando saímos para um pacato passeio pelo rio e mal deitamos os nossos costados no convés do navio o homem espeta-nos com mil e uma tarefas inadiáveis, inimagináveis e infugíveis porque já vamos a meio rio! (camelo do homem é esperto, olha agora como é que eu me safo?!). Ora pinta aqui, ora pendura-te no mastro, ora tu que tens um belo corpinho ajuda aqui a carregar este saco de 10 toneladas de cabos velhos, manilhas ferrugentas e restos de silicone seca que nunca se sabe não precisaremos um dia! E põe e caça e carrega e esfrega e iça e arria… eu arriava-te era já uma paulada! Então não era só uma descidazinha Tejo abaixo? Eu até trouxe uns bolinhos e umas cerejas… Enfim…
Lembro-me aqui há 4 ou 5 anos (terá passado assim tanto tempo???), no Moinho! D. CarMãe Andrade e Silva, naqueles tempos mais conhecido por Senhora Mariazinha, coitada… tal não era a trabalheira, de joelhos no chão de pedra, esfregão verde e Sonasol, tentava fazer brilhar mais que o Sol um toldo de riscas (azuis?). Patricia eu própria e mesma, naqueles tempos mais conhecida por… seria Catripácia? Sob as ordens do malvado, depois de já ter varrido sete sacos de folhas, tentava cimentar uma coisa qualquer que no final deveria parecer-se com uma escada. Filha Sofia… deveria estar a ser torturada noutro lado qualquer, ah que não me lembro agora! Eh pah, qu’a coisa assim está muito calma! O que nós precisávamos mesmo agora era de abater uns Eucaliptos. Confesso que por milésimos de segundos, ainda pensei que, ou tinha ouvido mal ou o Senhor queria dizer outra coisa qualquer, coisas da idade, baralhou-se entre os pensamentos e as palavras. Mas ainda eu não tinha dado a última paulada no cimento do qualquer-coisa-parecida-com-um-degrau quando ouço gritar da casinha dos fundos “Oh Espanhola, ajuda-me aqui a levar a moto-serra ali para trás da cabana!”. Eu nem vou entrar em muitos pormenores mas penso que vi a nossa Senhora Mariazinha agarrada a um cabo, arrastada pelo eucalipto que não caiu na cabeça da Catripácia (eu, portanto) porque antes se enfaixou no eucalipto da frente que não era suposto cair! Isto, enquanto o Almirante desdizia as indicações que a filha Sofia, em aparente calma e serenidade, ia tentando dar para ver se ninguém morria! Uuuf!
Ainda hoje me pergunto porque é que eu, uma rapariga que dizem minimamente inteligente, continuo a aceitar passar “uns diazinhos calmos” com este homem!
Aaaaahhhhhhhh TEZINHO TU TIRAS-ME DO SÉRIO!!! É caso para dizer “’tás maluuuucaaaa oh quê?!”
Enviado por Trapicia, a Marinheira Espanhola :)
http://historiasdoalmirante.blogspot.com/2008/05/leituras.html
http://historiasdoalmirante.blogspot.com/2008/05/setembro-de-2007-previlgios.html
http://historiasdoalmirante.blogspot.com/2008/05/patricia-setembro-2007-ainda.html
História do Almirante pelo próprio
CARTAS DE SINGAPURA
Cartas trocadas entre o Salvador filho do Baxi e o Pai Almirante:
Do Salvador para o Tio Té :
Saturday, 23rd February, 2008.
Dear Tio Té,
Hello! How is Portugal? Our family has finally moved back to Singapore. Mateus and I have been doing great. We are now in Singapore American School. My brother is in Grade 1 e I´m in Grade 5.
I am writing to you for a Social Studies assignment that my Social Studies teacher, Mrs. Riemer, gave to us. I have been told to gather information on your history, immigration stories and some interesting facts about you. Would you mind answering the questions below?
Firstly, I´d like some information about your history. I've always wondered what it was like living in Macau during World War II. Did the Japonese occupy the island? Did you see the gunshots and hear the airplanes? What was life like during this time? Next, I'd like to know where you lived or migrated to? Could you give me as much information as possible?
Secondly, I'd like some information about your immigration stories. Could you tell me where you moved to. How did you feel during these moves?
Lastly, I'd like some interesting facts about you. Could you give me as much as possible when you reply?
Also, I'd like to tell you about my school. It is the largest in Singapore. There are 22 kids in my class and it is really fun. My real teacher´name is Mr. Carroll. He is very nice.
Thank you for all your participation.
Yours sincerely,
Salvador Norton de Matos
Do Tio Té para o Salvador :
27 Mar 2008
Dear Salvador,
I was born in Faial, Açores, in 1931 and there the family remained for a couple of years.
These islands are volcanic, so the earliest memory that I have is to fall from a chair during an earthquake!!! As well, once I broke my head but at the same time whales appeared and everybody became terribly excited. In those days, it was a way of life to catch them and it happened that the doctor of the place where we were living owned a fishing whales boat, so he was not available. So, it was the pharmacist who acted as a doctor…and treated me. Well, I must say…
From Faial we went to Figueira da Foz where my mother was from, while my father , as a naval officer, embarked in as overseas voyage. When he returned, he was given the command of a warship based in the harbour of Oporto, in the north of Portugal and afterwards he was sent to Peniche as Harbour Master. He remained there for about 3 years and began going on holidays to the island of Berlenga, same 7 miles west of Peniche. We still go there for a month or more a year, on our days.
It was from Peniche that we went to Macau, by steamship. At least once, we crossed a mined camp, fortunately without bad results!
We remained in Macau until the end of The II World War.
After the fall of Hong Kong, (and from Macau we saw and heard the bombardments), the city remained surrounded by Japanese and Chinese generals, “warlords”.
For several times Macau had been very near to be conquered or by the Japanese or by the Chinese. We were always prepared with a small bag to carry with us with a bare minimum in our escape to the house of a Chinese, friend of my father. In my belongings I always included a nail scissors… when permission was received, from this gentleman, to get out (because by then everything would be calm again) we had severe orders not to forget to bow to the Japonese sentries. These soldiers represented the Emperor, who was God to them. If one person did not bow to them, was not bowing to the Emperor and obviously was not bowing to God. The punishment was severe and final. Our heads would be cut off on the spot. Very efficient, the Japanese…
With the invasion of China by the Japanese Macau population augmented terribly. The available food was not enough, and about 150 people died every day, either by famine or disease. They would remain on the streets, where they had died, up to the moment when it was possible to go for them. It was a sad spectacle and we had to overrun the emotions caused, since we had to continue our way, not by car (since gas was not available) but on foot or by bicycle. Exceptionally a rickshaw was used.
As I have told you food was scarce and the meat in existence was from buffalo. However at a certain stage, real beef appeared. It was a Success. The only problem was the true provenance of this beef… it was discovered that the meat came from the dead bodies of the Chinese who died in the streets. Not very agreable…
One day, American airplanes crossed the skies, and that became routine. Big bombers
We thought that we had nothing to fear from American planes, because Portugal was neutral in the war. But the American discovered that Macau was about to trade some gas for rice, with the Japanese, and decided to bomb the place where they knew the gas was. And so they did. That afternoon, when all was over, I went to the site, that was navy (my father was the boss navy in Macau). But then aircraft carrier fighters planes returned and machine gunned and bombed again the area, where I was. I was 14 years old and I was really scared…
Afterwards the USA said that it had been a mistake and that they thought they were bombing Hong Kong!
Well, finally the war was over and we returned to Lisbon, by ship, in a 3 months voyage. Old days…
The family began living in Lisbon and in 1949 I joined the navy. About 1959 I became commander of mine sweeper. In one of these ships I went ot Berlenga Islands and passed between and close to two small inlets, an area that I knew perfectly well because I used to dive there for underwater hunting. My navigator was not in the bridge for some reason and when he appeared he almost had a heart attack!!!...
