sexta-feira, 22 de abril de 2005

sono profundo

ontem já não cheiravas a morte, conversámos, tu de olhos fechados a fingir que não nos vias. tudo isto não passa de uma birra, não é? a que te sabe esse ceralac que corre pela sonda enternal? ontem dormias o sono dos justos. tenho a sensação que piscavas os olhos com força, não fossem eles atraiçoarem-te. não faz mal, descansa, a caminhada, seja ela qual for, vai ser longa, para ti e para nós.

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