domingo, 17 de abril de 2005

hoje nada existe para além do vazio. não sei o que tinha que agora sinto que perdi. não sei se era eu ou se não era meu. só sei que aqui ficou um nada que é demais. um buraco negro repleto de matéria pesada. não era assim que eu tinha sonhado as coisas. sempre previ e esperei o afastamento, não se trata disso. acho que lhe dava era outra forma. algo que se iria diluir em si mesmo, consumir na sua força e deixar de respirar naturalmente. não imaginei este acto eutanásico. não me tinha ainda visto de copo de veneno na mão. ficou no ar tudo o que eu não queria e nem sal ficou para chorar.

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