In 1962 I became Harbour Master of Peniche, already married to Tia Carmo. From here I went to Bissau, Portuguese Guiné, for a tour of duty as Naval Adviser to the Commander-in-Chief, because war was going on there. Returning to Lisbon, at a certain point I was made Commander of a frigate, a NATO frigate, and when that was over, a member of the NATO Command established in Lisbon. In 1975 I was sent to Cabinda, Angola, for one year. Since the place is mainly a dense forest, I almost had a chance of seing gorillas, but unfortunately I never saw one. Once I was in a place where gorillas had been just an hour ago…but that was all.
To be able to be promoted to Rear Admiral, I was sent to the USA, to the Naval Command College in Newport, not very far from Tye, where your father lived. I already lived one year in the West Coast of the United States, because I had been a crew member of a frigate that Portugal got from that country.
Promoted to Rear Admiral, I commanded the naval base in Lisbon and was 2nd Commander of the fleet.
As Vice-Admiral I was a fleet Commander and Commander-in-Chief of NATO IBERLANT area, and as Admiral (4 stars) I commanded the Portuguese Navy.
I must tell you that I had no problem changing addresses, and that I knew a lot of very different people meanwhile, of very different colour, and race, and some of them continue to be my friends up to now.
In 1952 I bought a 35 feet sailing boat, that I still own and sail with tia Carmo.. It is called “VADIO”. I also have smaller boats in Berlenga, for fishing and just for fun, that are used during the several weeks we spend there. So you may say that I am a real sailor… My mother´s family owned several codfish sailing ships. So I really belong to a nautical family!
Another story came to my mind. Once two mine-sweepers went from Lisbon to Toulon, France.The weather forecast was very bad for the waters east of Barcelona, Spain, and we were south of that city. I was commanding the 2nd ship. The senior commander asked my opinion by radio, about putting into harbor. Since the sea was calm and I was in a good mood, I replied that I did not see why should we put to Barcelona without really checking the weather to the east. So there we went, the weather became rough, night fell, very bad waves began punishing the ship. And again the senior commander asked what I thought we should do. I replied that, as far as I was concerned, I had ordered a bottle of hot water to be put in my bed and I was ready to go to sleep. But soon afterwards I surrended joking and we had a big problem turning the ships 180º… That officer never forgot this story.
After retiring I was charged by the Government to finish what I had begun as Chief of the Navy,that is to save the “D. Fernando II e Glória”, an old frigate from 1835 that was aground, almost lost and unrecoverable. There are only 4 of these ships in the world and “D. Fernando” is one of them. I did the job and was very happy with it, as the ship is a beauty, the last sailing warship in the Portuguese navy.And this is it, up to now.
Love from
Tio Té
Cada vez que me sento aqui a ler e reler estas histórias vêm-me à cabeça milhares de imagens hilariantes, pequenas histórias a que muitos de nós já tiveram o prazer de assistir e, tenho a certeza, guardam também outro milhar dentro de si.
Quem já não assistiu a uma daquelas cenas surreais em que o Almirante pelas 8 da manhã em plena Berlenga, pincel na mão, estrabuja que nem um possuído porque alguém se encostou a um canto refundido de uma qualquer parede inimaginável que o dito Senhor tinha acabado de pintar?! Tenha dó, são 8 da manhã! Deixe-me lá ir tomar o pequeno-almoço e já lhe dou atenção! Vá, cala-se, sente-se e beba o chazinho de limão que lhe preparei e as tostas bem tostadas que a Santa Senhora que o atura, sinceramente não sei como, acabou de tirar do forno! IRRA!!!
Ou quando saímos para um pacato passeio pelo rio e mal deitamos os nossos costados no convés do navio o homem espeta-nos com mil e uma tarefas inadiáveis, inimagináveis e infugíveis porque já vamos a meio rio! (camelo do homem é esperto, olha agora como é que eu me safo?!). Ora pinta aqui, ora pendura-te no mastro, ora tu que tens um belo corpinho ajuda aqui a carregar este saco de 10 toneladas de cabos velhos, manilhas ferrugentas e restos de silicone seca que nunca se sabe não precisaremos um dia! E põe e caça e carrega e esfrega e iça e arria… eu arriava-te era já uma paulada! Então não era só uma descidazinha Tejo abaixo? Eu até trouxe uns bolinhos e umas cerejas… Enfim…
Lembro-me aqui há 4 ou 5 anos (terá passado assim tanto tempo???), no Moinho! D. CarMãe Andrade e Silva, naqueles tempos mais conhecido por Senhora Mariazinha, coitada… tal não era a trabalheira, de joelhos no chão de pedra, esfregão verde e Sonasol, tentava fazer brilhar mais que o Sol um toldo de riscas (azuis?). Patricia eu própria e mesma, naqueles tempos mais conhecida por… seria Catripácia? Sob as ordens do malvado, depois de já ter varrido sete sacos de folhas, tentava cimentar uma coisa qualquer que no final deveria parecer-se com uma escada. Filha Sofia… deveria estar a ser torturada noutro lado qualquer, ah que não me lembro agora! Eh pah, qu’a coisa assim está muito calma! O que nós precisávamos mesmo agora era de abater uns Eucaliptos. Confesso que por milésimos de segundos, ainda pensei que, ou tinha ouvido mal ou o Senhor queria dizer outra coisa qualquer, coisas da idade, baralhou-se entre os pensamentos e as palavras. Mas ainda eu não tinha dado a última paulada no cimento do qualquer-coisa-parecida-com-um-degrau quando ouço gritar da casinha dos fundos “Oh Espanhola, ajuda-me aqui a levar a moto-serra ali para trás da cabana!”. Eu nem vou entrar em muitos pormenores mas penso que vi a nossa Senhora Mariazinha agarrada a um cabo, arrastada pelo eucalipto que não caiu na cabeça da Catripácia (eu, portanto) porque antes se enfaixou no eucalipto da frente que não era suposto cair! Isto, enquanto o Almirante desdizia as indicações que a filha Sofia, em aparente calma e serenidade, ia tentando dar para ver se ninguém morria! Uuuf!
Ainda hoje me pergunto porque é que eu, uma rapariga que dizem minimamente inteligente, continuo a aceitar passar “uns diazinhos calmos” com este homem!
Aaaaahhhhhhhh TEZINHO TU TIRAS-ME DO SÉRIO!!! É caso para dizer “’tás maluuuucaaaa oh quê?!”
Enviado por Trapicia, a Marinheira Espanhola :)
http://historiasdoalmirante.blogspot.com/2008/05/leituras.html
http://historiasdoalmirante.blogspot.com/2008/05/setembro-de-2007-previlgios.html
http://historiasdoalmirante.blogspot.com/2008/05/patricia-setembro-2007-ainda.html
História do Almirante pelo próprio
CARTAS DE SINGAPURA
Cartas trocadas entre o Salvador filho do Baxi e o Pai Almirante:
Do Salvador para o Tio Té :
Saturday, 23rd February, 2008.
Dear Tio Té,
Hello! How is Portugal? Our family has finally moved back to Singapore. Mateus and I have been doing great. We are now in Singapore American School. My brother is in Grade 1 e I´m in Grade 5.
I am writing to you for a Social Studies assignment that my Social Studies teacher, Mrs. Riemer, gave to us. I have been told to gather information on your history, immigration stories and some interesting facts about you. Would you mind answering the questions below?
Firstly, I´d like some information about your history. I've always wondered what it was like living in Macau during World War II. Did the Japonese occupy the island? Did you see the gunshots and hear the airplanes? What was life like during this time? Next, I'd like to know where you lived or migrated to? Could you give me as much information as possible?
