quinta-feira, 30 de março de 2006

de Quarta-feira, Maio 18, 2005

Fumar mata

A minha mente é uma coisa estranha. Um pequeno pensamento ao olhar para um maço de tabaco agarrou-me dias e dias seguidos. Ainda me agarra.

FUMAR MATA A primeira coisa que me ocorreu quando li esta frase num maço que segurava foi "VIVER MATA". Viver mata. A única coisa que é certa desde o preciso momento em que somos concebidos é que morreremos. Viver mata, não há fuga possível. Não há verdade mais contundente. Morrer é absoluto, é condição de vida. Podemos fugir de tudo, dos impostos aos lobos maus, só não podemos fugir da vida que leva à morte. A morte às vezes tem pressa, outras deixa-nos por aí muito tempo. Mas é sempre certa no prolongamento da vida. Andar de carro, fumar, entrar em aviões, enfrentar uma doença grave, comer, beber, tudo pode matar, tudo pode. Mas a única coisa que nos mata com toda a certeza e logo à partida é a vida.

Eu gosto de pensar na morte. Na minha, na dos outros, na das sapateiras que estão dentro dos aquários nos restaurantes. O que lhes passará pela cabeça ao verem os olhos que se fixam numa e noutra até ao momento em que dizemos "aquela ali, por favor". Qual é aquele pequenino detalhe que decide a morte agora, desta e não da outra? De onde vive a sentença da sua morte?

A morte fascina-me, cientifica e espiritualmente. Gostava de poder morrer para saber como é.

2 comentários:

by the way... disse...

pois é... tu nao queres que eu leia isto. ups! ia dizendo o teu nome. letra muito pequena. hiper micro.

(holeart)

K'os disse...

bem o oposto de mim, eu nunca penso na morte sei que não escapo dela, mas é algo que tenho afastado.

gosto de viver, dos cheiros, das cores, dos sons,do toque por isso nunca penso na morte.

vi um filme em que numa experiência provocavam a morte por um determinado "x" tempo depois reanimavam, queriam no fundo saber um pouco o que tu questionas.

:)