quinta-feira, 7 de abril de 2005
velas enfunadas
ontem à noite cresceu dentro de mim um texto. cresceu, tomou formas, içou pano e largou rumo ao horizonte. deveria tê-lo ancorado aqui, não fora a preguiça me ter colado à cama. agora, sei que era um bom porto de abrigo, mas já não sei o que era. tenho de me lembrar de nunca deixar de ir ao cais antes dos barcos partirem.
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