Secondly, I'd like some information about your immigration stories. Could you tell me where you moved to. How did you feel during these moves?
Lastly, I'd like some interesting facts about you. Could you give me as much as possible when you reply?
Also, I'd like to tell you about my school. It is the largest in Singapore. There are 22 kids in my class and it is really fun. My real teacher´name is Mr. Carroll. He is very nice.
Thank you for all your participation.
Yours sincerely,
Salvador Norton de Matos
Do Tio Té para o Salvador :
27 Mar 2008
Dear Salvador,
I was born in Faial, Açores, in 1931 and there the family remained for a couple of years.
These islands are volcanic, so the earliest memory that I have is to fall from a chair during an earthquake!!! As well, once I broke my head but at the same time whales appeared and everybody became terribly excited. In those days, it was a way of life to catch them and it happened that the doctor of the place where we were living owned a fishing whales boat, so he was not available. So, it was the pharmacist who acted as a doctor…and treated me. Well, I must say…
From Faial we went to Figueira da Foz where my mother was from, while my father , as a naval officer, embarked in as overseas voyage. When he returned, he was given the command of a warship based in the harbour of Oporto, in the north of Portugal and afterwards he was sent to Peniche as Harbour Master. He remained there for about 3 years and began going on holidays to the island of Berlenga, same 7 miles west of Peniche. We still go there for a month or more a year, on our days.
It was from Peniche that we went to Macau, by steamship. At least once, we crossed a mined camp, fortunately without bad results!
We remained in Macau until the end of The II World War.
After the fall of Hong Kong, (and from Macau we saw and heard the bombardments), the city remained surrounded by Japanese and Chinese generals, “warlords”.
For several times Macau had been very near to be conquered or by the Japanese or by the Chinese. We were always prepared with a small bag to carry with us with a bare minimum in our escape to the house of a Chinese, friend of my father. In my belongings I always included a nail scissors… when permission was received, from this gentleman, to get out (because by then everything would be calm again) we had severe orders not to forget to bow to the Japonese sentries. These soldiers represented the Emperor, who was God to them. If one person did not bow to them, was not bowing to the Emperor and obviously was not bowing to God. The punishment was severe and final. Our heads would be cut off on the spot. Very efficient, the Japanese…
With the invasion of China by the Japanese Macau population augmented terribly. The available food was not enough, and about 150 people died every day, either by famine or disease. They would remain on the streets, where they had died, up to the moment when it was possible to go for them. It was a sad spectacle and we had to overrun the emotions caused, since we had to continue our way, not by car (since gas was not available) but on foot or by bicycle. Exceptionally a rickshaw was used.
As I have told you food was scarce and the meat in existence was from buffalo. However at a certain stage, real beef appeared. It was a Success. The only problem was the true provenance of this beef… it was discovered that the meat came from the dead bodies of the Chinese who died in the streets. Not very agreable…
One day, American airplanes crossed the skies, and that became routine. Big bombers
We thought that we had nothing to fear from American planes, because Portugal was neutral in the war. But the American discovered that Macau was about to trade some gas for rice, with the Japanese, and decided to bomb the place where they knew the gas was. And so they did. That afternoon, when all was over, I went to the site, that was navy (my father was the boss navy in Macau). But then aircraft carrier fighters planes returned and machine gunned and bombed again the area, where I was. I was 14 years old and I was really scared…
Afterwards the USA said that it had been a mistake and that they thought they were bombing Hong Kong!
Well, finally the war was over and we returned to Lisbon, by ship, in a 3 months voyage. Old days…
The family began living in Lisbon and in 1949 I joined the navy. About 1959 I became commander of mine sweeper. In one of these ships I went ot Berlenga Islands and passed between and close to two small inlets, an area that I knew perfectly well because I used to dive there for underwater hunting. My navigator was not in the bridge for some reason and when he appeared he almost had a heart attack!!!...
In 1962 I became Harbour Master of Peniche, already married to Tia Carmo. From here I went to Bissau, Portuguese Guiné, for a tour of duty as Naval Adviser to the Commander-in-Chief, because war was going on there. Returning to Lisbon, at a certain point I was made Commander of a frigate, a NATO frigate, and when that was over, a member of the NATO Command established in Lisbon. In 1975 I was sent to Cabinda, Angola, for one year. Since the place is mainly a dense forest, I almost had a chance of seing gorillas, but unfortunately I never saw one. Once I was in a place where gorillas had been just an hour ago…but that was all.
To be able to be promoted to Rear Admiral, I was sent to the USA, to the Naval Command College in Newport, not very far from Tye, where your father lived. I already lived one year in the West Coast of the United States, because I had been a crew member of a frigate that Portugal got from that country.
Promoted to Rear Admiral, I commanded the naval base in Lisbon and was 2nd Commander of the fleet.
As Vice-Admiral I was a fleet Commander and Commander-in-Chief of NATO IBERLANT area, and as Admiral (4 stars) I commanded the Portuguese Navy.
I must tell you that I had no problem changing addresses, and that I knew a lot of very different people meanwhile, of very different colour, and race, and some of them continue to be my friends up to now.
In 1952 I bought a 35 feet sailing boat, that I still own and sail with tia Carmo.. It is called “VADIO”. I also have smaller boats in Berlenga, for fishing and just for fun, that are used during the several weeks we spend there. So you may say that I am a real sailor… My mother´s family owned several codfish sailing ships. So I really belong to a nautical family!
Another story came to my mind. Once two mine-sweepers went from Lisbon to Toulon, France.The weather forecast was very bad for the waters east of Barcelona, Spain, and we were south of that city. I was commanding the 2nd ship. The senior commander asked my opinion by radio, about putting into harbor. Since the sea was calm and I was in a good mood, I replied that I did not see why should we put to Barcelona without really checking the weather to the east. So there we went, the weather became rough, night fell, very bad waves began punishing the ship. And again the senior commander asked what I thought we should do. I replied that, as far as I was concerned, I had ordered a bottle of hot water to be put in my bed and I was ready to go to sleep. But soon afterwards I surrended joking and we had a big problem turning the ships 180º… That officer never forgot this story.
After retiring I was charged by the Government to finish what I had begun as Chief of the Navy,that is to save the “D. Fernando II e Glória”, an old frigate from 1835 that was aground, almost lost and unrecoverable. There are only 4 of these ships in the world and “D. Fernando” is one of them. I did the job and was very happy with it, as the ship is a beauty, the last sailing warship in the Portuguese navy.And this is it, up to now.
Love from
Tio Té
domingo, 18 de maio de 2008
Atacando o bicho!
quarta-feira, 23 de abril de 2008
FODA-SE! Hoje não...
Anónimo disse...
Guess who? G.M.
I've been in and out of favour with lady luck
I gotta tell you
I've seen things i never wanted to see
I've got to get back on my feet
I feel like i've been sleeping
Sweet, sweet time
Has been a real good friend of mine
Waiting for that change of season
Oh the winter's been so long
Searching for that rhyme or reason
You've just got to
Move on
Hold it together, move on
Life's so short, move on
Only time will set you free
You put your fears behind you
Better get yourself where you wanna be
I think of all the days and nights i spent crying
And i move on
I've been in and out of favour with love
Because i gotta tell you
I've been things i never wanted to be
And then some angel called me up
He told me i was sleeping
Said don't waste time
'Cos even angels say goodbye
Waiting for that change of season
Oh the winter's been so long
Searching for that rhyme or reason
You've just got to
Move on...
And oh, there goes another season
Getting hard to find a decent song to play
But oh, i guess i got my reasons
Everybody thinks i'm doing a.o.k
They ought to know by now
You put your tears behind you
Better get yourself where you wanna be
I think of all the days and nights i spent crying
Before my angel set me free
I'm gonna be lucky in love someday
Publicada por Anónimo em enquanto a onda não volta a 14:09
Guess who? G.M.
I've been in and out of favour with lady luck
I gotta tell you
I've seen things i never wanted to see
I've got to get back on my feet
I feel like i've been sleeping
Sweet, sweet time
Has been a real good friend of mine
Waiting for that change of season
Oh the winter's been so long
Searching for that rhyme or reason
You've just got to
Move on
Hold it together, move on
Life's so short, move on
Only time will set you free
You put your fears behind you
Better get yourself where you wanna be
I think of all the days and nights i spent crying
And i move on
I've been in and out of favour with love
Because i gotta tell you
I've been things i never wanted to be
And then some angel called me up
He told me i was sleeping
Said don't waste time
'Cos even angels say goodbye
Waiting for that change of season
Oh the winter's been so long
Searching for that rhyme or reason
You've just got to
Move on...
And oh, there goes another season
Getting hard to find a decent song to play
But oh, i guess i got my reasons
Everybody thinks i'm doing a.o.k
They ought to know by now
You put your tears behind you
Better get yourself where you wanna be
I think of all the days and nights i spent crying
Before my angel set me free
I'm gonna be lucky in love someday
Publicada por Anónimo em enquanto a onda não volta a 14:09
terça-feira, 25 de março de 2008
Reviver o passado
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Don't leave me this way... (like the song)
E o que fica sempre por dizer...
Por mais perguntas que me faças e mais respostas que me dês há sempre um nó em mim quando te deixo sem ti inteiro. Porque te deixo sem tudo me dizeres.
Por mais perguntas que me faças e mais respostas que me dês há sempre um nó em mim quando te deixo sem ti inteiro. Porque te deixo sem tudo me dizeres.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Didgeridoo
Porque o vento perguntou ao vento quanto vento demoraria... nunca mais te trouxe de volta... nem em noites de Ursa Cheia.

@ Wiki
The didgeridoo (or didjeridu) is a wind instrument of the Indigenous Australians of northern Australia. It is sometimes described as a natural wooden trumpet or "drone pipe". Musicologists classify it as an aerophone.
A didgeridoo is usually cylindrical or conical in shape and can measure anywhere from 1,2 and 3 metres in length with most instruments measuring around 1.2 metres. Generally, the longer the instrument, the lower the pitch or key of the instrument. Keys from D to F♯ are the preferred pitch of traditional Aboriginal players.
There are no reliable sources stating the didgeridoo's exact age, though it is commonly claimed to be the world's oldest wind instrument. Archaeological studies of rock art in Northern Australia suggests that the Aboriginal people of the Kakadu region of the Northern Territory have been using the didgeridoo for about 1500 years, based on the dating of paintings on cave walls and shelters from this period. A clear rock painting in Ginga Wardelirrhmeng from the freshwater period (1500 years ago until the present) shows a didjeridu player and two songmen (source: Journey in Time, George Chaloupka, p. 189).
Health benefits
A 2005 study, published in the British Medical Journal, found that learning and practicing the didgeridoo helped reduce snoring and sleep apnea, as well as daytime sleepiness [6]. This appears to work by strengthening muscles in the upper airway, thus reducing their tendency to collapse during sleep.

@ Wiki
The didgeridoo (or didjeridu) is a wind instrument of the Indigenous Australians of northern Australia. It is sometimes described as a natural wooden trumpet or "drone pipe". Musicologists classify it as an aerophone.
A didgeridoo is usually cylindrical or conical in shape and can measure anywhere from 1,2 and 3 metres in length with most instruments measuring around 1.2 metres. Generally, the longer the instrument, the lower the pitch or key of the instrument. Keys from D to F♯ are the preferred pitch of traditional Aboriginal players.
There are no reliable sources stating the didgeridoo's exact age, though it is commonly claimed to be the world's oldest wind instrument. Archaeological studies of rock art in Northern Australia suggests that the Aboriginal people of the Kakadu region of the Northern Territory have been using the didgeridoo for about 1500 years, based on the dating of paintings on cave walls and shelters from this period. A clear rock painting in Ginga Wardelirrhmeng from the freshwater period (1500 years ago until the present) shows a didjeridu player and two songmen (source: Journey in Time, George Chaloupka, p. 189).
Health benefits
A 2005 study, published in the British Medical Journal, found that learning and practicing the didgeridoo helped reduce snoring and sleep apnea, as well as daytime sleepiness [6]. This appears to work by strengthening muscles in the upper airway, thus reducing their tendency to collapse during sleep.
Receita: Bacalhau com Broa
Ingredientes: Mulher, bacalhau, espinafres, broa de milho, azeite, alho, cebola, batata e sal.
Modo de preparação: enfie a mulher na cozinha com os ingredientes e feche a porta. Espere duas horas. Seja servido.
BOA SEMANA
Modo de preparação: enfie a mulher na cozinha com os ingredientes e feche a porta. Espere duas horas. Seja servido.
BOA SEMANA
domingo, 27 de janeiro de 2008
Alevantei-me............ porque era Domingo e 27, fui rir
Alevantar - acto de levantar com convicção, com o ar de a mim ninguém me come por parvo! Alevantei-me e fui-me embora!
Aspergic - medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.
Assentar - acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento.
Capom - porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!
Destrocar - trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.
Disvorciada - mulher de quem se diz por aí que se vai divorciar.
É assim... - talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase. Muito utilizado por jornalistas e intelectuais.
Entropeçar - acto de tropeçar em algo.
Êros - moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.
Inclusiver - forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais, eu inclusiver acho esta palavra muita gira. Também existe a variante Inclusivel.
Númaro - também com a vertente númbaro. Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!
Parteleira - local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.
Stander - local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o stander de automóveis. O stander é um dos grandes clássicos do português da cromagem.
Tipo - juntamente com o É assim, faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim... tipo, tás a ver?
Treuze - palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.
Aspergic - medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.
Assentar - acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento.
Capom - porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!
Destrocar - trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.
Disvorciada - mulher de quem se diz por aí que se vai divorciar.
É assim... - talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase. Muito utilizado por jornalistas e intelectuais.
Entropeçar - acto de tropeçar em algo.
Êros - moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.
Inclusiver - forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais, eu inclusiver acho esta palavra muita gira. Também existe a variante Inclusivel.
Númaro - também com a vertente númbaro. Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!
Parteleira - local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.
Stander - local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o stander de automóveis. O stander é um dos grandes clássicos do português da cromagem.
Tipo - juntamente com o É assim, faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim... tipo, tás a ver?
Treuze - palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.
domingo, 30 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Sexta-feira do Natal
Este ano não vai haver presépio!
Lamentamos mas...
- Os Reis Magos lançaram uma OPA sobre a manjedoura e esta foi retirada do estábulo até decisão governamental
- Os camelos estão no governo
- Os cordeirinhos estão tão magros e tão feios que não podem ser exibidos
- A vaca está louca e não se segura nas patas
- O burro está na Escola Básica a dar aulas de substituição
- Nossa Senhora e São José foram chamados à Escola Básica para avaliar o burro
- A estrelinha de Belém perdeu o brilho porque o Menino Jesus não tem tempo para olhar para ela
- O Menino Jesus está no Politeama em actividades de enriquecimento curricular e o tribunal de Coimbra ordenou a sua entrega imediata ao pai biológico
- A ASAE fechou temporariamente o estábulo pela falta da manjedoura e, sobretudo, até serem corrigidas as péssimas condições higiénicas do estábulo, de acordo com as normas da UE .
Lamentamos mas...
- Os Reis Magos lançaram uma OPA sobre a manjedoura e esta foi retirada do estábulo até decisão governamental
- Os camelos estão no governo
- Os cordeirinhos estão tão magros e tão feios que não podem ser exibidos
- A vaca está louca e não se segura nas patas
- O burro está na Escola Básica a dar aulas de substituição
- Nossa Senhora e São José foram chamados à Escola Básica para avaliar o burro
- A estrelinha de Belém perdeu o brilho porque o Menino Jesus não tem tempo para olhar para ela
- O Menino Jesus está no Politeama em actividades de enriquecimento curricular e o tribunal de Coimbra ordenou a sua entrega imediata ao pai biológico
- A ASAE fechou temporariamente o estábulo pela falta da manjedoura e, sobretudo, até serem corrigidas as péssimas condições higiénicas do estábulo, de acordo com as normas da UE .
The Life of...
Hope is itself a species of happiness, and, perhaps, the chief happiness which this world affords: but, like all other pleasures immoderately enjoyed, the excesses of hope must be expiated by pain; and expectations improperly indulged, must end in disappointment. If it be asked, what is the improper expectation which it is dangerous to indulge, experience will quickly answer, that it is such expectation as is dictated not by reason, but by desire; expectation raised, not by the common occurrences of life, but by the wants of the expectant; an expectation that requires the common course of things to be changed, and the general rules of action to be broken.
- Samuel Johnson, "J. Boswell "The Life of Samuel Johnson"", 1784
- Samuel Johnson, "J. Boswell "The Life of Samuel Johnson"", 1784
Ao meu Príncipe*
Mentir é feio, não é Patricia? Mas se toda a gente dissesse a verdade, este mundo seria um caos.
* Encantado, mais que encantado e que me encanta
* Encantado, mais que encantado e que me encanta
sábado, 1 de dezembro de 2007
Tradition
Having a concern for tradition doesn't mean that you merely want to copy something that was done thirty years ago, but expand what you're doing today.
Spike Lee
Spike Lee
domingo, 11 de novembro de 2007
Queres saber coisas demais...
Agora deu-te que precisas de compreender porque não me apaixono por ti. Se nos damos bem, rimos juntos, calamo-nos em sintonia. Apaixonar? Como poderia eu apaixonar-me por alguém que tem luvas de borracha para meter gasolina e sabe mais marcas de sapatos do que eu? Que sabe identificar um vestido Prada a milhas de distância? A coisa mais parecida com um vestido Prada que eu conhecia até há uns tempos atrás era o Prado e porque é Museu e fica numa cidade onde vivi. Queres saber coisas demais...
sábado, 10 de novembro de 2007
Hoje fizeste exactamente o mesmo... deste-me a volta enquanto eu sorria...
Sabes bem dar-me a volta... e eu gosto!
Sabe, afinal não quero as chuteiras de presente de anos...
Então?
O S. tem umas, ele empresta-me. As chuteiras são bué de caras, sabia? Bué mesmo!!
Claro, por isso comecei um mês antes a pensar nelas...
P'rái 150 euros.
Eu sei...
É muito dinheiro, não quero que gaste tanto comigo.
Como queiras, sabes que para mim é importante porque sei que precisas mesmo delas para os treinos.
Pois, mas eu não quero. São muito muito caras. Mas podemos ir ali à R.? Só num instante...
Vamos.
Quer ver quais são os ténis que estão mesmo na moda agora?
São bonitos...
Sim, clássicos. Gosto. Muita pausa, bem fixes...
Gostavas de ter estes, é?
Sim...
Pois... Andas a juntar dinheiro?
Ainda não.
Pois... Consegues aguentar até dia 15?
Eu aguento, os ténis é que não sei...
Então?
Estão muito na moda...
Ok, calça lá e levamos agora. Mas só os voltas a ver daqui a um mês!
Sim. (quase nem ouvi)
Tens esse sorriso matreiro... Não consigo não ceder. É verdade que estes são bem mais baratos... Não querias que eu gastasse muito, não é? Sorriso mais lindo! Agora vamos ver se eu me aguento...
de Quinta-feira, Maio 19, 2005
posted by maresia at 19:31
Sabe, afinal não quero as chuteiras de presente de anos...
Então?
O S. tem umas, ele empresta-me. As chuteiras são bué de caras, sabia? Bué mesmo!!
Claro, por isso comecei um mês antes a pensar nelas...
P'rái 150 euros.
Eu sei...
É muito dinheiro, não quero que gaste tanto comigo.
Como queiras, sabes que para mim é importante porque sei que precisas mesmo delas para os treinos.
Pois, mas eu não quero. São muito muito caras. Mas podemos ir ali à R.? Só num instante...
Vamos.
Quer ver quais são os ténis que estão mesmo na moda agora?
São bonitos...
Sim, clássicos. Gosto. Muita pausa, bem fixes...
Gostavas de ter estes, é?
Sim...
Pois... Andas a juntar dinheiro?
Ainda não.
Pois... Consegues aguentar até dia 15?
Eu aguento, os ténis é que não sei...
Então?
Estão muito na moda...
Ok, calça lá e levamos agora. Mas só os voltas a ver daqui a um mês!
Sim. (quase nem ouvi)
Tens esse sorriso matreiro... Não consigo não ceder. É verdade que estes são bem mais baratos... Não querias que eu gastasse muito, não é? Sorriso mais lindo! Agora vamos ver se eu me aguento...
de Quinta-feira, Maio 19, 2005
posted by maresia at 19:31
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Ontem, hoje e amanhã (como na canção)
Ontem era tudo tão mais fácil. Era ontem, simplesmente era... Se me arrependo? Não sei, isso é para amanhã.
"To Risk" by William Arthur Ward
To laugh is to risk appearing a fool,
To weep is to risk appearing sentimental
To reach out to another is to risk involvement,
To expose feelings is to risk exposing your true self
To place your ideas and dreams before a crowd is to risk their loss
To love is to risk not being loved in return,
To hope is to risk despair,
To try is to risk to failure.
But risks must be taken because the greatest hazard in life is to risk nothing.
The person who risks nothing, does nothing, has nothing is nothing.
He may avoid suffering and sorrow,
But he cannot learn, feel, change, grow or live.
Chained by his servitude he is a slave who has forfeited all freedom.
Only a person who risks is free.
The pessimist complains about the wind;
The optimist expects it to change;
And the realist adjusts the sails.
To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return....
To weep is to risk appearing sentimental
To reach out to another is to risk involvement,
To expose feelings is to risk exposing your true self
To place your ideas and dreams before a crowd is to risk their loss
To love is to risk not being loved in return,
To hope is to risk despair,
To try is to risk to failure.
But risks must be taken because the greatest hazard in life is to risk nothing.
The person who risks nothing, does nothing, has nothing is nothing.
He may avoid suffering and sorrow,
But he cannot learn, feel, change, grow or live.
Chained by his servitude he is a slave who has forfeited all freedom.
Only a person who risks is free.
The pessimist complains about the wind;
The optimist expects it to change;
And the realist adjusts the sails.
To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return, To love is to risk not being loved in return....
Oh, oh, you will be sorry for that word!
Oh, oh, you will be sorry for that word!
Give back my book and take my kiss instead.
Was it my enemy or my friend I heard,
"What a big book for such a little head!"
Come, I will show you now my newest hat,
And you may watch me purse my mouth and prink!
Oh, I shall love you still, and all of that.
I never again shall tell you what I think.
I shall be sweet and crafty, soft and sly;
You will not catch me reading any more:
I shall be called a wife to pattern by;
And some day when you knock and push the door,
Some sane day, not too bright and not too stormy,
I shall be gone, and you may whistle for me.
Edna St. Vincent Millay
As pessoas escrevem coisas esquisitas de formas esquisitas...
Give back my book and take my kiss instead.
Was it my enemy or my friend I heard,
"What a big book for such a little head!"
Come, I will show you now my newest hat,
And you may watch me purse my mouth and prink!
Oh, I shall love you still, and all of that.
I never again shall tell you what I think.
I shall be sweet and crafty, soft and sly;
You will not catch me reading any more:
I shall be called a wife to pattern by;
And some day when you knock and push the door,
Some sane day, not too bright and not too stormy,
I shall be gone, and you may whistle for me.
Edna St. Vincent Millay
As pessoas escrevem coisas esquisitas de formas esquisitas...
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Foi "ontem" e eras ainda tão menino...
27 Abril 2006
Vitória em vitória...
Hoje é um dia importante para o meu futebolista. Alcançou duas vitórias! Uma necessária, a outra deliciosa e complementar. Entrou finalmente para o Curso de informática, depois de muitos contra-tempos, e saiu de fábrica o DVD de música + vídeo que gravou na escola. Vai ser um nerd rapper!
posted by maresia at 19:24
4 Comments:
Piripiri said...
Estão os dois de parabens!
10:06
Daniel Aladiah said...
Querida Maresia
Com duas 'v'itórias temos um 'w'inner... :)
Felicidades para ele
Um beijoDaniel
18:19
storm said...
então parabéns!
01:18
JL said...
Então a uma vitória dessas saia um brinde se faz favor!
Tchim, tchim
Boa semana
17:42
Vitória em vitória...
Hoje é um dia importante para o meu futebolista. Alcançou duas vitórias! Uma necessária, a outra deliciosa e complementar. Entrou finalmente para o Curso de informática, depois de muitos contra-tempos, e saiu de fábrica o DVD de música + vídeo que gravou na escola. Vai ser um nerd rapper!
posted by maresia at 19:24
4 Comments:
Piripiri said...
Estão os dois de parabens!
10:06
Daniel Aladiah said...
Querida Maresia
Com duas 'v'itórias temos um 'w'inner... :)
Felicidades para ele
Um beijoDaniel
18:19
storm said...
então parabéns!
01:18
JL said...
Então a uma vitória dessas saia um brinde se faz favor!
Tchim, tchim
Boa semana
17:42
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Uma mulher só trai por justa causa...
O marido chega a casa e encontra a mulher na cama com outro: 25 anos, porte atlético, bronzeado, cheio de energia e amor para dar... Tenta começar num berreiro desgarrado mas a mulher interrompe-o.
- Antes de começares a gritar, deverias ouvir como tudo isto aconteceu! Encontrei este jovem na
rua, maltrapilho, cansado e esfomeado. Com pena dele trouxe-o para casa. Servi-lhe o jantar que preparei para ti ontem. Como chegaste tarde e satisfeito com o petisco da cervejaria... não o comeste e eu guardei-o no frigorífico, lembras-te? Ele estava descalço, então lembrei-me de lhe dar aquele par de sapatos que, como foi a minha Mãe que te deu, nunca usaste. Ele estava com sede e eu servi-lhe aquele vinho que estava guardado para o tal Sábado que prometeste mas que nunca chega... pois, num dia é futebol, no outro o Poker, no outro as pescarias. Como tinha as calças velhas e rasgadas, dei-lhe aquele par de ganga quase novo, em perfeito estado, mas que não te servia. Como ele estava sujo, aconselhei-o a tomar um banho, fazer a barba, essas coisas... então dei-lhe aquela loção francesa, novinha, que nunca usaste porque dizes que é para maricas. Foi quando já estava se saída que me perguntou: desculpe senhora, não há mais nada a que seu marido não dê uso cá em casa? Vai de modos, nem respondi, dei logo!!!
- Antes de começares a gritar, deverias ouvir como tudo isto aconteceu! Encontrei este jovem na
rua, maltrapilho, cansado e esfomeado. Com pena dele trouxe-o para casa. Servi-lhe o jantar que preparei para ti ontem. Como chegaste tarde e satisfeito com o petisco da cervejaria... não o comeste e eu guardei-o no frigorífico, lembras-te? Ele estava descalço, então lembrei-me de lhe dar aquele par de sapatos que, como foi a minha Mãe que te deu, nunca usaste. Ele estava com sede e eu servi-lhe aquele vinho que estava guardado para o tal Sábado que prometeste mas que nunca chega... pois, num dia é futebol, no outro o Poker, no outro as pescarias. Como tinha as calças velhas e rasgadas, dei-lhe aquele par de ganga quase novo, em perfeito estado, mas que não te servia. Como ele estava sujo, aconselhei-o a tomar um banho, fazer a barba, essas coisas... então dei-lhe aquela loção francesa, novinha, que nunca usaste porque dizes que é para maricas. Foi quando já estava se saída que me perguntou: desculpe senhora, não há mais nada a que seu marido não dê uso cá em casa? Vai de modos, nem respondi, dei logo!!!
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
O GUARDADOR DE REBANHOS V
Há metafísica bastante em não pensar em nada.
O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
Que ideia tenho eu das coisas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?
Não sei.
Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).
O mistério das coisas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas coisas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?
"Constituição íntima das coisas" ...
"Sentido íntimo do Universo" ...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em coisas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.
Pensar no sentido íntimo das coisas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.
O único sentido íntimo das coisas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me,
Aqui estou!
(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as coisas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina).
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.
A. Caeiro (1914)
O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
Que ideia tenho eu das coisas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?
Não sei.
Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).
O mistério das coisas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas coisas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?
"Constituição íntima das coisas" ...
"Sentido íntimo do Universo" ...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em coisas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.
Pensar no sentido íntimo das coisas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.
O único sentido íntimo das coisas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me,
Aqui estou!
(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as coisas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina).
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.
A. Caeiro (1914)
domingo, 9 de setembro de 2007
A Quebrada
Vi-te.
Viste-me e sorriste. Estendeste o beijo.
Vi-nos, então, aos dois naquele fim de dia, a Quebrada já ali. Vi-nos, lá longe, tão longe daqui.
Olá. Sorri, aceitei o beijo sem saber se te olhava nos olhos.
A última vez que te vi foi...
... há dois anos.
Continuas bonita, disseste.
E tu continuas o mesmo Pescador de Safio, pensei.
Mas não o disse.
As tuas mãos tisnadas, fortes e brutas, tão suaves ao toque, imaginei.
Porque nem as olhei.
Olhar e dizer? Quando vejo a Quebrada lá tão longe, mas tão longe, tão mais longe hoje do que perto naquele dia, não quero olhar, não quero dizer.
E tu nem sequer tens telemóvel...
Viste-me e sorriste. Estendeste o beijo.
Vi-nos, então, aos dois naquele fim de dia, a Quebrada já ali. Vi-nos, lá longe, tão longe daqui.
Olá. Sorri, aceitei o beijo sem saber se te olhava nos olhos.
A última vez que te vi foi...
... há dois anos.
Continuas bonita, disseste.
E tu continuas o mesmo Pescador de Safio, pensei.
Mas não o disse.
As tuas mãos tisnadas, fortes e brutas, tão suaves ao toque, imaginei.
Porque nem as olhei.
Olhar e dizer? Quando vejo a Quebrada lá tão longe, mas tão longe, tão mais longe hoje do que perto naquele dia, não quero olhar, não quero dizer.
E tu nem sequer tens telemóvel...
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Eu já não posto nada, só quoto...
We are great fools: He has spent his life in idleness. We say, "I have done nothing today." Really, have you not lived? This is not only the most fundamental but the most illustrious of your occupations… Have you been able to think about and manage your life? You have managed the greatest burden of all… To compose our nature is our responsibility, not to write books. To gain order and tranquility, not to win battles and provinces, is our goal. Our grand and glorious masterpiece is to live suitably. - Michel de Montaigne
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Estelinha
Nunca hei-de entender, uma Leoa italiana de 20, a paz personificada. Serás sempre a minha Estelinha.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
ai..
pois não, n percebeste nada do que eu estava a tentar dizer e eu já me irritei e vou fazer camarões fritos e beber martinis. eu não estava a falar de ti embora fizesses parte da história, mas se eu falo de mim as coisas viram sempre ao a ti e olha não sei acabou, só isso, já n falo mais e tu podes ir trabalhar
quinta-feira, 26 de julho de 2007
***************
********************************
I want to die in music, not in reason or in prose.
People don't deserve the restraint we show by not going into delirium in front of them.
Louis-Ferdinand Celine
********************************
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Respirar
********************************
The best part of waking up? The Benson-Henry Institute for Mind Body Medicine recommends first paying attention to your breath for a few minutes instead of jumping out of bed.********************************
sábado, 21 de julho de 2007
tenho TANTAS saudades NOSSAS
só nós dois é que sabíamos, não era?
Shelter from the storm by Bob Dylan
'Twas in another lifetime, one of toil and bloodWhen blackness was a virtue and the road was full of mudI came in from the wilderness, a creature void of form."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."And if I pass this way again, you can rest assuredI'll always do my best for her, on that I give my wordIn a world of steel-eyed death, and men who are fighting to be warm."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."Not a word was spoke between us, there was little risk involvedEverything up to that point had been left unresolved.Try imagining a place where it's always safe and warm."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."I was burned out from exhaustion, buried in the hail,Poisoned in the bushes an' blown out on the trail,Hunted like a crocodile, ravaged in the corn. "Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."Suddenly I turned around and she was standin' thereWith silver bracelets on her wrists and flowers in her hair.She walked up to me so gracefully and took my crown of thorns."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."Now there's a wall between us, somethin' there's been lostI took too much for granted, got my signals crossed.Just to think that it all began on a long-forgotten morn."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."Well, the deputy walks on hard nails and the preacher rides a mountBut nothing really matters much, it's doom alone that countsAnd the one-eyed undertaker, he blows a futile horn."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."I've heard newborn babies wailin' like a mournin' doveAnd old men with broken teeth stranded without love.Do I understand your question, man, is it hopeless and forlorn?"Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."In a little hilltop village, they gambled for my clothesI bargained for salvation an' they gave me a lethal dose.I offered up my innocence and got repaid with scorn."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."Well, I'm livin' in a foreign country but I'm bound to cross the lineBeauty walks a razor's edge, someday I'll make it mine.If I could only turn back the clock to when God and her were born."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."
Copyright © 1974 Ram's Horn Music
Shelter from the storm by Bob Dylan
'Twas in another lifetime, one of toil and bloodWhen blackness was a virtue and the road was full of mudI came in from the wilderness, a creature void of form."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."And if I pass this way again, you can rest assuredI'll always do my best for her, on that I give my wordIn a world of steel-eyed death, and men who are fighting to be warm."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."Not a word was spoke between us, there was little risk involvedEverything up to that point had been left unresolved.Try imagining a place where it's always safe and warm."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."I was burned out from exhaustion, buried in the hail,Poisoned in the bushes an' blown out on the trail,Hunted like a crocodile, ravaged in the corn. "Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."Suddenly I turned around and she was standin' thereWith silver bracelets on her wrists and flowers in her hair.She walked up to me so gracefully and took my crown of thorns."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."Now there's a wall between us, somethin' there's been lostI took too much for granted, got my signals crossed.Just to think that it all began on a long-forgotten morn."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."Well, the deputy walks on hard nails and the preacher rides a mountBut nothing really matters much, it's doom alone that countsAnd the one-eyed undertaker, he blows a futile horn."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."I've heard newborn babies wailin' like a mournin' doveAnd old men with broken teeth stranded without love.Do I understand your question, man, is it hopeless and forlorn?"Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."In a little hilltop village, they gambled for my clothesI bargained for salvation an' they gave me a lethal dose.I offered up my innocence and got repaid with scorn."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."Well, I'm livin' in a foreign country but I'm bound to cross the lineBeauty walks a razor's edge, someday I'll make it mine.If I could only turn back the clock to when God and her were born."Come in," she said,"I'll give you shelter from the storm."
Copyright © 1974 Ram's Horn Music
quinta-feira, 28 de junho de 2007
pois...
Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "O aborto, a menina de 12 anos, a sua filha e a des...":
TOU GRAVIDA TENHO 13 ANOS O QUE E QUE EU FAÇO??????????
Publicada por Anónimo em enquanto a onda não volta a 12:59
Pois, se tivesses deixado o teu contacto... seja como for, tens 13 anos, não há fórmulas certas... podes sempre tentar não voltar a fazer...
TOU GRAVIDA TENHO 13 ANOS O QUE E QUE EU FAÇO??????????
Publicada por Anónimo em enquanto a onda não volta a 12:59
Pois, se tivesses deixado o teu contacto... seja como for, tens 13 anos, não há fórmulas certas... podes sempre tentar não voltar a fazer...
terça-feira, 26 de junho de 2007
Quoting
And beauty is a form of genius -- is higher, indeed, than genius, as it needs no explanation. It is of the great facts of the world, like sunlight, or spring-time, or the reflection in dark waters of that silver shell we call the moon. It cannot be questioned. It has its divine right of sovereignty. It makes princes of those who have it.
- Oscar Wilde, "The Picture of Dorian Gray (ch. 2)"
- Oscar Wilde, "The Picture of Dorian Gray (ch. 2)"
segunda-feira, 25 de junho de 2007
sábado, 23 de junho de 2007
As palavras difíceis
Sabe qual é o problema da Patricia? hum? É que é muito egocêntrica... Desculpa?!? Sim, egocêntrica! Deves estar a brincar comigo, tu sabes o que quer dizer egocêntrica? Sabes o que é uma pessoa egocêntrica? Sei, é uma pessoa que só pensa nela... E... eu sou egocêntrica? Eu vivo em função de ti e da tua irmã, tudo o que eu faço na vida é para vos dar tudo o que posso mesmo que não o mereçam... Nããão, nada disso, a Patricia não é egocêntrica! Era só para lhe mostrar que eu também conheço essas palavras difíceis! Vai, desaparece daqui, antes que eu te dê uma boa palmada nesse rabo! Lá por teres 18 anos, não penses que não apanhas! [sorrisos] E uma pessoa céptica, a Patricia sabe o que é? [estou tramada...]
sexta-feira, 22 de junho de 2007
Para descontrair, estou farta de coisas sérias... vamos ali ao Tribunal de Aldeia?
Num tribunal de uma aldeia, o advogado de acusação chamou a sua primeira testemunha - uma velhinha de idade avançada e já avó. Aproximou-se da testemunha e perguntou:
- Srª Ermelinda, a senhora conhece-me?
- Claro que te conheço. Conheço-te desde pequenino e, francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente, enganas a tua mulher, manipulas as pessoas e falas mal delas pelas costas. Julgas que és uma grande personalidade quando nem sequer tens inteligência suficiente nem para ser varredor. Claro que te conheço.
O advogado ficou branco, sem saber que fazer. Depois de pensar um pouco apontou para o outro extremo da sala e perguntou:
- Srª Ermelinda conhece o defensor oficioso?
- Claro que sim. Também o conheço desde a infância. É frouxo, tem problemas com a bebida, não consegue ter uma relação normal comninguém e na qualidade de advogado bem, aí...... é um dos piores que já vi. Não esqueço também de mencionar que engana a mulher com três mulheres diferentes, uma das quais, curiosamente, é a tua mulher. Sim, conheço-o. Claro que sim.
O defensor ficou em estado de choque. O juíz pediu, então, a ambos os advogados que se aproximassem do estrado e com uma voz muito ténue diz-lhes:
- Se a algum dos dois ocorrer perguntar à puta da velha se me conhece, juro-vos que vão todos presos.
- Srª Ermelinda, a senhora conhece-me?
- Claro que te conheço. Conheço-te desde pequenino e, francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente, enganas a tua mulher, manipulas as pessoas e falas mal delas pelas costas. Julgas que és uma grande personalidade quando nem sequer tens inteligência suficiente nem para ser varredor. Claro que te conheço.
O advogado ficou branco, sem saber que fazer. Depois de pensar um pouco apontou para o outro extremo da sala e perguntou:
- Srª Ermelinda conhece o defensor oficioso?
- Claro que sim. Também o conheço desde a infância. É frouxo, tem problemas com a bebida, não consegue ter uma relação normal comninguém e na qualidade de advogado bem, aí...... é um dos piores que já vi. Não esqueço também de mencionar que engana a mulher com três mulheres diferentes, uma das quais, curiosamente, é a tua mulher. Sim, conheço-o. Claro que sim.
O defensor ficou em estado de choque. O juíz pediu, então, a ambos os advogados que se aproximassem do estrado e com uma voz muito ténue diz-lhes:
- Se a algum dos dois ocorrer perguntar à puta da velha se me conhece, juro-vos que vão todos presos.
segunda-feira, 18 de junho de 2007
No meu sofá verde...
Talvez as minhas calças possam voltar a brilhar cinzentas.
Aos teus olhos, nas tuas mãos.
Se eu vencer os proibidos.
Aos teus olhos, nas tuas mãos.
Se eu vencer os proibidos.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
sábado, 9 de junho de 2007
A carta que nunca te enviarei (e tu nem sequer tens Internet em casa)
Estou aqui, na cozinha, a fazer listas e listas de compras e a ouvir as nossas músicas. Parece-me quase nos ouvir a nós. Lembras-te de me teres dado o CD numa das primeiras vezes que me foste visitar à Microsoft? [agora sorri] Foi um reencontro tão importante para mim...
Tentei enviar-te duas mensagens, duas vezes para te dizer que sentia a tua falta. Nem sei bem dizer porque sinto a tua falta. Talvez sinta falta daquele "quase que fomos", alguma coisa mais reconfortante. Mais completa.
As mensagens vieram para trás. Talvez tenhas mudado de número. Talvez tenhas uma vida nova. Talvez tenhas cruzado o caminho de alguém. Talvez também penses em mim. Talvez não. Gosto de sonhar que sim.
Sinto a tua falta.
Gostava de te ter aqui, perto de mim, a ouvir o mesmo "Lay, lady, lay". Talvez gostasse de te ouvir dizê-lo "Lay, lady, lay" e eu deitar-me-ia feliz.
Nem sei porque te escrevo isto.
Quando a segunda mensagem voltou para trás foi como um ponto final, final demais. Ao fim de quase dez anos foi-me tão fácil encontrar-te. Bastou que a voz soltasse para o ar um "Shelter from the storm" e lá estavas tu, do lado de lá do mesmo número. Agora tornou-se tão difícil. tão difícil. "Times they are a-changin' now". Talvez seja isso, os tempos mudam-se e, tal como as vontades, mudam-se os telemóveis . E o que foi tão fácil antes, tornou-se tão difícil agora.
Dei por mim sentada junto ao Mar e a escrever-te todas as cartas que te escrevi antes. Santarém parecia tão mais perto visto de Bruxelas do que Palmela agora daqui. Gostava que me mostrasses Lisboa de onde quase mais ninguém a vê. Queria mostrar-te a luz que entra pela minha janela pela manhã. E deitar-me a teu lado quando essa luz se vai ao fim do dia.
Nem sei porque te digo tudo isto agora. Repito-me, não é? É porque não sei mesmo. Mas sufocava-me em mim e ti se não o dissesse agora. Nem ontem, nem amanhã, agora.
"It's all over now, baby blue"
Sempre estraguei tudo de bom que a vida me dá. [Is it] all over now?
Tentei enviar-te duas mensagens, duas vezes para te dizer que sentia a tua falta. Nem sei bem dizer porque sinto a tua falta. Talvez sinta falta daquele "quase que fomos", alguma coisa mais reconfortante. Mais completa.
As mensagens vieram para trás. Talvez tenhas mudado de número. Talvez tenhas uma vida nova. Talvez tenhas cruzado o caminho de alguém. Talvez também penses em mim. Talvez não. Gosto de sonhar que sim.
Sinto a tua falta.
Gostava de te ter aqui, perto de mim, a ouvir o mesmo "Lay, lady, lay". Talvez gostasse de te ouvir dizê-lo "Lay, lady, lay" e eu deitar-me-ia feliz.
Nem sei porque te escrevo isto.
Quando a segunda mensagem voltou para trás foi como um ponto final, final demais. Ao fim de quase dez anos foi-me tão fácil encontrar-te. Bastou que a voz soltasse para o ar um "Shelter from the storm" e lá estavas tu, do lado de lá do mesmo número. Agora tornou-se tão difícil. tão difícil. "Times they are a-changin' now". Talvez seja isso, os tempos mudam-se e, tal como as vontades, mudam-se os telemóveis . E o que foi tão fácil antes, tornou-se tão difícil agora.
Dei por mim sentada junto ao Mar e a escrever-te todas as cartas que te escrevi antes. Santarém parecia tão mais perto visto de Bruxelas do que Palmela agora daqui. Gostava que me mostrasses Lisboa de onde quase mais ninguém a vê. Queria mostrar-te a luz que entra pela minha janela pela manhã. E deitar-me a teu lado quando essa luz se vai ao fim do dia.
Nem sei porque te digo tudo isto agora. Repito-me, não é? É porque não sei mesmo. Mas sufocava-me em mim e ti se não o dissesse agora. Nem ontem, nem amanhã, agora.
"It's all over now, baby blue"
Sempre estraguei tudo de bom que a vida me dá. [Is it] all over now?
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Este homem mata-me (não digo quem e vem de baixo para cima)
A importância dos teus comentários é a verdade de serem os teus comentários. É sempre um prazer ler-te e testemunhar o funcionamento de uma mente tão dramaticamente lúcida e loucamente interessante. LOL
=== Original Message === >>>>
E qual é a importância da verdasde dos meus comentários? São só coisas que vejo, mais nada :) como sempre, tudo se baseia no que eu vejo e nunca no que é mostrado...
=== Original Message === >>>>
Minha querida Maresia, todas as fotos que incluí no álbum «no Fundo» são de animais verdadeiros, encontrados/fotografados no fundo do oceano. Não há estruturas moleculares, é um animal mesmo. Se é uma medusa acho difícil, aparentada talvez remotamente. Um beijo e obrigado pelos comentários, meus e dos meus 8 irmãos... ;)
=== Original Message === >>>>
E qual é a importância da verdasde dos meus comentários? São só coisas que vejo, mais nada :) como sempre, tudo se baseia no que eu vejo e nunca no que é mostrado...
=== Original Message === >>>>
Minha querida Maresia, todas as fotos que incluí no álbum «no Fundo» são de animais verdadeiros, encontrados/fotografados no fundo do oceano. Não há estruturas moleculares, é um animal mesmo. Se é uma medusa acho difícil, aparentada talvez remotamente. Um beijo e obrigado pelos comentários, meus e dos meus 8 irmãos... ;)
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Quoting
domingo, 13 de maio de 2007
Os proibidos
Se eu estiver com muito frio abraças-me?
Hã?!
Sim, se me abraças? Ou se é proibido?
Proibido?!
Sim, proibido. Ultimamente sinto que há tanta coisa entre nós que é proibida...
Abraço-te, sim! Que disparate!
E pedir-te?
Hã?!
Pedir-te que me abraces, é proibido?
Não, não é proibido.
E tabu, é?
sábado, 12 de maio de 2007
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